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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

São Martinho... na SMO.




São Martinho é festejado a 11 de Novembro, dia em que por tradição se prova o vinho novo, pois São Martinho é pretexto para molhar a goela. Reza a tradição que em 383, São Martinho de Tours, solicitou ao imperador Máximo ajuda material para a construção de um convento. Foi bem recebido pelo imperador e participou num banquete com os membros da corte. No banquete bebeu-se em demasia e foram tantas as bebedeiras que o banquete foi desde logo, classificado como martinhada. Segundo consta, esta terá sido a origem de São Martinho ser o patrono dos bêbados, embora nada permita afirmar que tenha sido daqueles que se excederam na bebida.

Nos meus tempos de juventude a ida a Montemor provar a água-pé, por altura do São Martinho, era quase como que uma obrigatoriedade. O pessoal juntava-se e íamos até à tasca de Montemor que a foto em baixo representa.

 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de "Pão por Deus".


"Antigamente todas as pessoas, tradicionalmente, iam pedir o Pão-por-Deus   porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida), e quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa.
Hoje, em muitas aldeias, só pedem as crianças para que se mantenha  a Tradição.
Depois, almoça-se e vai-se ao cemitério pôr flores nas Campas dos Familiares já falecidos.
 Na Tradição Portuguesa o Pão-por-Deus era guardado num saquinho de pano, que tempos antes,  as mães ou as avós preparavam com todo o cuidado com uma sobra de chita de algum trabalho de costura.

Havia até mulheres simpáticas que confeccionavam para oferecer nesta época, uns bolos, as Ferraduras, que ainda hoje se cozem, com um agradável sabor a Erva-Doce, assim como Broas, para comerem e dar às  crianças que lhes batiam à porta."
retirado de: 



Também eu fui criança e também andei ao "pão por Deus". Não por necessidade (felizmente) mas por que era tradição. Apesar dos meus pais serem pobres nunca passei fome... nem andei descalço. Comi muita vez "açorda" é certo e não tinha quase brinquedos mas... tinha amigos com quem jogava à bola, ao berlinde, ao pião e tantos outras "coisas". E era com eles que ia também ao "pão por Deus". E era engraçado...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A história... possível.


Comecei, após os dois últimos artigos, a pensar num projecto que tenho vindo a pensar e a adiar há muitos anos.
Vivo neste lugar dos “Bons-Dias” há meio-século. Assisti a muita “coisa” e ouvi muitas histórias.
Aquilo a que me proponho fazer não tem a ver com saudosismos “bacocos” nem fazer reviver “seja o que for”. Vou tentar, e sublinho tentar, dar um retrato fiel, tanto quanto possível destas terras (Odivelas, Ramada, Bons-Dias, Caneças, Olival Basto, Póvoa Santo Adrião, Aires, Chapim, Pedernais, Serra da Amoreira, etc.), das suas gentes, do seu modo de viver.
É evidente que tudo irá depender de tudo o que conseguir reunir de pessoas mais velhas que tenham em seu poder fotos “antigas” ou relatos de “estórias” várias.
A esta distância é tarefa árdua a que me proponho fazer. No entanto o entusiasmo não me falta. Espero poder vir a contar com a ajuda de todos os que quiserem ajudar.
Eu tenho algum “material” que tenho recolhido ao longo de vários anos. É um principio de “caminhada”... que quero partilhar pelo simples gosto de partilhar.

Foto: Eu e os meus pais / Bons-Dias 1962