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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Leiteiro à porta!


Ainda não havia a ASAE e a distribuição do leite, do pão e outros produtos alimentícios eram feitos "porta a porta". Eu tive uma vizinha, a D. Carlota, que morava mesmo ao lado da casa dos meus pais que fazia esse trabalho. 
Ela e o marido possuiam vacas que eram ordenhadas de madrugada para nós termos depois o "leite fresquinho" para o pequeno-almoço. Eram vê-los de vazilhas e medidores a venderem leite "à quarta" (metade de 0,5 litro) pela Ramada e arredores.
Depois das vacas terem acabado ficaram os pacotes de leite diário. E tal como o faziam antes disso passaram, nas madrugadas de cada dia,  a vender os pacotes de 1 litro e meio litro. 
Os mini-mercados chegaram e com eles acabaram os leiteiros à porta...

domingo, 15 de junho de 2014

Fontes e matas.


Em domingos como este, muito quente, há muitos anos (mesmo há muitos) era ver autênticas romarias de pessoas, de Caneças e arredores, irem fazer piqueniques nas matas que existiam junto às fontes.
Levavam-se algumas "mantas de trapo" e debaixo das árvores frondosas e centenárias faziam-se os piqueniques de família. Eu pude vivenciar com os meus pais e tios estas "refeições a ar livre" e boa água. Para os homens, evidentemente, havia um pequeno "palhinhas" que refrescava com água da fonte.
Os miúdos, como eu, brincávamos ali à volta montados em "cavalos imaginários" e vestindo alguma das personagens da banda desenhada. Eram "Bufalos Bills", "Kit Carsons", "Buck Jones" ou outros quaisquer. Interessava era a brincadeira "partilhada". Um pequeno galho de árvore servia perfeitamente de pistola ou carabina para "caça aos índios" que se escondiam por detrás de cada árvore (coitados dos índios...).   
Os pais falavam, em conversas de adultos, de tempos recentes ou passados que a eles só diziam respeito. 
Depois havia o farnel que vinha em alcofas e embrulhado em papel de jornal para manterem o "quente" e saberem a acabado de fazer. Almoço acabado e deitávamo-nos nas mantas que se levavam e que nos protegiam da caruma dos pinheiros ou das folhas e bagas dos eucaliptos. Por ali "batíamos grandes sornas" ao som do vento e das árvores.
Regressávamos ao fim do dia... na camioneta (da Arboricultora) que nos deixava à beira de casa.
Terminava um domingo que hoje ainda recordo...
Banalidades dos tempos de hoje que eram ocasiões especiais naqueles tempos...