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segunda-feira, 6 de abril de 2015

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Famões Atético Clube.


No Natal de 2006 João Pedro Bernardino ofereceu uma bola ao seu primo Vasco Bernardino Nunes, que logo o desafiou para um jogo de Futebol 7 em que cada um fazia a sua equipa. Nasceram assim as competições Bernardino e despoletou-se uma sequência de acontecimentos que levariam ao nascimento do Famões Clube Atlético. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Moinho da Laureana.


Edificado no segundo quartel do séc. XVIII, este moinho tem as primeiras referências escritas, nos livros de décimas  do ano de 1763.
Reflexo do percurso histórico da Atividade moageira, passou de um período áureo, em que laboravam na região do concelho de Odivelas 60 unidades, a um estado de completa degradação e abandono.
Este moinho é um exemplar caraterístico do sul do país e insere-se na tipologia dos moinhos fixos de torre cilíndrica em pedra. O edifício apresenta dois pisos: aloja e o sobrado e um piso intermédio de pouca altura, que não ocupa toda a superfície circular. O capelo é  móvel por intermédio de um sarilho interior.
O moinho arma-se com quatro velas triangulares em pano, presas às varas que irradiam do mastro. A rotação do mastro é feita através de uma roda dentada de coroa - a entrosga - que transmite o movimento ao veio por meio de um carretosituado no centro do moinho. Aí, está instalado o aparelho de moagem constituído por um casal de mós. O grão corre do tegão para a quelha e daí para o olho da mó, caindo depois, sob a forma de farinha, no panal.
Em 1999, por iniciativa do Município de Odivelas foi decidida a sua recuperação integral e a devoluçãodeste testemunho à população por ocasião da comemoração do 3.º aniversário do Concelho, em 2001.
Desde esta data que O Moinho da Laureana - Famões faz parte do quotidiano de todos os que dele queiram usufruir, quer contemplando a paisagem, quer vendo o moinho de velas desfraldadas, quer observando os seus mecanismos interiores.  
Localização:
Rua dos Moinhos, Jardim Gertrudes da Velha, Famões
Visitas:
4as feiras - das 10h00 às 12h00 e das 14h30 às 17h00
As visitas estão sujeitas a inscrição prévia na Divisão de Cultura, Turismo e Património Cultural e Junta de Freguesia de Famões.
Retirado de:

domingo, 18 de novembro de 2012

Famões na história.



O povoamento da área que hoje é a Freguesia de Famões remonta a épocas pré-históricas, havendo vestígios de ocupação humana pelo menos em datas que se podem situar no 5.º milénio antes de Cristo.
Cerca de 1912, o investigador Vergílio Correia dava conta da existência de duas estações arqueológicas em Famões, uma delas em terrenos dos Alvitos, de que hoje não se conhecem vestígios.

Na década de 1920, Francisco Ribeiro, um amador de Arqueologia, fotografou e escavou quatro dólmens que descobriu na zona dos Trigaches. E foi já na década de 1960 que estes monumentos foram mais profundamente estudados e catalogados pelos especialistas Octávio da Veiga Ferreira e Vera Leisner, que encontraram inúmeros vestígios megalíticos na área que denominaram Necrópole dos Trigaches.
Infelizmente, por incúria ou outras razões, destes monumentos pré-históricos resta apenas o espólio recolhido pelos investigadores, que actualmente faz parte do Museu dos Serviços Geológicos, em Lisboa.
Em períodos anteriores ao séc. XVIII, Famões deveria ser um pequeno casal agrícola (igual a tantos outros existentes na mesma região), tal como aparece mencionado na confirmação de um aforamento feito pela Chancelaria de D. Afonso V, em 1457. Nessa época, o casal de Famãees - assim era denominado este "casal de pão" - pertencia à Gafaria de Almada (um hospital que acomodava os gafos ou leprosos) e andava aforado ao tanoeiro Lopo Fernandes que o doou a Beatriz Lourenço, os dois moradores em Lisboa (Chancelaria de D. Afonso V, Livro 7 - Estremadura, fl. 56 v. e 57 f.). Esta é a primeira notícia que até hoje foi possível encontrar relativa ao sítio de Famões. A partir do séc. XVIII, o nome de Famões começa a ser mais comummente fixado em numerosos documentos. Na Chorographia do Padre António de Carvalho (1712), Famões aparece como um lugar, a par dos Pombais, entendendo-se um lugar como um aglomerado de alguns (poucos) casais agrícolas. Nas Memórias Paroquiais de 1758, o pároco refere que no lugar de Famões habitavam 44 pessoas. 
Pelos registos da Décima da Cidade (um documento fiscal do período pombalino), sabemos que o casal de Famões propriamente dito andava na posse de um Manuel Francisco Camello, que ainda nessa altura tinha obrigações fiscais com a Misericórdia de Almada, instituição onde os bens da Gafaria deverão ter sido incorporados. Sobre a origem etimológica do nome de Famões pouco hoje se poderá dizer. A sua originalidade é quase única, existindo apenas uma outra localidade homónima no concelho do Bombarral.
Apesar de serem hoje mais excêntricos e, por esse mesmo motivo, terem perdido a relativa importância que antes tinham, mantêm-se desde os finais da Idade Média vários sítios ou lugares na toponímia actual. Estão neste caso o sítio dos Alvitos (hoje Quinta do Alvito), um lugar alto, de atalaia sobre o vale circundante; o Trigache, um lugar que poderá ter adquirido o nome a partir de um certo tipo de trigo, produção abundante na região; o sítio dos Queimados (hoje Casal das Queimadas), provavelmente um topónimo que poderá ter estado ligado à existência de gente de tez escura, ou mesmo negra; sítios que adquiriram o nome da paisagem, como muito provavelmente aconteceu com os Campos, os Carrascos, o Outeiro, a Silveira, o Saramagal, ou da orografia, como se nota na Barroca, no Cabeço do Bispo; por fim, lugares que obtiveram o seu nome da gente famosa que os deu em arrendamento, como o sítio das Comendadeiras, a Quinta do Abadesso ou a Quinta das Pretas d’El Rei.




retirado de: http://www.juntafreguesiafamoes.pt/default.aspx?id=2

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Famões - zona saloia


O presente desta Freguesia já nada tem a ver com o passado referido antes. Era um pequeno aglomerado de casais de agricultores "saloios" dedicados às culturas hortícolas e à pecuária com que ajudaram a alimentar Lisboa. Com o tempo, instalaram-se aqui várias quintas de veraneio para a nobreza e familiares, e também para famílias burguesas endinheiradas da cidade.

Mas as quintas dos nobres e da burguesia eram espaços reservados e fechados. À sua volta persistiu, durante séculos, uma população profundamente enraizada numa cultura rural, com conotações muçulmânicas, a que se juntaram posteriormente algumas famílias alentejanas e outras do Ribatejo e Beiras, igualmente ligadas à terra e que vieram atraídas pelos empregos em Lisboa.

Mesmo assim, olhando para a primeira carta aérea da região, feita pelo Instituto Geográfico Cadastral em 1944, verifica-se o carácter totalmente rural de Famões nessa época.
O panorama alterou-se profundamente das décadas de 60-70 do século passado para a actualidade. A proximidade com a grande cidade e, ao mesmo tempo, a abundância de espaço a preços na altura convidativos facilitaram a implantação de construção urbana ilegal, hoje em total recuperação e legalização. Surgiram empresas familiares e unidades de pequena e média indústria, actualmente em parques empresariais. O comércio também tem sido alvo de investimento, com a criação de armazéns grossistas e de supermercados das grandes marcas que operam em Portugal.

A construção habitacional é na sua esmagadora maioria do tipo vivenda familiar de dois andares, havendo apenas um bairro onde é permitida a construção de outra tipologia.
Actualmente a agricultura é uma actividade sem expressão e os investimentos nesta área são nulos, pelo que o fim do sector primário é certo. Em seu lugar, é ao comércio, à indústria e aos serviços que a população residente vai buscar os rendimentos gerados na área da Freguesia.




retirado de: http://www.juntafreguesiafamoes.pt/default.aspx?id=2

domingo, 18 de dezembro de 2011

Quinta do Alvito - Famões


O edifício principal da Quinta do Alvito, construído em 1938, situa-se à entrada da vila, do lado de Odivelas.
Propriedade na altura da Família Bengala, esta quinta configurava já uma unidade económica agro-industrial de alguma envergadura, quer pela extensão quer pela nobreza e requinte de alguns elementos arquitectónicos patentes no edifício que, actualmente, não fora a intervenção da Junta de Freguesia em reparações de manutenção mais urgentes, estaria já em fase de derrocada.
Além do edifício principal, a quinta possuía vários outros, para habitação do pessoal, estábulos e arrumos, sendo, no seu auge, um importante pólo de produção leiteira. Digno de registo era também o seu sistema de rega, com nascentes próprias em minas no outeiro dos Alvitos, sendo as águas encaminhadas pela força da gravidade por canalizações e canais que percorriam todo o terreno, alimentando tanques, fontes e a própria habitação.
A Quinta do Alvito, que António Rodrigues, Presidente da Junta de Freguesia de Famões deseja que possa vir a ser património municipal, engalanou-se para receber as cerca de duas centenas e meia de pessoas que aceitaram o convite da autarquia tendo a oportunidade de passar uma noite memorável. Entre os presentes encontravam-se o Presidente da Junta e vários membros do seu executivo, representantes da Assembleia de Freguesia e de várias instituições e associações de Famões, bem como Mário Máximo, Presidente da Municipália.
António Rodrigues explicou-nos que «Este era um velho sonho da Junta de Freguesia de ainda não se tinha concretizado pelos elevados custos que comporta mas hoje foi possível e valeu a pena».
Com Direcção Musical e arranjos e Abel Chaves e Direcção artística e encenação de Sofia Castro o espectáculo foi produzido por Meios & Soluções e apresentou obras de Mozart, Biset, Verdi e Puccini e Donizett. A Apresentação esteve a cargo de Paula Barreira e António José.


retirado de: http://www.novaodivelas.pt/cultura-e-lazer/56-cultura-e-lazer/544-famoes-in-opera

segunda-feira, 12 de setembro de 2011