Fotos retiradas do FB "Odivelas - A sua história é feita por si"
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sábado, 22 de novembro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
Antes da GALP era a Gazcidla.
De
lareira de chão e fogareiros a carvão eram essas as formas de aquecer a comida.
Haviam os fogões a lenha mas que era só para quem podia. Odivelas era quase província
apesar da sua proximidade física a Lisboa. As carroças circulavam sem fazerem
grande mossa no trânsito de então.
O
aparecimento do gaz e o seu aproveitamento, por parte dos fabricantes de fogões,
veio ajudar a vida das donas de casa. Depois vieram os esquentadores e os
aquecedores. Tudo isso veio alterar os hábitos de muitos portugueses. Sobretudo
os das grandes cidades. Porque a maior parte das pessoas continuaram, durante
muito tempo, a utilizar os velhos métodos.
Para
facilitar a compra passaram a existir os distribuidores de Gazcidla. Penso que
a foto será do final dos anos 60 ou princípios de 70. Mudaram-se os tempos…
mudaram-se as vontades…
(Fotos retiradas do FB "Odivelas - A sua história é feita por si" e do blog "Restos de coleção")
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Feira do Silvado.
(Mais de 50 anos separam estas 2 imagens)
Era realizada todas as 2ªs feiras do mês. A ela compareciam vendedores de todo o lado e compradores das áreas limitrofes de Odivelas. Ali se compravam as botas, os sapatos, as boinas, a roupa, os brinquedos, as hortaliças e tantas outras "coisas". Era uma "festa" para novos e velhos a ida à feira...
Fotos de Arquivo Distrital Fotográfico de Lisboa e Junta de Freguesia de Odivelas.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Papelaria "Bom Dia".
Hoje
apenas resta esta pequena papelaria/tabacaria. Em tempos idos, não muito,
existiu uma Pastelaria que tinha o mesmo nome: “Bom Dia” (na foto hoje é o
Banco Popular). Pastelaria essa que tinha fama em Odivelas e arredores. Onde se
juntavam famílias e ou amigos para conversarem, lerem o jornal enquanto tomavam
o pequeno-almoço ou lanchavam.
Muitas
outras haviam que foram desaparecendo com o tempo. A “Niagara”, a “Sol Brinca”,
etc.
Tenho
tentado pesquisar na “net” mas não consigo encontrar fotos antigas com esses
locais. Restam as memórias de alguns que estão entre nós... um pouco mais
velhos.
domingo, 10 de agosto de 2014
Amolador.
Figura característica que ia de terra em terra. Por aqui passavam alguns que se faziam anunciar com o som que, diziam "os antigos" era anunciador de chuva.
Fazem parte do imaginário dos mais velhos. As nossas mães mandavam arranjar os fundos das panelas ou afiar as facas e as tesouras. Passavam de quando em vez porque o dinheiro era escasso na maioria das famílias.
Hoje são já figuras muito raras que passam como "uma lenda"...
A minha singela homenagem a esses homens "da gaita de beiços" e vida errante de sacrifícios...
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Os Robertos.
Hoje
não passam de imagens do passado que, de quando em vez, são recriadas em
ambientes de salas fechadas ou nalgum evento comemorativo. Há uns bons anos
atrás podiam-se ver nas praias, nas feiras e nas festas. Calcorreavam as vilas
e aldeias deste nosso Portugal em tempo de invernia e as praias em tempo de
veraneio.
Como
todos os espetáculos, feitos na rua, atraíam a si miúdos e graúdos que de outra
forma não teriam outro evento que ver. Faziam-se cobrar de alguns escudos que
mãos mais generosas lhes ofereciam.
Os
“gaiatos”, como eu, ficavam literalmente “agarrados” ao que se passava dentro
daquela pequena barraca, com uma abertura, por onde os “robertos” apareciam.
Geralmente havia alguém a bater no outro. Ou nalgum toiro que entrasse em cena.
Vozes estridentes que se faziam ouvir bem longe...
(Filme Dom Roberto com Raul Solnado)
Nunca
dei conta dalgum roberto que tenha enriquecido...
domingo, 11 de maio de 2014
O homem do saco versus ferro velho.
Em
todas as terras havia, não sei se ainda existem, uns homens que andavam sempre
com uma “sacola” de sarapilheira às costas. Também por aqui existiram, em tempo
já idos, personagens semelhantes. Os tempos eram outros e uma forma de alguns
homens arranjarem dinheiro era andar de lugar em lugar, de porta em porta, à “cata”
de alguma coisa velha que lhe pudesse render uns “cobres”. Andarilhos da vida
dormiam onde calhava conforme as estações do ano. Alguns acabavam por ficar,
chegada a velhice, num dos lugarejos onde alguém, por certo, lhes daria uma “bucha”
ou um prato de sopa. A sua fisionomia era, em geral, de ar pesado e carrancudo.
Não me admira, hoje, que assim fossem. “Gastos pela vida” pouca, ou nenhuma,
razão teriam para andar de cara risonha.
Desde
que me lembro, o “homem do saco” era uma figura utilizada pelas mães, e ou avós,
para fazerem prevalecer as suas razões.
-
Se não comeres a sopa chamo o “homem do saco” e ele leva-te!...
Coitado do “homem do saco”… pouco lhe importaria
se a criança quisesse ou não… comer a sopa!..
Adaptação
do poema por Alexandre O'Neill
Poema (original) e musica de Joan Manuel Serrat
Poema (original) e musica de Joan Manuel Serrat
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Dos saltimbancos e circos de outrora.
(Filme português: Os Saltimbancos)
(Retirado de: http://pauloborges.bloguepessoal.com/)
A
primeira vez que vi um espetáculo circense deveria ter 6 ou 7 anos. Tratou-se
de uma “troupe” de saltimbancos que por ali (Bons-Dias) passou a caminho de
Caneças. Atuaram num largo que ainda hoje existe e bem perto da casa onde
morava e que tinha uma tasca defronte. As imagens que guardo dessa altura... é
a de ver dois ou três “artistas”, já com
os fatos um tanto ou quanto gastos , muito magros e que executaram alguns
números de malabarismo com bolas e com aquela “espécie de garrafas” (soube mais
tarde que se chamavam “massas”). Fizeram também um número de equilibrismo entre
dois deles. Foi mais ou menos isto que me ficou na memória. Isto e no final da “representação”...
Haver um deles que com um chapéu recolheu algumas moedas dadas pela pequena
assistência presente. As suas caras no final ficaram sérias... tal como antes
do espetáculo. E lá partiram, de sacos
às costas, a caminho de Caneças (sinceramente não sei se por aquela altura
haveria alguma festa por lá. Talvez a de São Pedro).
Mais
tarde assisti, já numa tenda de circo, a um espetáculo cuja figura central
era... um burro que adivinhava. O circo
era mesmo muito “pobre”. Recordo-me que o espetáculo foi à noite e que o frio
lá dentro era muito. A tenda foi montada onde hoje é a Rua Alves da Cunha.
Naquela altura era campo e meia dúzia de casas em redor.
Os
circos, por esse tempo, abundavam em qualquer estação do ano. Iam “rodando de
terra em terra” à procura do sustento familiar. Um
exemplo do que eram esses pequenos circos fica patente, com a foto em baixo,
tirada em 1966 junto a uns prédios da Avenida de Roma.
(Foto retirada do Arquivo Fotográfico de Lisboa)
segunda-feira, 21 de abril de 2014
O Ferrador de Odivelas.
Nos
tempos em que Odivelas e os seus arredores eram quase, e só, campo haviam
muitas carroças em “circulação”. Umas que transportavam hortaliças para Lisboa,
outras as célebres “bilhas de barro” com a água de Caneças e ainda as que
traziam e levavam as roupas que “a freguesa dava ao rol”.
A
carroça era um meio de transporte privilegiado. As mesmas eram puxadas pelas “alimárias”
de várias estirpes. Cavalos, pilecas, machos, mulas e burros. Todos eles faziam
parte da paisagem do quotidiano do concelho.
Em
Odivelas havia um ferrador que se situava bem perto do “Cruzeiro”. Nesses
tempos não haviam “mãos a medir” para tal mester. Ainda me lembro de o ver
aberto. Dizia-se em jeito de brincadeira quando alguém comprava uns sapatos ou
umas botas novas: “Então hoje foste ao ferrador?”. Ditos de outros tempos que
acabaram quando as portas do ferrador se fecharam...
quarta-feira, 16 de abril de 2014
O "Luizinho" de Odivelas.
Retirei
esta foto do facebook “Odivelas - A sua história é feita por si".
Conheço algumas daquelas caras que durante muitos anos ali trabalharam. O “Luizinho”
não era nada do que hoje vemos. Era um “restaurante um pouco atascado” (não
levem a mal esta minha designação porque não contem em si valor pejorativo) que fica na Rua do Neto.
Era
onde aos fins de semana se comiam uns bons frangos assados “regados” do tinto,
ou branco, do “casco” (barril) e, à tarde, se petiscavam uns caracóis divinais.
Havia
até quem, com os efeitos do “néctar dos deuses” – vulgo “tintol”, se atrevia a
cantar o fado debaixo da grande parreira que ali existia há época.
Foram-se
esses tempos mas ficou a recordação de quem lá esteve algumas vezes. Para os
que se reconhecerem na foto... Com certeza irão recordar episódios que
vivenciaram no tempo em que lá trabalharam. O Luizinho, esse que deu nome ao
restaurante, já há muitos anos que partiu...
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