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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Casa da Cultura da Póvoa de Santo Adrião.


Não consegui obter informações sobre esta "Casa da Cultura" inserida no nosso concelho. É triste... mas é verdade.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Azinhaga da Armiteira - Póvoa Santo Adrião.


(Anos 60 - Arquivo Fotográfico C M Lisboa)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ribeira da Póvoa de Santo Adrião.


(Arquivo Fotográfico CM Lisboa - anos 60 do século XX)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Chafariz d' El Rei.


Foi construído em 1756, em blocos de pedra calcária, e localizava-se originalmente junto à beira da estrada.
Tem um grande espaldar com duas bicas. Estas bicas, que lançam a água no enorme tanque onde os animais bebiam, têm a forma de Lucernas. Ao centro, encontra-se um alto-relevo com uma caravela do séc. XVIII.
Reedificado em 1843, o chafariz conserva ainda a inscrição do séc. XVIII.
Desde 1983 localiza-se no jardim do Chafariz D'El Rei, depois de ter sido desmontado e guardado durante muito tempo, por motivo de reordenamento urbano.

Tem as armas da cidade, mas supõe-se que foi feito por um particular, pela inscrição que aparece por baixo das armas e que é a seguinte:
“Quem este padrão ler, reze um Padre Nosso e uma Avé Maria pela alma de quem esta obra mandou fazer e este se reformou no ano de 1756”.

Com a abertura desta rua foi desmontado e guardado durante muito tempo em armazém da Câmara Municipal de Loures. A seguir ao 25 de Abril de 1974 os órgãos Autárquicos com o apoio de moradores conhecedores da situação desenvolveram diligências para a sua recolocação na Póvoa de Sto. Adrião, o que veio a acontecer com a construção, em 1983, do novo Jardim, na confluência da R. AIm. Gago Coutinho/Av.25 de Abril, onde foi então implantado e dando o nome ao Jardim do Chafariz D'EI Rei. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Lendas e histórias.


O espaço demográfico do Termo dos Saloios – mormente os Concelhos de Odivelas e Loures, como igualmente os de Sintra e Mafra – é prenhe de lendas e tradições que, quando descodificadas, não raro apresentam base mágica de natureza quase inevitavelmente evocatória e sempre com fundo moral, mesmo havendo outras de cariz exclusivamente recreativo mas cuja narração é constantemente envolta num halo sobrenatural e que, igualmente, não raro se remata numa lição moral.
Dessas últimas lembro a lenda do Senhor da Ribeira de Frielas, que já descrevi num livro meu editado pela Câmara de Loures (Ode a Loures – Monografia Histórica, 1993) e ainda num outro também meu editado pelo Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Frieleiros” (Frielas – Memorial Histórico, 1996), além dessas outras narrativas orais sobre grutas mágicas e santões misteriosos, como essa da pressuposta gruta do Conventinho da Mealhada (Loures) ligando ao Mosteiro de Odivelas, ou então da igreja matriz de Frielas comunicando subterraneamente com a ermida desfeita da Senhora do Monte da Ramada. Todos dizem que é verdade, sim senhor, porque “fulano ouviu de sicrano que já lá foi”, remetendo-se sempre para o passado e para outro, assim pouco importando que realmente a improbabilidade subsista.
Não sendo eu, por natureza e brio profissional, um teórico ficando-me por respigos bibliográficos de outréns, senti necessidade de deslocar-me ao terreno onde se deram esses “factos miraculosos” que as lendas contam para tentar comprovar se, acaso, haveria “algum fogo no meio de tanto fumo”…
Respeitante à lenda do Senhor da Ribeira, ainda hoje ela está atestada num pequeno silhar de azulejos coloridos e legendado (“Senhor da Ribeira”), junto ao Casal do Monte, no cimo da Póvoa de Santo Adrião (Odivelas), estando desaparecida a fonte de “água santa” que o mesmo silhar decorava. Ao lado, havia um aparelho de azenha medieval que cheguei a observar, mas hoje estando plantado por sobre o seu lugar um prédio.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Com êxitos na revista à portuguesa.

Grupo de Teatro da CRPI - Em grande atividade


A Comissão de Reformados, Pensionistas e Idosos da Póvoa de Santo Adrião tem um Grupo de Teatro que desde 1990 é coordenado por Cândido Leal de 80 anos. 

Se no início tudo não passava de uma mera diversão e uma forma de passar o tempo daqueles que já se desligaram da vida profissional, agora passou a ser uma quase obrigação devido aos vários pedidos que são apresentados a este grupo.

Estivemos à conversa com Cândido Leal que nos falou do seu imenso gosto pela arte de representar. Começou a representar aos 12 anos e fez muitas peças na Sociedade Recreativa Povoense antes de partir para França à procura de uma vida melhor. Desse tempo recorda com saudade «As atuações que fazíamos no festival das Cegadas organizados pela câmara de Loures que na altura era a sede do concelho».
Quando regressou a Portugal e à Povoa teve a ideia de criar um Grupo de Teatro Amador na CRPI. Da ideia à sua concretização foi um pequeno passo e em 1990 o Grupo passou a ser uma realidade.
O facto do teatro tradicional obrigar a ensaios de mais de três meses, Cândido Leal optou desde o início por adotar a revista à portuguesa como o estilo para o grupo.
«Com pequenos sketches onde a memorização é mais fácil, torna-se mais apelativo a quem representa e ainda mais a quem vê», refere o ensaiador.
As atrizes e os atores são pessoas que nunca tinham representado, utentes e sócios da CRPI levam esta sua ocupação muito a sério e dedicam-se de corpo e alma não dispensando os ensaios semanais e quando há atuações chegam mesmo a ser diários.
Alguns dos sketches são escritos pelo próprio Cândido Leal e outros são adaptações suas a quadros de revista por si vistos nos tempos áureos do Parque Mayer. «Quando escrevo faço de forma a que todos tenham a oportunidade de representar mesmo que não se achem com vocação para isso. Aqui a boa vontade é o principal fator para que as coisas corram bem. É importante que quem está aa atuar também ache graça ao que está a fazer.»
Por falar em Parque Mayer a mágoa pelo estado em que chegou aquele espaço deixa o coordenador do Grupo de Teatro da CRPI triste. «Desde pequeno que me habituei a ver as Revistas naquele espaço de artista. Da última vez que lá fui, no final de 2012 vieram-me as lágrimas aos olhos por vez o estado de abandono a que está vetado do Parque Mayer.»
As atuações deste Grupo de Teatro não se ficam pelas tradicionais festas da CRPI. Saem porta fora e desde o Teatro da Malaposta, passando por Telheiras já vários sítios tiveram a oportunidade de ver estes atores amadores.
Atualmente Cândido Leal depois do estrondoso sucesso que foi o espetáculo proporcionado na Festa de Natal da CRPI, desafiou os seus “jovens” atores com idades compreendidas entre os 62 e 82 anos para que no Carnaval estivessem prontos para representar uma mini-revista. «É um desafio enorme, mas sei que eles vão conseguir e no carnaval vamos ter uma revista em ponto pequeno para alegrar os nossos sócios e utentes.»
Para final de conversa ficou uma curiosidade. Onde é que o Cândido Leal, octogenário, vai arranjar tanta energia. É que desde subir e descer escadotes para fazer a decoração do salão polivalente da CRPI, passando pela montagem dos cenários, tudo este jovem ensaiador faz. Resposta pronta e direta. «Não fico em casa a ver televisão, saio, ando muito, represento e acima de tudo faço o que gosto.»
E quem assim fala, continua com uma energia contagiante de quem está de bem com a vida! (Jornal “Nova Odivelas – edição 460)


sexta-feira, 15 de março de 2013

Póvoa Santo Adrião - Anos 40.

(Imagem retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

domingo, 21 de outubro de 2012

União Desportiva Casal do Privilégio.



A União Desportiva e Recreativa Casal do Privilégio É a única coletividade que, no concelho, se dedica ao Boxe Olímpico, modalidade que, dentro do boxe, dá prioridade à defesa da integridade física dos atletas.
Quase uma centena de atletas treina e combate na União Desportiva e Recreativa Casal Privilégio, na Póvoa de Santo Adrião, em Odivelas. Dentro do ringue esquecem a vida lá fora pela força dos punhos e pelo espírito desportivo.
União Desportiva e Recreativa do Casal do Privilégio
Morada: Rua Casal da Granja 
2620 PÓVOA SANTO ADRIÃO 
Contacto: 219389221






domingo, 9 de setembro de 2012

Projeto ferroviário que passava no concelho.


O Marechal Duque de Saldanha assistiu à primeira demonstração do Larmanjat na França, e como em Portugal se vivia numa febre de progresso, num desejo de sair de um tempo inútil de disputas internas, viu nesse comboio a possibilidade de desenvolver a viação acelerada no país.
No ano de 1869 foram concedidas as licenças para estabelecer um caminho de ferro sistema Larmanjat nos seguintes percursos:
O percurso, com 54 Km, era feito em 4 horas e 20 minutos (em diligência rondava as 6 -7 horas), sendo composto pelas seguintes estações: Portas do Rego, Campo Pequeno, Campo Grande, Lumiar, Nova Sintra, Santo Adrião, Loures, Pinheiro de Loures, Lousa, Venda do Pinheiro, Malveira, Vila Franca do Rosário, Barras, Freixofeira, Turcifal, Carvalhal e Torres Vedras. Este percurso era muito semelhante ao da actual E.N. 8. A estação terminal em Torres Vedras localizava-se no pátio por detrás da “taberna Venceslau”. (Wikipédia)
O serviço de mala-posta, inaugurado em 17.9.1798, desapareceu por completo no primeiro quartel do século XX, tendo sido o principal meio de comunicação e distribuição de correio na Estremadura. Além do correio, a diligência podia levar quatro passageiros, ao preço de 9.600 réis por pessoa, e mais 320 de gorjeta para o cocheiro e os sotas (isto cerca de 1802). Serviço executado duas vezes por semana, o horário coadunava-se com o aproveitamento da melhor temperatura do dia, no Inverno, sendo a partida às 5 horas; no Verão, às 17 horas (in Maria Amélia Capitão, ob. cit.).
A par da mala-posta, criada para longos cursos, havia as carruagens públicas, ou omnibus (do latim omnes = todas as pessoas, toda a gente), fazendo pequenas carreiras em Lisboa e também ligando esta aos lugares mais próximos no Termo: Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra e Loures.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Adro da Igreja.

retirado de: http://www.paroquiapsadriao.com/historia.html

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

História do Chapeleiro - Quinta do Chapeleiro



Este painel de azulejos faz parte de um conjunto de sete e é alusivo à história do Chapeleiro António Joaquim Carneiro. Representa um novo período da azulejaria portuguesa marcado pela ascensão da burguesia, pois a partir dos finais do século XVII a Nobreza e a Igreja deixam de ter o exclusivo da encomenda de azulejos e este conjunto conta exactamente a história da ascensão de um rapaz pobre. É da Real Fábrica do Rato, do primeiro quartel do século XIX, proveniente da Quinta do Chapeleiro, Póvoa de Santo Adrião e encontra-se no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa.

retirado de:
http://www.1000imagens.com/foto.asp?id=05808006727622&g=3&idt=24&dt=0&ma=000000&p=23&o=0

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Póvoa Santo Adrião - Um pouco de história.


A arqueologia nesta freguesia demonstra que o seu povoamento começou desde bem cedo.
Na estação paleolítica de Casal do Monte, foram recolhidos inúmeros vestígios de povos que aqui chegaram há milhares de anos.
Póvoa de Loures foi o seu primeiro nome, por ser anexa da freguesia de Loures. Na monografia intitulada “Contributos para a história da Póvoa de Santo Adrião”, editada pela Junta de Freguesia, diz João Augusto de Matos Rodrigues, que a povoação passou a ter o nome do seu orago e se chamava Santo Adrião da Póvoa, quando se separou de Loures.
Póvoa de Loures, Santo Adrião da Póvoa e Póvoa de Santo Adrião, são nomes que esta povoação usou, até hoje.
O lugar de Santo Adrião da Póvoa de Loures era uma pequena aldeia de fundação recente. O próprio nome de póvoa, reflecte a sua origem: grupos urbanos, nascidos à sombra dos forais, outorgados pelos reis ou por entidades sucedâneas da Coroa, e não como erradamente se lhe atribui o sentido de póvoa em relação ao mar/rio.
Esta povoação foi-se afirmando, embora lentamente, com a Estrada Real e o rio Trancão. Situada em plena Várzea, atravessada por esteiros e pela ribeira, via passar, diariamente, até ao século XIX, os batéis que aportavam no seu cais, para embarque e desembarque. A riqueza do solo desenvolveu a produção agrícola nas hortas e numerosas quintas, das quais restam alguns vestígios e memórias. Da Quinta dos Sete Castelos existe ainda a casa residencial, no núcleo antigo, próximo da Igreja Matriz. Ao longo da estrada Nacional n.º 8, entre a Póvoa e Frielas, os campos da Várzea não são adequados à construção urbana, pelo que continuam terrenos de reserva agrícola.
Pedro Alexandrino(1729-1810), a quem se deve a decoração de muitas igrejas e palácios reconstruídos, depois do grande sismo de 1755, vivem longos aqui, numa quinta de que era proprietário, conhecida pela designação de Quinta do Pintor, a qual se situava numa zona próxima do ponto onde a Rua Luís de Camões entronca, na Estrada
Nacional n.º 8. Mais tarde, passou a ser conhecida por Quinta da Penha, por ser propriedade de um tal Francisco de Almeida Penha. Hoje é difícil definir-lhe os limites, pois toda aquela área foi ocupada pela construção urbana e industrial mas, uma vez que alguns autores afirmam que era próxima do Chafariz, admitimos que era aqui, a referida quinta, pois foi ali que esteve o Chafariz d’El-Rei, inicialmente.
Além destas, fala-se, ainda, das Quintas do Bom Sucesso, de Santo António das Areias, do Trinité, do Mineiro, das Flores e, ainda, do Casal das Botelhas.
À beira da Estrada Nacional n.º 8, no Largo Major Rosa Bastos, fica a Igreja da Póvoa de Santo Adrião, monumento nacional, pelo Decreto-Lei n.º 251, de 3 de Junho de 1970. É de salientar que o portal manuelino tinha já sido classificado, em 10 de Julho de 1922.
A construção da igreja, provavelmente entre 1546 e 1560, reflecte o aumento da população do lugar, uma vez que a Igreja vivia dos contributos da comunidade.
Quanto à sua evolução administrativa, a freguesia é formada em meados do séc. XVI, com o nome de Póvoa de Loures. Em 1852, fazia parte do Concelho dos Olivais, e era designada por Póvoa de Santo Adrião, ou lugar de Santo Adrião.
Em 3 de Julho de 1986 é elevada à categoria de vila.
O seu orago é Santo Adrião.
Bibliografia: "Odivelas Uma Viagem ao Passado" de Maria Máxima Vaz
Retirado de:
http://www.cm-odivelas.pt/Freguesias/PovoaSantoAdriao/Historia.htm