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domingo, 20 de março de 2016
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Escola Agricola da Paiã - 1962

| 1917 | A Junta Geral do Distrito de Lisboa aprovou as bases gerais para a criação de uma escola de agricultura denominada “Escola Profissional de Agricultura do Distrito de Lisboa” e adquiriu as propriedades na Paiã, iniciando a instalação da Escola. |
| 1919 | Publicação das bases regulamentares da Escola. Inauguração oficial, entrada dos primeiros alunos. |
| 1929 | Extinção da Escola nos antigos moldes. |
| 1930 | Reabertura da Escola agora denominada “Escola Profissional de Paiã, com cursos profissionais para além do ensino da agricultura. |
| 1939 | Extinção da Escola Profissional de Paiã e criação da “Escola Prática de Agricultura D. Dinis” resultante da fusão com a Escola Agrícola de Queluz, que foi criada em 1911 nos terrenos anexos ao Palácio de Queluz e instalada nalgumas dependências do mesmo, a Escola Prática de Pomicultura, Horticultura e Jardinagem de Queluz, a cargo da Associação Central de Agricultura Portuguesa. |
| 1975 | A Escola é equiparada às restantes congéneres do ensino secundário passando a denominar-se “Escola Secundária D. Dinis”. Admite alunos externos e raparigas. |
| 1980 | É assinado um contrato de comodato entre o Ministério da Educação e Ciência e a Assembleia Distrital de Lisboa passando a caber ao primeiro o encargo orçamental e a gestão do funcionamento da Escola. |
| 1992 | Enquadrada no Programa Prodep a Escola Secundária passa a Escola Profissional ministrando cursos de nível 3 nas áreas agrícola, agro-industrial e ambiente. |
| 1995 | A Escola passa a denominar-se “Escola Profissional Agrícola D. Dinis - Paiã”. |
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
As Quintas da Paiã

Hoje vamos um pouco mais para oeste do Concelho. Vamos até às quintas da Paiã. Outrora lugares de refúgio dos lisboetas...
Todo o vale da Paiã e a própria Freguesia da Pontinha faziam parte, no século XIX, da freguesia de Carnide. Toda esta área estava dividida em quintas e casais de que restam ainda algumas das designações iniciais (nomeadamente a Quinta do Enforcado).
As quintas eram parte da zona saloia, também chamada Termo de Lisboa, e os seus habitantes dedicavam-se à agricultura, vendendo depois os seus produtos nos mercados da capital (o Rio da Costa foi utilizado para o escoamento de produtos hortícolas).
Os arredores de Lisboa eram local de veraneio para as famílias burguesas da capital, dos séculos XVII e XVIII, onde passavam férias, convalesciam, vinham dar à luz.
Na Paiã, mais concretamente, foram edificadas várias capelas e ermidas, que deram muitas vezes nome às quintas em que estavam integradas.
Chegaram a habitar neste vale os frades de Rilhafoles. Em consequência do terramoto 1755 «a Paiã viu aumentar a sua população em cerca de quatrocentas pessoas que fugiam ao terror da destruição de Lisboa»
Com o passar dos anos, as quintas foram sendo abandonadas e passaram para a administração primeiro da Junta Distrital de Lisboa, agora do Governo Civil de Lisboa. Dada a sua vocação agrícola estiveram também sob a chancela da Escola Profissional Agrícola cujos terrenos cultivava e cuidava. Devido a isto muitos funcionários da escola passaram a habitar as casas das Quintas.
Quinta de Santo Elóy
Provavelmente o mais belo edifício dos que constituem o núcleo a que chamámos Quintas da Paiã.
Situado na confluência da Estrada da Paiã com a Estrada de Stº Elóy, esta quinta data de há cerca de 200 anos. Segundo um folheto da Junta de Freguesia da Pontinha a casa teria sido mandada construir pelo Marquês de Pombal, em consequência do terramoto de 1755.
O edifício, de traça neoclássica, conserva ainda hoje uma certa imponência. Os tectos da casa retratavam cenas campestres, o mesmo acontecendo como os vitrais das bandeiras das portas.
Aqui existiram grandes pomares de laranjeiras e nogueiras, havendo também uma horta e uma adega.
A casa foi utilizada como Enfermaria daí as divisões serem inicialmente poucas. Posteriormente foi dividida em quatro habitações, utilizadas por funcionários da Escola Agrícola da Paiã.
O adiantado estado de degradação da casa, visível na fachada, nos telhados, etc. parece agora irreversível…
Uma mais atenta observação parece indicar que a casa foi aumentada, uma vez que, se repararmos, a fachada não é uniforme: de um lado temos um friso de azulejos policromos, perto da beirada do telhado, , do outro uma barra em azul, algo desvanecida. Do mesmo modo, de um lado temos apenas janelas, do outro pequenas varandas com as guardas em ferro forjado. O mesmo se constata no telhado que não é uno.
As quintas eram parte da zona saloia, também chamada Termo de Lisboa, e os seus habitantes dedicavam-se à agricultura, vendendo depois os seus produtos nos mercados da capital (o Rio da Costa foi utilizado para o escoamento de produtos hortícolas).
Os arredores de Lisboa eram local de veraneio para as famílias burguesas da capital, dos séculos XVII e XVIII, onde passavam férias, convalesciam, vinham dar à luz.
Na Paiã, mais concretamente, foram edificadas várias capelas e ermidas, que deram muitas vezes nome às quintas em que estavam integradas.
Chegaram a habitar neste vale os frades de Rilhafoles. Em consequência do terramoto 1755 «a Paiã viu aumentar a sua população em cerca de quatrocentas pessoas que fugiam ao terror da destruição de Lisboa»
Com o passar dos anos, as quintas foram sendo abandonadas e passaram para a administração primeiro da Junta Distrital de Lisboa, agora do Governo Civil de Lisboa. Dada a sua vocação agrícola estiveram também sob a chancela da Escola Profissional Agrícola cujos terrenos cultivava e cuidava. Devido a isto muitos funcionários da escola passaram a habitar as casas das Quintas.
Quinta de Santo Elóy
Provavelmente o mais belo edifício dos que constituem o núcleo a que chamámos Quintas da Paiã.
Situado na confluência da Estrada da Paiã com a Estrada de Stº Elóy, esta quinta data de há cerca de 200 anos. Segundo um folheto da Junta de Freguesia da Pontinha a casa teria sido mandada construir pelo Marquês de Pombal, em consequência do terramoto de 1755.
O edifício, de traça neoclássica, conserva ainda hoje uma certa imponência. Os tectos da casa retratavam cenas campestres, o mesmo acontecendo como os vitrais das bandeiras das portas.
Aqui existiram grandes pomares de laranjeiras e nogueiras, havendo também uma horta e uma adega.
A casa foi utilizada como Enfermaria daí as divisões serem inicialmente poucas. Posteriormente foi dividida em quatro habitações, utilizadas por funcionários da Escola Agrícola da Paiã.
O adiantado estado de degradação da casa, visível na fachada, nos telhados, etc. parece agora irreversível…
Uma mais atenta observação parece indicar que a casa foi aumentada, uma vez que, se repararmos, a fachada não é uniforme: de um lado temos um friso de azulejos policromos, perto da beirada do telhado, , do outro uma barra em azul, algo desvanecida. Do mesmo modo, de um lado temos apenas janelas, do outro pequenas varandas com as guardas em ferro forjado. O mesmo se constata no telhado que não é uno.
Nota: Maio de 2008 – Trabalho dos Alunos do 1º Ano da Turma D Curso Profissional da Técnico de Gestão de Ambiente.
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