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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Escola Profissional de Agricultura da Paiã - Anos 30.




Fotos retiradas do FB - grupo "Odivelas - a sua história é feita por si"



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Escola Agricola da Paiã - 1962


1917 A Junta Geral do Distrito de Lisboa aprovou as bases gerais para a criação de uma escola de agricultura denominada “Escola Profissional de Agricultura do Distrito de Lisboa” e adquiriu as propriedades na Paiã, iniciando a instalação da Escola.
1919 Publicação das bases regulamentares da Escola. Inauguração oficial, entrada dos primeiros alunos.
1929 Extinção da Escola nos antigos moldes.
1930 Reabertura da Escola agora denominada “Escola Profissional de Paiã, com cursos profissionais para além do ensino da agricultura.
1939 Extinção da Escola Profissional de Paiã e criação da “Escola Prática de Agricultura D. Dinis” resultante da fusão com a Escola Agrícola de Queluz, que foi criada em 1911 nos terrenos anexos ao Palácio de Queluz e instalada nalgumas dependências do mesmo, a Escola Prática de Pomicultura, Horticultura e Jardinagem de Queluz, a cargo da Associação Central de Agricultura Portuguesa.
1975 A Escola é equiparada às restantes congéneres do ensino secundário passando a denominar-se “Escola Secundária D. Dinis”. Admite alunos externos e raparigas.
1980 É assinado um contrato de comodato entre o Ministério da Educação e Ciência e a Assembleia Distrital de Lisboa passando a caber ao primeiro o encargo orçamental e a gestão do funcionamento da Escola.
1992 Enquadrada no Programa Prodep a Escola Secundária passa a Escola Profissional ministrando cursos de nível 3 nas áreas agrícola, agro-industrial e ambiente.
1995 A Escola passa a denominar-se “Escola Profissional Agrícola D. Dinis - Paiã”.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

As Quintas da Paiã


Hoje vamos um pouco mais para oeste do Concelho. Vamos até às quintas da Paiã. Outrora lugares de refúgio dos lisboetas...

Todo o vale da Paiã e a própria Freguesia da Pontinha faziam parte, no século XIX, da freguesia de Carnide. Toda esta área estava dividida em quintas e casais de que restam ainda algumas das designações iniciais (nomeadamente a Quinta do Enforcado).
As quintas eram parte da zona saloia, também chamada Termo de Lisboa, e os seus habitantes dedicavam-se à agricultura, vendendo depois os seus produtos nos mercados da capital (o Rio da Costa foi utilizado para o escoamento de produtos hortícolas).
Os arredores de Lisboa eram local de veraneio para as famílias burguesas da capital, dos séculos XVII e XVIII, onde passavam férias, convalesciam, vinham dar à luz.
Na Paiã, mais concretamente, foram edificadas várias capelas e ermidas, que deram muitas vezes nome às quintas em que estavam integradas.
Chegaram a habitar neste vale os frades de Rilhafoles. Em consequência do terramoto 1755 «a Paiã viu aumentar a sua população em cerca de quatrocentas pessoas que fugiam ao terror da destruição de Lisboa»
Com o passar dos anos, as quintas foram sendo abandonadas e passaram para a administração primeiro da Junta Distrital de Lisboa, agora do Governo Civil de Lisboa. Dada a sua vocação agrícola estiveram também sob a chancela da Escola Profissional Agrícola cujos terrenos cultivava e cuidava. Devido a isto muitos funcionários da escola passaram a habitar as casas das Quintas.

Quinta de Santo Elóy

Provavelmente o mais belo edifício dos que constituem o núcleo a que chamámos Quintas da Paiã.
Situado na confluência da Estrada da Paiã com a Estrada de Stº Elóy, esta quinta data de há cerca de 200 anos. Segundo um folheto da Junta de Freguesia da Pontinha a casa teria sido mandada construir pelo Marquês de Pombal, em consequência do terramoto de 1755.
O edifício, de traça neoclássica, conserva ainda hoje uma certa imponência. Os tectos da casa retratavam cenas campestres, o mesmo acontecendo como os vitrais das bandeiras das portas.
Aqui existiram grandes pomares de laranjeiras e nogueiras, havendo também uma horta e uma adega.
A casa foi utilizada como Enfermaria daí as divisões serem inicialmente poucas. Posteriormente foi dividida em quatro habitações, utilizadas por funcionários da Escola Agrícola da Paiã.
O adiantado estado de degradação da casa, visível na fachada, nos telhados, etc. parece agora irreversível…
Uma mais atenta observação parece indicar que a casa foi aumentada, uma vez que, se repararmos, a fachada não é uniforme: de um lado temos um friso de azulejos policromos, perto da beirada do telhado, , do outro uma barra em azul, algo desvanecida. Do mesmo modo, de um lado temos apenas janelas, do outro pequenas varandas com as guardas em ferro forjado. O mesmo se constata no telhado que não é uno.


Nota: Maio de 2008 – Trabalho dos Alunos do 1º Ano da Turma D Curso Profissional da Técnico de Gestão de Ambiente.