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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Odivelas – Deu Entrada no Tribunal Pedido de Insolvência do CAC da Pontinha.


Deu entrada no Tribunal do Comércio de V.F.Xira (instalado no Tribunal de Loures), um pedido de insolvência do CAC da Pontinha requerido pelo credor principal TERRACELL.
De salientar que contrariamente a outras situações, este pedido de insolvência não é interrompido pelas férias judiciais e avança já pelo mês de Agosto contando este para todos os efeitos.
Como já havíamos escrito antes, estava no horizonte a ameaça de o CAC da Pontinha enfrentar um processo de insolvência sobretudo pela inabilidade de quem tem comandado os destinos do Clube. Este é, cada vez mais, um processo com os contornos do Odivelas FC e, ao que parece, a história vai repetir-se.
Retirado de:

http://odivelas.com/2016/08/01/odivelas-deu-entrada-no-tribunal-pedido-de-insolvencia-do-cac-da-pontinha/

domingo, 7 de junho de 2015

Quintas... e mais quintas.


A região foi outrora habitada pelos árabes, antes da Reconquista, existindo dados conhecidos sobre a Pontinha apenas a partir do século XIV.
Nos seus primórdios, era apenas aglomerado de muito fraca densidade populacional, banhado pelo rio da Costa que tem a sua nascente no Casal do Castelo. Teria na sua proximidade um cais de embarque –  ’Porto da Paiã’ -, através do qual eram recebidos e escoados os víveres produzidos para o abastecimento de Lisboa, o que na época originou o desenvolvimento da região.
A Pontinha pertenceu ao Concelho de Belém, criado por Decreto de 11 de setembro de 1852, passando em 1886 para o Concelho dos Olivais, o que durou apenas alguns meses, dada a criação do Concelho de Loures em 26 de julho de 1886, delimitado na época com a construção da Estrada Militar ou Fiscal, para mais fácil cobrança de impostos de consumo.
A localidade da Pontinha está ligada às quintas e famílias nobres. Durante os séculos XVII e XVIII prosperaram as quintas e aí se instalaram, sobretudo para fins de veraneio, notáveis famílias da nobreza e representantes do clero.
A Quinta da Pontinha existe, pelo menos, desde 1657. O seu nome foi mudando ao longo dos séculos, de acordo com os seus proprietários.
No início do século XVIII era conhecida por Quinta dos Brasileiros (dado os seus proprietários à época terem enriquecido nessa antiga colónia), e após várias mudanças de propriedade fica conhecida em 1796 por Quinta dos Valadares. Só no século XIX passa a ser conhecida pelo atual nome — Quinta da Pontinha.
Toda esta área estava dividida em quintas e casais, de que perduraram ainda alguns nomes, como Casal do Falcão onde viveu o pintor Vieira Lusitano (1609-1783), Quinta da Paiã, Casal Novo, Casal de Azeitão, Quinta da Pentieira, Quinta do Enforcado e tantas outras.
Os lisboetas dos séculos XVIII e XIX vinham à Paiã, conhecida como um autêntico pulmão, em busca de ar puro. Personalidades e famílias ilustres descansavam aqui da vida citadina, das saídas para os teatros e para as festas da capital. O Marquês de Pombal era um notável frequentador de uma das casas locais, propriedade de um diplomata do Rei da Prússia.
O povoamento, outrora disperso devido à concentração da população nos grandes centros urbanos, tem vindo a ocupar os espaços disponíveis, ligando entre si as várias quintas com as novas urbanizações e bairros de génese ilegal, que entretanto têm vindo a ser regularizados com o esforço das populações e o apoio da administração local.
A 28 de junho de 1971, o Patriarca de Lisboa criou a Paróquia da Pontinha, que assim se destacou da Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas. Todo o passado da vida religiosa da área da Pontinha está ligado à Freguesia de S. Lourenço de Carnide e não a Odivelas — a integração nesta última deveu-se a uma questão meramente administrativa quando, em 1886, se traçaram os novos limites do Concelho de Lisboa.
Esta Paróquia passou a ter sede na Capela da Sagrada Família, que é hoje a Igreja Matriz e onde se podem apreciar os belos vitrais da autoria de Júlio Pomar.

(retirado de: http://jf-pontinhafamoes.pt/pontinha/historia/pontinha/)

terça-feira, 4 de março de 2014

Mercado da Pontinha - 1962.


(Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Igreja da Sagrada Família da Pontinha.


As circunscrições eclesiásticas nem sempre coincidem com as circunscrições civis. Foi precisamente isso que aconteceu na Pontinha. Enquanto a freguesia foi criada em 1984, a paróquia da Sagrada Família da Pontinha foi decretada em 28 de junho de 1971 pelo Cardeal Cerejeira, antes de ser substituído no Patriarcado por D. António Ribeiro. Desde 1960 que os bairros da Pontinha, Santa Maria (Urmeira), Paiã e Passa Fome se encontravam subordinados à paróquia de S. Lourenço de Carnide, cuja freguesia havia sido integrada no concelho de Lisboa em 1885. Com a criação do concelho de Loures no ano seguinte, a parte do território da freguesia de Carnide que pertence à atual freguesia da Pontinha passaria para esse concelho, tal como a freguesia de Odivelas. Embora a Igreja da Sagrada Família da Pontinha tenha sido inaugurada em 1954, só em 1971 esta zona seria destacada da paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas, criando-se então a paróquia da Pontinha.
Data precisamente de 1954 o conjunto de doze vitrais encomendados ao pintor Júlio Pomar, que valorizam e personalizam patrimonialmente a Igreja da Sagrada Família, distribuídos pelo templo do seguinte modo: um vitral circular na fachada principal, representando a Sagrada Família, dois arcanjos (S. Miguel e S. Rafael) na capela-mor e os restantes nove, representando santos, no corpo da Igreja (S. João de Deus, Santo António, Santa Rita, Santa Filomena, Santa Cecília, Santa Isabel, S. José, S. Pedro e S. João Batista).
Este magnifico conjunto de vitrais de Pomar, mereceram a seguinte apreciação de Sara Cristina Silva:

Estas representações artísticas destacam-se por um realismo matizado de lirismo. Está patente, nestes vitrais, um humanismo geométrico, intrínseco ao vitral, pela preocupação na delimitação dos contornos das figuras com o auxílio dos filetes metálicos, elementos estruturantes destas composições. Estas configurações personificam o espírito”. (http://jf-pontinhafamoes.pt/pontinha/locais-de-interesse/)


Em 1954, Júlio Pomar, recebe a encomenda de um conjunto de doze vitrais, que personalizam a Igreja da Sagrada Família (Pontinha)  distribuídos pelo templo do seguinte modo: um vitral circular na fachada principal, representando a Sagrada Família, dois arcanjos (S. Miguel e S. Rafael) na capela-mor e os restantes nove, representando santos, no corpo da Igreja (S. João de Deus, Santo António, Santa Rita, Santa Filomena, Santa Cecília, Santa Isabel, S. José, S. Pedro e S. João Baptista). (http://comjeitoearte.blogspot.pt/2011/09/julio-pomar.html)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Bombeiros Voluntários da Pontinha.


Pouco, ou quase nada, consegui descobrir acerca desta corporação de bombeiros do concelho de Odivelas. O único dado que consegui foi através do "facebook". A Corporação foi fundada em 10 de Junho de 1979. 
Não sei como ocorreu a criação desta associação nem onde teve as primeiras instalações. Se houver alguém que me queira informar poderá fazê-lo para o endereço de mail: serra.taichi@gmail.com





segunda-feira, 15 de abril de 2013

Arrufarte da Pontinha.


A Associação Arrufarte, nasceu em 2010, com o objetivo de promover os valores culturais e inter-geracionais dos moradores da Vertente Sul de Odivelas. A Vertente Sul tem vida e muito talento!
Esta associação une crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores, dos diferentes bairros da Vertente.
Nasceu dos bairros, foi criada pelos seus moradores e tem desenvolvido as suas atividades em torno da música. Paixão para uns, entretenimento para outros – os bombos arrufam aos sábados de manhã na Serra da Luz, trazendo alegria às ruas, às festas locais e, sobretudo, às pessoas.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Velho Mirante

O Velho Mirante tem origens ainda não completamente esclarecidas, mas tornou-se, na segunda fase da história da Pontinha, iniciada em meados do século passado, no autêntico ex-libris da freguesia. Constou durante anos que servira de posto da Mala-posta, mas nunca se encontrou nenhuma informação ou prova documental que o confirmasse.

Para além do facto de este edifício estar situado numa zona que corresponderá à antiga Quinta da Pontinha, existente, pelo menos, desde 1622 (como documentámos no capítulo anterior), a única referência que encontrámos para a sua origem aponta para uma utilização associada à caça, o que também sabemos que era uma prática usual nestas paragens, designadamente pelos moradores da Quinta da Boa Vista ou do Falcão. Quem sustenta que o “Velho Mirante” servia tal função, é Álvaro Corte Real, no seu estudo académico de 1973:

“(…) um antigo pavilhão de caça de uma das quintas aristocráticas que lá existiam, hoje transformado em casa de pasto, mas que de facto constitui a imagem mais presente do lugar”. Na realidade, desde há décadas que o Velho Mirante tem servido de afamado restaurante.

Embora seja interessante continuar a procurar informações mais substantivas sobre a origem daquele nobre edifício, o mais importante é que ele constitui a referência por excelência dos habitantes da freguesia, ao ponto de integrar o brasão da Junta e estar bem no coração da vila, imponente, dominador, preservando uma memória centenária que quase desapareceu na freguesia. No século XIX ainda se falava em “mirante”, atendendo à vista que proporcionava sobre a zona, estando hoje o Velho Mirante praticamente submerso pelos edifícios circundantes. Por isso, consideramos uma boa decisão da Assembleia Municipal de Odivelas ao considerá-lo em 2005, por unanimidade, Imóvel de Interesse Municipal, nos termos da informação dos serviços n.º 04/DCPC/SEPC/2005, de 2005.01.14, com a seguinte redacção:

Caracterização Histórico Artística

Época – século XVIII.

Síntese Histórica - Através de informação bibliográfica, do século XIX, sabe-se que o vale de Odivelas era dividido em pequenas propriedades de cultura intensiva, realizada pelos saloios. Fora desse vale, e na região que corresponde à Pontinha, a pequena propriedade desaparece e tende a acumular-se em grandes quintas como, por exemplo, a Quinta do Oliveira, da Condessa, do Mossamedeo, do Casal do Falcão (Pereira, 1910, p. 146). Segundo informações fornecidas pela Junta de Freguesia da Pontinha, não existem confirmações do que poderá ter sido o 'Velho Mirante', existe a hipótese de ser um ponto de paragem da Malaposta, ou ter pertencido à Quinta da Freira. Existe notícia da existência de um edifício arquitectonicamente semelhante na Quinta do Falcão.

Síntese Arquitectónica - Este edifício de arquitectura civil apresenta características arquitectónicas distintas: Barroco e 'estilo pombalino'. A fachada principal e as laterais são de 'estilo pombalino' pela afirmação de uma linguagem classicizante, depurada, evidenciada pela marcação distinta dos dois registos. A fachada posterior evidencia uma sensibilidade barroca na concepção de formas arquitectónicas helicoidais que permitem, através de um jogo de parede murária ondulante, conceber um sentido de movimento na estrutura arquitectónica, muito usual na arquitectura religiosa da época”.

Assim, se espera que, de agora em diante, o Velho Mirante mereça maior atenção da parte das entidades autárquicas, designadamente no estudo, conservação e fruição pela população, do mais simbólico edifício da freguesia da Pontinha.

Retirado de: http://www.pontinha.pt/sitemega/view.asp?itemid=130&catid=111


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cine União da Pontinha.

(Foto retirada do Arquivo Municipal de Lisboa)

Não sei onde ficava. Se alguém souber pode indicar-me através de um comentário. Fico à espera da vossa participação. 

"Este cinema é o antigo e único da Pontinha. Ficava ao fundo da Pontinha numa rua paralela à rua de Santo Eloy. Actualmente existe no local uma oficina de mecânica.
Era o cinema da minha juventude."
Fernando Ferreira



Caro António Serra.
Quando tiver o nome exacto da rua do cinema dou-lhe a informação. Só conheço esta foto mas existem algumas da zona circundante. Adianto por curiosidade que os cartazes dos filmes,eram colocados na parede do Restaurante Velho Mirante que fica junto à farmácia na entrada da Pontinha. Como naquela época acontecia eram exibidos dois filmes. O cinema tinha da fila AA à fila P (a melhor e por isso de bilhete mais caro). Esta última fila ficava em cima de um estrado o que permitia uma boa visualização.Por debaixo do ecran ficava um pequeno bar. Se lhe puder ser útil com alguma informação pode contar comigo. 
Continuação de bom trabalho.Fernando Ferreira

Uma vez mais o meu obrigado pela colaboração. Gostava que mais pessoas do concelho participassem. Fica o desafio!...