sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Fonte das Piçarras - Caneças


Bem perto de Lisboa fica Caneças. Vila considerada, outrora, de bons ares e boa água. Não admira que existissem bastantes fontes. Algumas delas ainda existem. Fontes essas donde se enchiam as famosas “bilhas de água de Caneças” que eram vendidas em Lisboa de porta em porta.
Ainda me lembro de ver camionetas, que passavam ao fundo da rua, “carregadinhas” de bilhas...

“A fonte das Piçarras foi construída em 1898, mas só em 1933 se autorizou a exploração e venda da sua água. Inspirada num dos mais emblemáticos monumentos nacionais, o Mosteiro dos Jerónimos, é uma evocação e exaltação dos elementos decorativos do século XVI. Possui um corpo avançado de estilo neo-manuelino, composto por três arcos canopiais que alternam com três arcos agudos que assentam em colunas com capitéis e fustes em espiral. Nas juntas dos arcos existem pequenas gárgulas com a forma de cabeças felinas. Na parte superior são, também, perceptíveis medalhões com representações de caravelas, da Cruz de Cristo, da Esfera Armilar e outros elementos decorativos revivalistas. A rematar esta arcaria, uma platibanda com pináculos espiralados. O primeiro arco canopial, do lado esquerdo é utilizado como pórtico a um escritório cuja fachada é decorada, na parte inferior, por albarradas e, no interior da fonte, temos uma parede de azulejos em alto relevo, com representações de índios, fauna e flora.”
In - http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=6908625

Sabes, já tenho casa em Caneças, é na situação e por acaso tem o feitio que eu tinha imaginado, e que eu havia indicado a meu pai e a meu irmão, que lá foram.

A minha nova pequena casa é tudo o que há de mais rústico e de mais pitoresco; da janela do meu quarto, estendo o braço, toco a rama dum pinheiro balsâmico e bravo. De roda tudo pinhais espessos e rumorejantes. Não fica na Caneças oficial, dos Hintzes e dos hotéis; fica longe, do outro lado das ribeiras e dos pomares, no sítio a que chamam O lugar d’além. Sabes quem fez esta minha habitação? Foi o próprio dono, mestre carpinteiro e marceneiro, à hora presente fabricando com mais 30 carpinteiros, numa grande oficina do Aterro, uma rica mobília para a princesa de Orléans. (…)"

Cesário Verde, 16 de Junho de 1886


In - http://canecas_odivelas.blogs.sapo.pt/5607.html

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O monte da minha infância.


Ao fundo da minha rua há um monte. Dantes havia uma "Fábrica de Mosaicos" e um moinho de vento. Hoje não existe nenhum deles...
Era lá no alto que eu, e os meus amigos, brincávamos aos indios e "cowboys".

Hoje no monte está um "placard" a dizer que brevemente irá ser ocupado por "betão"...
Foto pessoal dos anos 70 (Lugar dos Bons-Dias)-Ramada

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Eu quero é viver!...

Achei...


Ao fundo da minha rua olhei para o chão e lá estava "ela"... bem "direitinha da Silva"...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Falas de civilização...


Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!


Alberto Caeiro
imagem:http://www.somosportugueses.com/mch/modules/icontent/inPages/fernando%20pessoa.jpg