sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Lavadeiras Saloias - 1925


Numa das minhas "pesquisas" descobri no site da Hemeroteca exemplares (digitalizados) de vários documentos. Dentre estes vim a dar com uma publicação de Agosto de 1925 do "Domingo Ilustrado". A capa é dedicada : "As Lavadeiras Saloias". o comentário de rodapé tem o seu "quê" de bucólico e refere:
"Junto da infeliz população das nossas cidades, uma outra gente portuguesa, mais livre e mais tranquila, vive e medra: O povo campesino e provinciano. A mulher saloia é um bom exemplo do trabalhador rural que apenas vem à cidade para o seu negócio."

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mesmo local há 40 anos.


Nota: Rua Comandante Sacadura Cabral (estrada para Caneças) - no lugar dos Bons-Dias.
foto1 - Arq.Dist.Lx ; foto 2 - Minha

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ramada - 1924

(casinha que ainda existe - foto de 2005)


A Odivelas, Caneças, Loures, Cabeça de Montachique e Bucelas

Todas estas estradas partem do Lumiar.

A Odivelas e Caneças.
Carreira de camionetas, no Verão.

A estrada para Caneças segue sobranceira ao fundo vale do rio do mesmo nome, limitado pelo lado poente por uma série de colinas em cujos flancos cabras e novilhos tosam, coroados de moinhos de vento os cimos arejados.
Nesta nesga de terreno fértil, a água desliza por toda a parte. À esquerda o lugarejo da Ramada, apinhoando junto à corrente a sua modesta casaria, e de onde se tem, volvidos os olhos à retaguarda, uma linda vista de Odivelas com a sua quinta da Sra. Do Monte do Carmo, de viçosos arvoredos. Depois à direita, trepando a encosta, o povoado da Amoreira. Deve-se retroceder mais uma vez o olhar e contemplar o largo panorama que deste ponto da estrada se descortina. Vemos o vale do ribeiro, a Ameixoeira erguida num alto, e como fundo a serra da Arrábida, longínqua e diáfana, para além donde o vale do Tejo se cava sem ser visto. Mais além, e ainda à direita, vê-se num outeiro a Igreja de Montemor, acima e à esquerda da qual se distingue o Monte do Mosqueiro, com o seu sinal trigonométrico.


Guia de Portugal – Vol. I
Autor - Raul Proença
Fundação Calouste Gulbenkian

Nota: Texto integral que reproduz fielmente a 1ª edição publicada pela Biblioteca Nacional em 1924.



(Ribeira que corre na Ramada)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Bombeiros Voluntários de Odivelas


Talvez muitos dos que moram em Odivelas não saibam onde foi o anterior quartel dos Bombeiros... nos anos 60.
Aqui vai uma foto em que se vê uma ambulância e um carro de combate a incêndios. A foto é de 1961 e retirei-a do "site" do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa. Ela não é exactamente assim. Tem um "toque de cor" que lhe dei...

"A Sede dos Bombeiros Voluntários de Odivelas funcionou como Quartel, numa dependência do antigo Convento de Odivelas, até Dezembro do ano de 1910, onde estava também instalada uma sucursal do Hospital Nacional e Real de S. José, em Janeiro do ano de 1911, passou para uma loja existente no Largo dos Bombeiros, junto ao actual Largo D. Dinis, onde foi celebrado um contrato de arrendamento entre a Associação de Bombeiros Voluntários de Odivelas e o senhorio, Sr. José Vicente dos Santos, com uma renda de : 'Mil seiscentos e sessenta seis reis', onde funcionou o quartel até ao ano de 1960, data em que foi demolido pelo seu proprietário. Nesse ano passou para uma garagem cedida pelo então Instituto de Odivelas, sita na estrada de acesso à Arroja, junto à Azenha Velha, onde ficou o Corpo de Bombeiros instalado ate ao ano de 1967, ano em que ficou concluído a construção do Quartel na Rua dos Bombeiros Voluntários, onde ainda hoje está instalado a sua Sede." - retirado do "site dos Bombeiros Voluntários de Odivelas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Povo.

(Ramada - principio anos 60 / Arq. Mun.Lisboa)


Pelo que eram as casas poderemos deduzir quem eram os moradores da Ramada. Aquelas modestíssimas construções eram o lar dos numerosos moleiros que faziam rodar as velas brancas dos moinhos de vento, que formavam um semicírculo em torno da aldeia, desde o topo sudeste dos Bons Dias, continuando para Sul e depois, saltando para o alto da Arroja, voltando aí para noroeste até ao sítio agora conhecido por Pedernais Sul. Não é possível já saber quantos eram estes moinhos. Alguns já foram destruídos sem deixar vestígios, mas eram, com certeza, mais do que cerca de uma dúzia que ainda têm as paredes erguidas. Devia ser maravilhoso este panorama de velas brancas, rodando sobre o tapete verde das encostas.
A par dos moinhos terá havido também uma azenha, dificilmente duas como alguém quer. Parece que só a memória toponímica serve de apoio a esta suposição. Chama-se rua da Azenha à rua entre as traseiras da rua Aura Abranches e a ribeira. A referência toponímica “Olival da Azenha” não indicia a existência de tal engenho, porque ali não corria a água indispensável.
Além dos moleiros, moravam aqui os pequenos e alguns médios agricultores de conta própria, que semeavam cereais e legumes nas terras mais planas ou menos declivosas
e amanhavam as hortas nas quebradas ou em socalcos, junto da ribeira.
Tinham também aqui o seu tugúrio os trabalhadores de enxada, cavadores à jorna nas casas maiores, talvez alguns servos habituais do Convento de Odivelas.

Extrato de artigo escrito por: António Joaquim Mendes Cerejo – Morador da Ramada (90 anos idade)
(Escrito em Abril/2005)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Cine Esplanada de Odivelas "ao fundo"...



Não gosto... nem nunca gostei... de saudosismos "bacocos". Estamos numa época de mudança e não se espera que tudo se mantenha igual. No entanto sinto alguma nostalgia por ver ser destruidas algumas das referências da minha juventude. Sobretudo quando estas são substituidas por outras de "valor duvidoso".
A Câmara Municipal de Odivelas enviou um comunicado de imprensa ao "Diário de Odivelas" no qual anuncia: "Devido às obras de requalificação da zona histórica da cidade de Odivelas, a partir do dia 10 de Outubro e durante um período de 5 dias, vai proceder-se à demolição da estrutura de betão, situada na Rua do Souto, de modo a construir-se o Parque de Estacionamento junto a este arruamento."
Requalificação histórica? Questiono-me eu...

Eu relembro aqui um pouco da "história que foi abaixo":

A Sociedade Musical Odivelense desperta para a magia do Cinema nos anos vinte do século passado, iniciando um processo que vai dar lugar ao primeiro Cinema em Odivelas.
As primeiras projecções cinematográficas decorreram numa sala cedida pelo Clube os Passarinhos, com sessões muito pontuais e de iniciativa privada.
Deste período inicial nada ficou registado sobre os filmes que foram exibidos. Porém, destas primeiras experiências cinematográficas resultaram dois factores: o fascínio pelo Cinema e a consciência de que esta actividade era altamente rentável. Assim, o espaço que o Cinema ocupa dentro das actividades da SMO vai sendo cada vez maior, transformando-o na década de 30 na principal actividade, lugar que vai ocupar até aos anos 70.
A partir 1931, com a edificação da Sede própria, a exibição de cinema ganha um carácter mais regular, registando-se a apresentação de Filmes como “A Maria Papoila “, “ A Aldeia da Roupa Branca “ ou “ O Ditador”.
As exibições efectuadas na sede, eram complementadas com as sessões de cinema ao ar livre, durante os meses de verão. Estas sessões inicialmente eram realizadas em espaços cedidos temporariamente para a realização da animação de Verão. Um dos primeiros locais onde foi projectado Cinema ao ar livre, foi no quintal do Sr. Antunes Branco, que no ano de 1938 o disponibiliza à S.M.O. Em 1956 o Cinema ao ar livre deixa de ter esta envolvência precária, com a negociação com o proprietário de um outro local, sito na
Rua do Souto, em Odivelas, o Sr. Valentim Duarte das Neves. É neste local que se virá a edificar a Cine Esplanada, cuja inauguração se efectua a 29 de Junho de 1956, dotando o Cinema ao ar livre de um espaço e vida própria.
O empenho dos órgãos dirigentes em desenvolver esta actividade de forma directa é visível no teor do ofício dirigido ao Sindicato Nacional dos Profissionais de Cinema, a solicitar que admitissem a exame “ … de segundo projeccionista o Sr. Sebastião Monteiro Freire …” , um dos directores da Direcção da Sociedade desse período.
A licença do título definitivo da exploração da esplanada como Cinema, só é atribuída pela Secretaria Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo em 1967, passando os odivelenses a dispor de uma sala de Cinema ao ar livre com uma lotação de 500 lugares.


Em: http://smodivelense.home.sapo.pt/

Comentários para quê?!...
PS - Foto do cartaz tirada do site da Soc. Musical Odivelense.



foto que tirei em 2005.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Escola (2)... há 40 anos


De cachimbo na boca o "nosso" Professor Teixeira e os "seus" rapazes...
Desta "malta" há três ou quatro que ainda vejo. Por onde andarão os outros?

(Foto pessoal)