sexta-feira, 6 de março de 2009

Jogo de solteiros casados (1976 ou 1977)


Equipa dos solteiros (em cima) / Equipa dos casados (em baixo) - Bons-Dias
Este jogo foi disputado no Campo dos Padres no Lumiar (Escola Padre António Vieira)
Há nomes que já esqueci mas dos que me lembram... aqui ficam:
Em baixo e da esquerda para a direita: Serafim, Madruga, Artur, Familiar do Madruga, Eduardo Jorge, Jaime, Pepe, António Carinhas, Francisco Serra (meu tio) e Nicolau.
Em cima da esquerda para a direita: Edgar, Jorge, Taborda, David, irmão do "Caitas", Vitor, irmão do "Caitas", Fernando (Fanacha), Pedro, Zé, Vasco, António, Eu, Campos, Ti Manel Marinheiro (com o garrafão), António e Paulo Campos.


Foto Pessoal

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Saloio


A figura do SALOIO, definido pela sua tez morena, estatura mediana, barrete caído no ombro e dedicado à faina agrícola, é o tipo característico do habitante rural dos Concelhos limítrofes de Lisboa. Descende, em termos históricos, do antigo moçarabe, o autóctone cristão que permaneceu nos campos depois da conquista muçulmana. Na realidade o termo «SALOIO» significa, na sua origem, em árabe, «Homem do Campo».
D. Afonso Henriques, ao conquistar Lisboa aos Mouros, em 1147, criou duas comunidades de Judeus e Mouros cujos bairros passaram a designar por Judiaria e Mouraria. Estes últimos, foram-se espalhando pelos arredores de Lisboa, dedicando-se à horticultura cujos produtos vinham vender à cidade.
Passaram a ser designados por saloios cuja origem é eventualmente da palavra árabe salahque significa oração. Como é sabido, a religião muçulmana obriga a que se faça preces 5 vezes ao dia. A repetição de salah é hoje considerada como a raiz da palavra saloio o que em português corrente significa homem rústico, pouco esperto, manhoso e aldeão em sentido prejurativo.
Os saloios povoaram as feiras e mercados da cidade com os vegetais e os frutos próprios da agricultura tradicional moura. Carregavam os alforjes e as cangalhas dos seus burros com os seus produtos. Também eram padeiros fabricando uma variedade de pão muito apreciada, que ainda hoje é conhecida por pão saloio.




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Mercado versus Casa da Cultura - Caneças



Antigo Mercado de Caneças que deu lugar à Casa de Cultura.




foto1 - Arq.Dist.Lx ; foto 2 - Minha

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ainda há quem use...



Já não os vejo há algum tempo mas em 2005 era habitual vê-los...
 (Foto pessoal)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

De burro...

O "transporte pessoal" nos anos 40 em... Caneças e... não só!...
foto - Arq.Dist.Lx

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Carochia (IV)


O "Ti Joaquim" (filho do "Ti Toino")
(Foto pessoal)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Carochia (III)



Uma das “passeatas” que eu mais gostava era ir... à “Carochia”. Este lugar tinha algo de grandioso. Tínhamos de subir “serra acima”... atravessando campos, riachos e fontes. Era o olhar a “perder de vista” e ver os coelhos que a toda a altura corriam na nossa frente assim como perdizes... tordos e outra “passarada” que tal. Aí viviam os avós do meu amigo “Zé Manel”. Lembro-me do “Ti Toino” e da “Ti Joana” que viviam “lá em cima” como que “ermitões” que raramente desciam ao lugar. Tinham vacas e terreno para cultivar tudo o que a “terra dava”. Junto à pequena casa havia um tanque que recebia a água de um nascente que ali rebentara. Esse tanque serviu-nos muitas vezes de “piscina”. A água era fria mas... a vontade de brincar ali dentro fazia esquecer a temperatura da mesma. Só de lá saíamos quando as mãos e os pés estavam “encarquilhados” do frio...
Depois de nos secarmos comíamos pão caseiro com queijo e um copo de leite com café que a avó Joana arranjava. Assim que acabávamos de comer... “ala que se faz tarde” começavam as “explorações” ali junto à Serra da Amoreira. Entre carrascos e silvas saltávamos de pedra em pedra e as aventuras sucediam-se à velocidade da nossa imaginação... e até que a noite se pusesse...
Do “Ti Toino” recordo a satisfação, estampada no seu rosto, de nos ver por ali a brincar. Vejo-o sentado num pequeno “mocho” (banco feito dum tronco de árvore), um pequeno bigode e a fumar o seu “tabaco de onça”... ou então encostado a um pequeno “cajado” a olhar o gado... um alentejano “desterrado” no meio da Serra da Amoreira ... para cá do Tejo ...
Mais tarde, já muito velhote, havia de regressar ao “seu Alentejo” e lá morrer...
(Fotos pessoais)