quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mosteiro São Dinis (IV)

Fotos de 1956 (interior do Mosteiro)




fotos - Arq.Fotog.Dist.Lisboa

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mosteiro São Dinis (III)

Uma comunidade dois estatutos

Jardim interior


Neste mosteiro viviam senhoras nobres com dois estatutos diferentes – as que professavam e eram freiras e as que nunca fizeram votos e eram simples recolhidas. As três primeiras abadessas estão neste número: D. Elvira Fernandes, D. Constança Lourenço e D. Urraca Pais.
A D. Elvira coube a tarefa de iniciar e organizar a vida desta comunidade, quando aqui se instalaram as primeiras religiosas. Não tive notícia do fim do seu abadessado, mas a 14 de Julho de 1300, já era abadessa D. Constança Lourenço, pois é assinada por ela, uma “constituição” de regras mais brandas, com o acordo do Rei, do Bispo de Lisboa e do Abade de Alcobaça, que igualmente assinaram. Esta D. Constança Lourenço pertencia a uma das mais nobres familias de Portugal e Castela e era irmã de D. Branca Lourenço, Senhora com a qual D. Dinis manteve uma relação amorosa, a quem doou a vila de Mirandela com seus termos, e provável mãe de D. Maria Afonso, cujo túmulo se conserva na Igreja do Mosteiro.
Em 1316 foi eleita pela comunidade D. Urraca Pais, por iniciativa da qual se reformou novamente a “constituição2, mas no sentido de maior rigor e observação da clausura, repondo a disciplina inicial.
No século XVI destacou-se a figura de D. Violante Cabral, familiar de Pedro Álvares Cabral (irmã ou sobrinha), pela boa governação da casa, e mais ainda por se lhe ficar a dever o auto da Cananeia, que Gil Vicente escreveu por encomenda sua e aqui representado em 1534 pela primeira vez.
No século XVII, por certo, a regra perdera todo o seu rigor, pois os ecos que até nós chegaram dão-nos indicios da brandura da regra. Segundo escritos desse tempo, D. Ana de Moura e D. Feliciana de Milão, despertaram o interesse do rei Afonso VI, que no largo do couto, exibia os seus dotes de cavaleiro na lida de touros.
No século XVIII, a todas sobrelevou a conhecida e famosíssima Madre Paula, que entrou no mosteiro com dezasseis anos incompletos. Para D. João V, vê-la e amá-la, foi inevitável. Que esses amores aconteceram, não temos como negá-lo, pois o seu fruto, o Infante D. José, que o rei legitimou e que foi criado com dois irmãos (de pai) em Palhavã.
Cozinha do Mosteiro
Fonte: Páginas 36, 37 e 39 do livro: “Odivelas - Uma viagem ao Passado” de Maria Máxima Vaz

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mosteiro de São Dinis (II)



Outra das justificações que merece ser de considerar, para a construção do mosteiro, é a que consta na carta de dotação. Diz o monarca: “...Nós, D. Dinis, pela graça de Deus Rei de Portugal e do Algarve, com nossa mulher a Rainha D. Isabel e com os nossos filhos Infante D. Afonso, filho primeiro e herdeiro, e Infanta D. Constança, em honra de Deus e da Virgem Santa Maria e de toda a corte celestial e especialmente em honra e louvor de S. Dinis e S. Bernardo, por nossas almas, dos Reis que antes de nós foram, e remimento de nossos pecados, e de nossos sucessores, fundamos, e fazemos de novo em a nossa câmara de morada, que nós havíamos em termo da nossa cidade de Lisboa, em lugar que é chamado Odivelas...”(1)
Com toda a clareza afirma D. Dinis que a obra é feita em “honra de Deus, da Virgem Maria e ainda de S. Dinis e S. Bernardo, por sua alma e de seus familiares e em remissão dos seus pecados”. Esta é uma razão não menos importante, considerando a mentalidade daquele tempo. Mas há mais um motivo e que, na minha opinião (2) terá sido o verdadeiro, ou pelo menos, o mais forte:
“O intento que El-Rei teve para recolher nele religiosas... foi, ao que parece, porque tinha duas filhas bastardas, que desejava acomodar no estado de Religião, e a esse fim fundou junto à corte de Lisboa, este mosteiro, na qual uma dela tomou hábito...
Que fosse esta a causa ao menos parcial de se fazer o mosteiro... não parece pouco conforme à boa razão. (2)
O próprio autor da “Monarquia Lusitana”, frade cistercense, é de parecer que é “conforme à boa razão”, ser esta uma das causas, senão a causa principal, da fundação do Mosteiro de Odivelas.
Se assim foi, como interpretar a história do urso, ao que parece, contada pelo próprio rei? Parece-me que seria difícil obter o monarca, a aprovação da Corte e, em particular, da Igreja e da Ordem de Cister, se declarasse abertamente que desejava fundar uma casa religiosa para nela “acomodar” as filhas naturais. Um milagre, era uma justificação que não comprometia ninguém, enaltecia o rei e agradava a todos. D. Dinis provou que, além de excelente poeta e trovador, era também um talentoso contador de histórias e ainda um diplomata de reconhecido mérito.


(1) – Frei Francisco Brandão, Monarquia Lusitana, V parte, p. 219
(2) – Ibidem, p. 221 v.

Fonte: Páginas 34 e 35 do livro: “Odivelas - Uma viagem ao Passado” de Maria Máxima Vaz

terça-feira, 31 de março de 2009

Mosteiro de São Dinis (I)



A história de Odivelas está intimamente ligada ao “Mosteiro de São Diniz” chamado vulgarmente de “Mosteiro de Odivelas”. Pois foi à sua volta que foi crescendo a vila... hoje cidade de Odivelas.
Várias são as histórias relacionadas com a sua edificação. A que se conhece melhor e que se tornou a versão oficial é a da sua ligação a um milagre.
“Conta-se que, saindo El-Rei à caça no termo de Beja, num local chamado Belmonte, pertencente à freguesia de São Pedro de Pomares, próximo da ribeira de Odiana, viu um enorme urso, já conhecido pela sua ferocidade, naquela região. O Rei segui-o a cavalo e, numa quebrada, a fera escondeu-se, perdendo-o El-Rei de vista. Quando passou ao seu alcance, o urso lançou-se sobre o cavalo, atirou o cavaleiro ao chão e, segurando-o entre as patas, em breve lhe tiraria a vida se não fosse a intervenção sobrenatural. O Rei apelou a S. Luis, Bispo de Tolosa, que o salvasse, e prometeu mandar construir um mosteiro se dali saísse com vida. Tão sentida e fervorosa foi a súplica, que logo o Santo Bispo lhe apareceu, lembrando-lhe que puxasse do punhal que trazia à cintura e matasse o urso, o que D. Dinis fez sem demora e assim se livrou do feroz animal. Satisfeito o pedido havia que cumprir a promessa, “porque palavra de Rei não volta atrás”. O Local escolhido para esta obra distava, cerca de duas léguas de Lisboa, no dizer do cronista (Frei Francisco Brandão in “Monarquia Lusitana”), e chamava-se Odivelas, onde ELl-Rei possuía uma quinta designada por “Vale de Fores”. (1)

(1) - Página 33 do livro: “Odivelas - Uma viagem ao Passado” de Maria Máxima Vaz


Foto 1 - minha / Foto 2 - retirada da internet

terça-feira, 24 de março de 2009

Estrada Odivelas - Senhor Roubado

Diferenças entre 1961 e... 2009





Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa



Foto retirada da internet


quinta-feira, 12 de março de 2009

A ponte de Odivelas.



Se calhar ainda há pessoas que se lembram da "velha ponte" à entrada de Odivelas.
Para os que não se recordam... aqui fica a foto do ano de 1961 para a "posteridade"...
imagem retirada do Arquivo Fotográfico da Cam. Mun. Lisboa

sexta-feira, 6 de março de 2009

Jogo de solteiros casados (1976 ou 1977)


Equipa dos solteiros (em cima) / Equipa dos casados (em baixo) - Bons-Dias
Este jogo foi disputado no Campo dos Padres no Lumiar (Escola Padre António Vieira)
Há nomes que já esqueci mas dos que me lembram... aqui ficam:
Em baixo e da esquerda para a direita: Serafim, Madruga, Artur, Familiar do Madruga, Eduardo Jorge, Jaime, Pepe, António Carinhas, Francisco Serra (meu tio) e Nicolau.
Em cima da esquerda para a direita: Edgar, Jorge, Taborda, David, irmão do "Caitas", Vitor, irmão do "Caitas", Fernando (Fanacha), Pedro, Zé, Vasco, António, Eu, Campos, Ti Manel Marinheiro (com o garrafão), António e Paulo Campos.


Foto Pessoal