terça-feira, 20 de outubro de 2009

Olival Basto (1961)


Tal como Odivelas, o Olival Basto pertenceu à Camâra Municipal de Loures. Pode -se dizer que Olival Basto, era um daqueles lugares à beira da estrada, hoje Rua Angola que se caracterizava por uma vasta área de várzeas férteis até às colinas, como era a Quinta da Várzea, Quinta da Serra e parte da Quinta dos Cucos.
foto do Arquivo Fotográfico de Lisboa

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Montemor


Equipa de Juniores do Clube Desportivo de Montemor (anos 40)

Foto retirada de: http://montemor-loures.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nascimento da República... em Loures!


Retirado de "O Meu Jornal" - nº9 de 01.Out.2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ajax de... Odivelas


Começou por ser uma brincadeira de amigos, todos casados e com uma ligação desportiva ao futebol. Faziam jogos de futebol e, um dia, resolveram formar um grupo desportivo. Foram 13 os sócios fundadores que deram o nome ao clube e têm agora uma placa de recordação nas suas intalações. 17 de Maio de 1969 ficou marcado pela fundação oficial do clube recreativo do espírito santo – Ajax, uma Associação Recreativa.
O nome era para ser só ajax, o clube holandês que conquistou o título de campeão europeu ao Benfica, em 1968, e que na altura tinha muito sucesso, mas o governo português não o autorizou. No entanto ficou para sempre Ajax.
Chegaram a fazer-se contactos com o verdadeiro Ajax, que autorizou que o nome fosse dado ao Clube do Espírito Santo, e o clube chegou a vir a Odivelas e a enviar postais ilustrados e equipamentos que ainda hoje estão expostos na nossa sede.
O futebol e as excursões turísticas começaram por ser as actividades principais; nos anos 80 teve o seu auge com o atletismo mas foi com o futebol que comecou a dar os primeiros passos como colectividade. Teve boxe,ginástica ritmica,damas,xadrez,karaté,e cicloturismo. As modalides principais foram desaparecendo; hoje mantem a capoeira,dança e cicloturismo. Luis Lopes é o actual presidente da Direcção, sócio há 21 anos ainda se lembra dos tempos em que se faziam grandes eventos como bailes de fim-de-ano, festa de carnaval com os trajes a rigor aonde se elegiam o rei e a rainha, onde na nossa sede se juntavam os sócios e os filhos dos sócios à sexta feira à noite depois de um dia de trabalho para se reunirem num convivio - elas faziam as rendas, eles jogavam às cartas e ao dominó, e os filhos brincavam na rua e quando batiam as 23h30 vinha o esperado pão quente com manteiga, hoje tudo isso acabou. Mas os sócios continuam a aparecer e a juntar-se para uma partida de cartas ou uma conversa de final de tarde.
Hoje todos nos sentimos tristes; em qualquer colectividade se sente desilusão ao ver as coisas como eram e como estão agora e não poder fazer nada, ter mais sócios e mais apoios era uma ajuda que o clube considera valiosa para poder ter mais oferta de modalidades e melhores condições para oferecer. Mesmo assim, e com o esforço da contenção, já foi possivel fazer obras de melhoramento na sala do bar e na de dança e capoeira. Tudo à custa das quotizações pagas pelos cerca de 500 sócios e um grande esforço de poupança, com a ajuda preciosa dos elementos da direcção.
Hoje são esses miudos que brincavam à porta da sede do clube como eu Luis Lopes Presidente da direcção que fazem parte dos corpos gerentes do clube, como é o caso do Vice-Presidente Tiago Fernandes, Paulo Rodrigues Tesoureiro, Miguel Lopes Secretário, Maria do Céu Secretária e professora da nossa escola de dança, na qual se consegue manter mais de 40 crianças em actividade.
Retirado de "O Meu Jornal".

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Senhor Roubado nos anos 60...

A pé ou de burro...
foto - Arq.Dist.Lx

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Coreto de Odivelas – II


É de admitir que antes da construção do CORETO já existisse nos habitantes locais, uma enraizada tradição e gosto musical, como ainda se verifica e é praticado na actual Banda.
Em 1863 é fundada a SOCIEDADE PHILARMÓNICA ODIVELENSE, com sede no actual Largo D. Dinis, cujos estatutos preveem apenas duas qualidades de sócios: os tocantes e os ouvintes. Mais tarde a designação da colectividade é transformada em SOCIEDADE UNIÃO 29 DE JUNHO DE 1863, mas, tal como a primeira, a principal finalidade é a Banda de Música. São estas, em resumo, as origens da actual SOCIEDADE MUSICAL ODIVELENSE.
Não se pode falar desta colectividade sem enaltecer, mais uma vez, o vigor do associativismo e da força de vontade, do poder das pessoas quando unidas com propósitos válidos. Refiro o seguinte facto: a aquisição do terreno e a construção inicial da actual sede foram obra de um grupo de indivíduos que cerca dos anos 1928/29 formaram uma COMISSÃO PRÓ-MELHORAMENTOS e assim custeram o empreendimento das Acções.
A existência desde 1863 de uma Banda de Música em Odivelas, justificava plenamente a ambição de dispôr de um CORETO, não só desejado pelos executantes, pela exigência do aperfeiçoamento musical, mas também pelos “ovintes” como local público e permanente de audição.
Além disso os concertos nos coretos requeriam uma certa qualidade. Nos documentos consultados, refere-se uma despesa especial, em 1833, de pagamento ao mestre, por “toque no coreto”.
Pelos factos citados era importante possui um CORETO e, naturalmente, constatavam-se as tentativas para o obter. Assim, em 12 de Junho de 1889 “A Assembleia reunida, a fim de tratar dos festejos a fazer no dia 29 de Junho, aniversário da Sociedade, resolveu que a Direcção se encarregaria de solicitar à Exmª Câmara de Belém, o empréstimo de madeira e panos dalgum dos coretos que serviam nas festas, a fim de ser armado no Largo do Couto e ali tocar a philarmónica não só no dia 29, ams também aos domingos”.
No que se refere à construção do actual CORETO, pode-se afirmar que se iniciou em 1910 tendo sendo concluido em 1913, como se conclui da “Relação dos subscritores para o acabamento do coreto na Praça D. Dinis em Odivelas”. Foi transferido em 1951/52 para o jardim, onde actualmente se encontra, para no mesmo sitio ser colacada a estátua da Rainha Santa.


Texto retirado de: “O Coreto” – Publicação da Junta de Freguesia de Odivelas (1997)
Fotos minhas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Coreto de Odivelas - I



A memória do povo de Odivelas, como a de todos os povos, não se esgota apenas nos grandes acontecimentos, mas completa-se com este ou aquele pormenor, como é exemplo o asuunto que nos propomos tratar – O CORETO – sobretudo pela ilacção que a sua feitura encerra, pois que resultou da deliberada vontade de pouco mais de meia centena de habitantes que tornaram possível a sua construção, por subscrição pública, num tempo de notórias dificuldades económicas.
Mas antes de divagarmos sobre o étimo CORETO.
Etimoçogicamente, é um diminutivo, significando “pequeno coro, coro para música, armado para festa de arraial”.
A Enciclopédia Italiana também focaliza esta caracteristica dimensional, mas relaciona o termo, apenas com o factor religioso “pequeno coro onde as pessoas podiam assistir à missa – nas igrejas – separadas por gradeamento”.
Lopes Graça atribui-lhe uma versão religiosa e outra profana, sendo a esta que se adapta o CORETO DE ODIVELAS “Tablado fixo ou provisório, que nas praças públicas se levanta para concertos musicais, geralmente das bandas civis e militares”.
Quanto ao motivo e à época em que aparecem os coretos, sabe-se que surgem nos finais do Séc. XVIII, mercê da transformação operada na sociedade de então, por influência da Revolução Industrial que favoreceu o desenvolvimento económico, trazendo novos hábitos às diversas classes sociais.
A época coincide com um alastramento do espirito cultural e associativista que se traduz, na parte musical que nos interessa, na fundação das Sociedades Recreativas e Musicais, com as uas Filarmónicas e Bandas, cuja existência se desenvolve a para da influência e da evolução das Bandas Militares.

Texto retirado de: “O Coreto” – Publicação da Junta de Freguesia de Odivelas (1997)