quarta-feira, 14 de abril de 2010

Estrelas da Ramada


Na sequência de desavenças havidas entre os mais velhos, que constituiam o núcleo do "Ramadense", resolveram criar um nove clube. Assim nasceu os “Estrelas da Ramada” (equipamento: camisola azul e calção branco) cujo emblema era, como o nome indica, uma estrela. Só que não adivinhavam os problemas que iriam surgir com essa escolha. A “estrela” estava conotada com a “Europa de Leste Comunista” (Estrela Vermelha Belgrado). Este foi o motivo para as “forças da ordem” proibirem o uso desse simbolo nos equipamentos (conversa havida com o Sr. Pena / guarda-redes). Ou seja não podiam jogar...

Não sei por quanto tempo terá existido porque pouco tempo depois havia de "nascer" um outro clube... A Ramada era então um pequeno lugar, com poucas casas, como a fotografia mostra.



A "mina" de água ao centro da rua.

Fotos: 1 - Pessoal 
            2 - Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa



terça-feira, 30 de março de 2010

Futebol de Outros tempos - Ramadense


Falar de qualquer terra ou “terreola” terá que forçosamente se falar de “Futebol”. Era o desporto das “massas”. Para os jovens bastavam um bocado de terra, mais ou menos plano, uma bola e duas pedras de cada lado a fazer de baliza. Eram tardes na “jogatana” até a noite se pôr ou... até o “dono da bola” se chatear e levar com ela a “redondinha”.
À volta dessas brincadeiras de miúdos começavam a formar-se “equipas” e, com a ajuda dos mais velhos, a formarem-se clubes. Esses clubes tentavam arranjar uma “sede” e a partir daí era toda uma panóplia de diversões que eram fomentadas.
Os “bailaricos” onde se encontravam as miúdas (acompanhadas das respectivas mães) e onde começavam “namoricos velados”. As “almoçaradas” feitas pelos mais velhos aos domingos e que se prolongavam pela tarde fora entre jogos de dominó, de cartas ou de “chinquilho”. Claro que tudo “isto” regado a vinho tinto ou branco conforme o gosto de cada um.
Foi, mais ou menos, desta forma que as colectividades foram aparecendo.
Na Ramada também assim foi. Em conversas que fui trocando com “gente daquela altura” fui esclarecendo algumas dúvidas que tinha. Há uma geração de diferença entre mim e eles. Eu era um “puto” e eles já eram “homenzinhos”...
O primeiro clube na Ramada terá sido o “Ramadense”. Naturalmente o nome associado à própria localidade. Pelo que me foi dado perceber, pelas conversas que já depois de adulto tive com gente mais velha, terá tido o seu início na década de 60. Contrariamente ao que seria de esperar à época o equipamento era à F.C.Porto. (Conforme podem verificar pela foto cedida pelo Sr. Pedro).

Foto pessoal

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sacavenense.


SACAVENENSE completa um século de vida

O Sacavenense completa amanhã cem anos de vida e tem um historial muito interessante para contar, uma história que andou sempre de "braço dado" com a própria história de Sacavém.
Tudo começou com o futebol e com o atletismo. O Sacavenense é um clube histórico, sócio nº 31 da Associação de Futebol de Lisboa e participou logo no terceiro campeonato que aquela associação organizou, corria então a época de 1913/1914.
O futebol foi sempre praticado no clube sem qualquer interrupção, mas muitas mais modalidades foram praticadas ao longo dos seus cem anos de vida: hoquéi em patins, atletismo, ciclismo, voleibol, basquetebol, andebol, rugby, lutas amadoras, futsal, motorismo, ténis de mesa, ginástica, tiro com arco e airsoft.
Foi campeão de Lisboa na 2ª Divisão em 1931/1932, jogou nas épocas seguintes com os "grandes" de Lisboa e em 1977/1978 assinou novo feito inédito ao sagrar-se Campeão Nacional da 3ª Divisão, vencendo na final o Desportivo das Aves por 3-1. A partir daí vem alternando presenças na 2ª e 3ª Divisões com passagens pelo Campeonato Distrital.
Em basquetebol venceu o Campeonato da 3ª Divisão na época de 1970/1971.
Ao longo da sua vida o Sacavenense foi agraciado com a medalha de prata e ouro pelos serviços prestados ao Concelho de Loures e com a medalha de Mérito Desportivo, pelos serviços prestados ao País, sendo também Instituição de Utilidade Pública desde 1986.
Um clube do povo e das suas causas Pelo Sacavenense têm passado muitos dos melhores filhos da terra, seja como atletas, dirigentes, seccionistas, colaboradores ou simples associados. Durante a sua existência, o S.G.S. conheceu a monarquia, a Primeira República, o Estado Novo e a democracia. A par da actividade desportiva, a actividade cultural não lhe fica atrás em riqueza. Existiu um grupo de teatro, um conjunto musical, biblioteca, comissões culturais e colóquios onde marcavam presença
as mais importantes figuras do desporto.
Fizeram-se recolhas de roupas e brinquedos para entregar aos mais necessitados e foi por lá, com o recurso a aulas nocturnas, que muitos completaram a formação que a selectividade do ensino e as difíceis condições de vida das suas famílias lhes negavam. Inserido numa zona operária, o Sacavenense viveu também todas as grandes lutas do operariado e foi a seu tempo e a seu modo um baluarte da resistência popular ao fascismo.
Retirado de: "O Meu Jornal"

quinta-feira, 4 de março de 2010

Odivelas Basket Clube


Odivelas Basket: O basquetebol em Odivelas

Ainda dá os primeiros passos e vive o primeiro ano da sua vida. Fundado em 1 de Junho de 2009, o Odivelas Basket teve origem na secção de Basquetebol da A.C.R. Quinta do Mendes. Ricardo Gaspar explica que "era necessária a especialização, para que a prática do basquetebol pudesse evoluir no Concelho, onde somos os únicos paraticantes federados da modalidade. Há outro clube com prática de basquetebol, mas apenas no Inatel."No Odivelas Basket pratica-se a modalidade desde o mini-basquetebol e sub-14, com equipas masculinas e femininas, até aos sub-20 (já terminaram a época), passando pelos sub-16 e cadetes. "A estrutura está mais forte, temos mais experiência e pessoas especializadas nas áreas do marketing e administrativa, que são fundamentais para a evolução do clube", acrescenta o dirigente. Só em mini-basquet são já 35 os jovens atletas.
Retirado do jornal: “Omeu Jornal” de 4 de Março 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Os Silveirenses.

Clube Desportivo e Recreativo “Os Silveirenses”


Sediado no bairro Casal da Silveira, freguesia de Famões, “Os Silveirenses” foram fundados em 16 de Abril de 1983, funcionando a Sede, numa primeira fase, na casa de um dos fundadores. Entretanto por deliberação da Câmara Municipal de Loures foi cedido o terreno, onde actualmente está sediado o clube, com a prorrogativa da construção de um pavilhão, que desde 1986, até hoje espera a sua concretização.
Sem pavilhão tiveram de ser os associados e amigos da colectividade a porem mãos à obra e construíram o ringue actualmente existente, que tem como curiosidade o facto do muro envolvente ter pedras vindas do cemitério de Benfica.
Para além do recinto desportivo, o clube tem na zona envolvente o edifício Sede, bem como um anexo que restou das antigas instalações da Escola Primária, que está a ser recuperado para se tornar num espaço multiusos, que servirá para festas, aulas de dança, zona de convívio para atletas e sócios, etc. As obras do referido espaço foram comparticipadas por uma verba vinda do Governo Civil de Lisboa, por indicação da Câmara Municipal de Odivelas. Dado que a mão-de-obra é dos próprios directores do clube, a recuperação vai sendo feita aos poucos, estando já concluída a substituição do telhado, faltando o chão e a parte eléctrica entre outras.
O grande ex-líbris de “Os Silveirenses” foi o Andebol, mas que deixou de existir quando por imposições federativas foi obrigado a jogar só em pavilhão. Apesar das tentativas de voltar a ter uma equipa feminina de Andebol, que esbarram no facto de a Câmara Municipal de Odivelas só ceder os pavilhões a equipas federadas, as actividades que o clube tem nesta altura, são o futsal e as danças. O futsal esta época apenas tem a competir nos campeonatos oficiais da Associação de Futebol de Lisboa uma equipa de juvenis, enquanto que os seniores, por questões de sobrevivência financeira disputam os campeonatos do INATEL, sendo os próprios atletas a custear as despesas inerentes a essa participação, cedendo o clube apenas os equipamentos. As danças são um projecto que o clube vai abraçar mal as obras do seu pequeno multiusos estiverem concluídas, sendo a própria Presidente da Direcção, Susana Santos a responsável pelas futuras aulas.
Financeiramente o clube sobrevive das poucas quotas que recebe dos sócios, do aluguer do ringue, do pequeno lucro do bar, alguns patrocínios e do apoio logístico da Comissão de Melhoramentos, a grande parceira de “Os Silveirenses”.Para final de conversa Susana Santos referiu-nos, com alguma mágoa, que a grande dificuldade do clube é trazer de volta os moradores do bairro que andam arredados da realidade da colectividade. Das quase quatro centenas de sócios, só cerca de 10% mantêm as quotizações actualizadas. Referiu mesmo que dentro dos 13 directores só 4 ou 5 disponibilizam algum do seu tempo em prol do “Os Silveirenses”. Contudo, mantêm a esperança que no futuro apareçam mais pessoas para tornar possível a renovação dos dirigentes já algo cansados da luta quase diária para manter vivo um dos símbolos do Casal da Silveira.

Retirado do jornal "Nova Odivelas"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aldeia da Roupa Branca



Situada a norte do município de Odivelas, a freguesia de Caneças é delimitada pelas freguesias de Loures, Ramada, Famões, Casal de Cambra e Almargem do Bispo.
Segundo alguns autores, a povoação de Caneças foi fundada pelos árabes. O topónimo deriva da palavra Caniça que significa templo dos cristãos. A lenda popular, no entanto, é outra. Diz o povo que na passagem de D. Dinis, pela povoação, alguém lhe ofereceu água numa caneca, e daí a perpetuação do nome.
O povoamento da freguesia está registado através de diversas provas documentais dos mais longínquos povos. Os Dolmens de Pedras Grandes e Batalhas, monumentos funerários de grandes dimensões, atestam à fixação do homem nestas terras desde o período megalítico.
Integram a história da freguesia, de forma importante, as inúmeras fontes que povoam o seu território. A qualidade e abundância das suas águas, levou à sua comercialização em bilhas de barro, muito famosas e procuradas até finais dos anos 60, em Lisboa.
As lavadeiras dos seus rios que lavavam a roupa que as freguesas davam ao “rol” deram origem à película cinematográfica, hoje imortalizada pelo cinema – Aldeia da Roupa Branca – rodada grande parte em Caneças.
É ainda de realçar as famosas quintas de Caneças.
De salientar que desde finais do século XVIII, Caneças foi procurada pelas suas águas, ares e frescura dos seus campos,como local de repouso e veraneio, determinando a criação de pólos de cultura e divertimento que ainda hoje perduram.
Tem início em Caneças a notável obra do Aqueduto das Águas Livres.


Retirado de: http://www.jf-canecas.pt/Items/Freguesia/Historia.htm


Lavadeiras na Ribeira de Caneças (meados sec. XX)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

À entrada dos Armazéns Camilo Alves - Caneças


(Anos 60)

Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa