terça-feira, 18 de maio de 2010

União Desportiva Cultural e Recreativa dos Bons-Dias


Da esquerda para a direita.
Em cima:
Nicolau(treinador), David, Serra, Vasco, Carlos, Camões, Joaquim,Madruga, Jaime e Zé Carlos
Em baixo:
Fernando, Jorge, Pedro, ???, Zé Santos, ??? e Paulo (irmão do Vasco)
Um anos mais tarde nasceria a primeira equipa “fundada” nos Bons-Dias. Deram-lhe o nome de: “Santos” (nome tirado da famosa equipa brasileira onde o Pélé jogava). A cor do equipamento era branco com gola e punhos verdes... se a memória não me falha. Os jogadores eram, basicamente, dos Bons-Dias com algum pessoal da Ramada e do Alto da Ramada. Ainda fui ver um ou dois jogos na altura(infelizmente não tenho registos fotográficos dessa equipa).
A segunda equipa a “nascer” nos Bons-Dias foi a: “União Desportiva Cultural e Recreativa dos Bons-Dias” entre 1976-1977 da qual eu fiz parte – como jogador e Tesoureiro da Direcção. Foi uma equipa que nasceu pós-25 de Abril e por causa dele.
Havia uma “Fábrica de Mosaicos” que estava abandonava há muitos anos. Em 1975 um “grupo de malta”, onde me encontrava incluido, impulsionados pelos “ventos de revolução”, que andavam no ar, resolveu ocupar a dita. A intenção seria fazer daquelas instalações uma “creche” para as crianças e um centro de convívio para os habitantes dali e dos arredores. Não havia perto nenhuma sociedade que tivesse aqueles atributos.
Apesar de ter sido chamado o “COPCON” para nos desalojar tal não serviu os interesses de quem nos havia denunciado. Acabámos por continuar a ocupar o espaço e ali organizar festas com intuito de angariarmos dinheiro para os propósitos que tinhamos definido. Muitas foram as noites que eu e outros lá passámos em vigilia. No entanto acabaríamos por ser desalojados e sobraria só a euipa de futebol de 11 que entretanto se formara. Ainda se alugou uma cave no Bairro dos Bons-Dias onde o meu pai e outros lá andaram a trabalhar. Mas entretanto por razões que não interessam agora acabou a “União” e alguns dos que se tinham juntado mais tarde fundaram o “Grupo Desportivo dos Bons-Dias” que se mantém até aos dias de hoje.


Foto Pessoal

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Águias da Ramada


A vontade de jogar continuava pelo que, mudou-se o equipamento e mudou o nome da equipa (por vontade de uma maioria de benfiquistas). Assim nascem os “Grupo Recreativo Águias da Ramada”. No emblema constava, como não podia deixar de ser, a célebre “águia” do SLB. (Já no final dos anos 70 ainda joguei pelos “Águias” e, por sinal, ganhámos o jogo...).
Esta “equipa” teve uma grande adesão por parte da juventude de então. Apenas “cortada” pelo “serviço militar”, que a pouco e pouco, foi recrutando os seus elementos para a guerra colonial.

Fotos pessoais


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Estrelas da Ramada


Na sequência de desavenças havidas entre os mais velhos, que constituiam o núcleo do "Ramadense", resolveram criar um nove clube. Assim nasceu os “Estrelas da Ramada” (equipamento: camisola azul e calção branco) cujo emblema era, como o nome indica, uma estrela. Só que não adivinhavam os problemas que iriam surgir com essa escolha. A “estrela” estava conotada com a “Europa de Leste Comunista” (Estrela Vermelha Belgrado). Este foi o motivo para as “forças da ordem” proibirem o uso desse simbolo nos equipamentos (conversa havida com o Sr. Pena / guarda-redes). Ou seja não podiam jogar...

Não sei por quanto tempo terá existido porque pouco tempo depois havia de "nascer" um outro clube... A Ramada era então um pequeno lugar, com poucas casas, como a fotografia mostra.



A "mina" de água ao centro da rua.

Fotos: 1 - Pessoal 
            2 - Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa



terça-feira, 30 de março de 2010

Futebol de Outros tempos - Ramadense


Falar de qualquer terra ou “terreola” terá que forçosamente se falar de “Futebol”. Era o desporto das “massas”. Para os jovens bastavam um bocado de terra, mais ou menos plano, uma bola e duas pedras de cada lado a fazer de baliza. Eram tardes na “jogatana” até a noite se pôr ou... até o “dono da bola” se chatear e levar com ela a “redondinha”.
À volta dessas brincadeiras de miúdos começavam a formar-se “equipas” e, com a ajuda dos mais velhos, a formarem-se clubes. Esses clubes tentavam arranjar uma “sede” e a partir daí era toda uma panóplia de diversões que eram fomentadas.
Os “bailaricos” onde se encontravam as miúdas (acompanhadas das respectivas mães) e onde começavam “namoricos velados”. As “almoçaradas” feitas pelos mais velhos aos domingos e que se prolongavam pela tarde fora entre jogos de dominó, de cartas ou de “chinquilho”. Claro que tudo “isto” regado a vinho tinto ou branco conforme o gosto de cada um.
Foi, mais ou menos, desta forma que as colectividades foram aparecendo.
Na Ramada também assim foi. Em conversas que fui trocando com “gente daquela altura” fui esclarecendo algumas dúvidas que tinha. Há uma geração de diferença entre mim e eles. Eu era um “puto” e eles já eram “homenzinhos”...
O primeiro clube na Ramada terá sido o “Ramadense”. Naturalmente o nome associado à própria localidade. Pelo que me foi dado perceber, pelas conversas que já depois de adulto tive com gente mais velha, terá tido o seu início na década de 60. Contrariamente ao que seria de esperar à época o equipamento era à F.C.Porto. (Conforme podem verificar pela foto cedida pelo Sr. Pedro).

Foto pessoal

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sacavenense.


SACAVENENSE completa um século de vida

O Sacavenense completa amanhã cem anos de vida e tem um historial muito interessante para contar, uma história que andou sempre de "braço dado" com a própria história de Sacavém.
Tudo começou com o futebol e com o atletismo. O Sacavenense é um clube histórico, sócio nº 31 da Associação de Futebol de Lisboa e participou logo no terceiro campeonato que aquela associação organizou, corria então a época de 1913/1914.
O futebol foi sempre praticado no clube sem qualquer interrupção, mas muitas mais modalidades foram praticadas ao longo dos seus cem anos de vida: hoquéi em patins, atletismo, ciclismo, voleibol, basquetebol, andebol, rugby, lutas amadoras, futsal, motorismo, ténis de mesa, ginástica, tiro com arco e airsoft.
Foi campeão de Lisboa na 2ª Divisão em 1931/1932, jogou nas épocas seguintes com os "grandes" de Lisboa e em 1977/1978 assinou novo feito inédito ao sagrar-se Campeão Nacional da 3ª Divisão, vencendo na final o Desportivo das Aves por 3-1. A partir daí vem alternando presenças na 2ª e 3ª Divisões com passagens pelo Campeonato Distrital.
Em basquetebol venceu o Campeonato da 3ª Divisão na época de 1970/1971.
Ao longo da sua vida o Sacavenense foi agraciado com a medalha de prata e ouro pelos serviços prestados ao Concelho de Loures e com a medalha de Mérito Desportivo, pelos serviços prestados ao País, sendo também Instituição de Utilidade Pública desde 1986.
Um clube do povo e das suas causas Pelo Sacavenense têm passado muitos dos melhores filhos da terra, seja como atletas, dirigentes, seccionistas, colaboradores ou simples associados. Durante a sua existência, o S.G.S. conheceu a monarquia, a Primeira República, o Estado Novo e a democracia. A par da actividade desportiva, a actividade cultural não lhe fica atrás em riqueza. Existiu um grupo de teatro, um conjunto musical, biblioteca, comissões culturais e colóquios onde marcavam presença
as mais importantes figuras do desporto.
Fizeram-se recolhas de roupas e brinquedos para entregar aos mais necessitados e foi por lá, com o recurso a aulas nocturnas, que muitos completaram a formação que a selectividade do ensino e as difíceis condições de vida das suas famílias lhes negavam. Inserido numa zona operária, o Sacavenense viveu também todas as grandes lutas do operariado e foi a seu tempo e a seu modo um baluarte da resistência popular ao fascismo.
Retirado de: "O Meu Jornal"

quinta-feira, 4 de março de 2010

Odivelas Basket Clube


Odivelas Basket: O basquetebol em Odivelas

Ainda dá os primeiros passos e vive o primeiro ano da sua vida. Fundado em 1 de Junho de 2009, o Odivelas Basket teve origem na secção de Basquetebol da A.C.R. Quinta do Mendes. Ricardo Gaspar explica que "era necessária a especialização, para que a prática do basquetebol pudesse evoluir no Concelho, onde somos os únicos paraticantes federados da modalidade. Há outro clube com prática de basquetebol, mas apenas no Inatel."No Odivelas Basket pratica-se a modalidade desde o mini-basquetebol e sub-14, com equipas masculinas e femininas, até aos sub-20 (já terminaram a época), passando pelos sub-16 e cadetes. "A estrutura está mais forte, temos mais experiência e pessoas especializadas nas áreas do marketing e administrativa, que são fundamentais para a evolução do clube", acrescenta o dirigente. Só em mini-basquet são já 35 os jovens atletas.
Retirado do jornal: “Omeu Jornal” de 4 de Março 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Os Silveirenses.

Clube Desportivo e Recreativo “Os Silveirenses”


Sediado no bairro Casal da Silveira, freguesia de Famões, “Os Silveirenses” foram fundados em 16 de Abril de 1983, funcionando a Sede, numa primeira fase, na casa de um dos fundadores. Entretanto por deliberação da Câmara Municipal de Loures foi cedido o terreno, onde actualmente está sediado o clube, com a prorrogativa da construção de um pavilhão, que desde 1986, até hoje espera a sua concretização.
Sem pavilhão tiveram de ser os associados e amigos da colectividade a porem mãos à obra e construíram o ringue actualmente existente, que tem como curiosidade o facto do muro envolvente ter pedras vindas do cemitério de Benfica.
Para além do recinto desportivo, o clube tem na zona envolvente o edifício Sede, bem como um anexo que restou das antigas instalações da Escola Primária, que está a ser recuperado para se tornar num espaço multiusos, que servirá para festas, aulas de dança, zona de convívio para atletas e sócios, etc. As obras do referido espaço foram comparticipadas por uma verba vinda do Governo Civil de Lisboa, por indicação da Câmara Municipal de Odivelas. Dado que a mão-de-obra é dos próprios directores do clube, a recuperação vai sendo feita aos poucos, estando já concluída a substituição do telhado, faltando o chão e a parte eléctrica entre outras.
O grande ex-líbris de “Os Silveirenses” foi o Andebol, mas que deixou de existir quando por imposições federativas foi obrigado a jogar só em pavilhão. Apesar das tentativas de voltar a ter uma equipa feminina de Andebol, que esbarram no facto de a Câmara Municipal de Odivelas só ceder os pavilhões a equipas federadas, as actividades que o clube tem nesta altura, são o futsal e as danças. O futsal esta época apenas tem a competir nos campeonatos oficiais da Associação de Futebol de Lisboa uma equipa de juvenis, enquanto que os seniores, por questões de sobrevivência financeira disputam os campeonatos do INATEL, sendo os próprios atletas a custear as despesas inerentes a essa participação, cedendo o clube apenas os equipamentos. As danças são um projecto que o clube vai abraçar mal as obras do seu pequeno multiusos estiverem concluídas, sendo a própria Presidente da Direcção, Susana Santos a responsável pelas futuras aulas.
Financeiramente o clube sobrevive das poucas quotas que recebe dos sócios, do aluguer do ringue, do pequeno lucro do bar, alguns patrocínios e do apoio logístico da Comissão de Melhoramentos, a grande parceira de “Os Silveirenses”.Para final de conversa Susana Santos referiu-nos, com alguma mágoa, que a grande dificuldade do clube é trazer de volta os moradores do bairro que andam arredados da realidade da colectividade. Das quase quatro centenas de sócios, só cerca de 10% mantêm as quotizações actualizadas. Referiu mesmo que dentro dos 13 directores só 4 ou 5 disponibilizam algum do seu tempo em prol do “Os Silveirenses”. Contudo, mantêm a esperança que no futuro apareçam mais pessoas para tornar possível a renovação dos dirigentes já algo cansados da luta quase diária para manter vivo um dos símbolos do Casal da Silveira.

Retirado do jornal "Nova Odivelas"