segunda-feira, 26 de julho de 2010

Memorial do Senhor Roubado - 1960



Do lado direito a estrada para Odivelas.

Um pouco de história: Não restam dúvidas sobre a manipulação clerical e inquisitorial do roubo ocorrido na Igreja Matriz de Odivelas em 10 de Maio de 1671, que foi pretexto para atiçar o ódio antijudaico e condenar ao fracasso, como infelizmente conseguiu, o processo de conciliação dos cristãos com os judeus. Se há motivos para considerar condenável aquele roubo praticado por António Ferreira, mais razão há para denunciar os verdadeiros criminosos daquele célebre caso: os padres da Inquisição, que executaram impiedosamente um jovem rústico e alcoolizado. Esta é a verdadeira história do Senhor Roubado. Deve encarar-se o monumento edificado em homenagem ao Senhor Roubado como um legado histórico que tem de ser assumido por inteiro, isto é, na sua beleza artística e eventual significado religioso, mas também como símbolo de tempos seculares em que se perseguiam, torturavam e queimavam pessoas, só por terem uma religião diferente da católica. Promover o seu estudo e o esclarecimento das circunstâncias históricas que o fizeram surgir, é o melhor que se pode fazer pela sua valorização e dignificação, particularmente junto dos estudantes.
Jorge Martins
Retirado do livro:

Nota: Foto Arquivo Fotográfico Distrital Lisboa

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Antigo mercado de Odivelas

(foto de 1961 - Arquivo Distrital Lisboa)

(... em 2010)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Junto ao "Luisinho" - 1961

(imagem retirada do Arquivo Fotográfico CM Lisboa)

Ainda havia trânsito nos dois sentidos...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Rua D. Dinis - 1968


(imagem retirada do Arquivo Fotográfico CM Lisboa)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Casa dos Caracóis - 1961


(imagem retirada do Arquivo Fotográfico CM Lisboa)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ramada - aldeia anos 60

Tudo era campo "semeado" por meia dúzia de casinhas...

Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa


terça-feira, 18 de maio de 2010

União Desportiva Cultural e Recreativa dos Bons-Dias


Da esquerda para a direita.
Em cima:
Nicolau(treinador), David, Serra, Vasco, Carlos, Camões, Joaquim,Madruga, Jaime e Zé Carlos
Em baixo:
Fernando, Jorge, Pedro, ???, Zé Santos, ??? e Paulo (irmão do Vasco)
Um anos mais tarde nasceria a primeira equipa “fundada” nos Bons-Dias. Deram-lhe o nome de: “Santos” (nome tirado da famosa equipa brasileira onde o Pélé jogava). A cor do equipamento era branco com gola e punhos verdes... se a memória não me falha. Os jogadores eram, basicamente, dos Bons-Dias com algum pessoal da Ramada e do Alto da Ramada. Ainda fui ver um ou dois jogos na altura(infelizmente não tenho registos fotográficos dessa equipa).
A segunda equipa a “nascer” nos Bons-Dias foi a: “União Desportiva Cultural e Recreativa dos Bons-Dias” entre 1976-1977 da qual eu fiz parte – como jogador e Tesoureiro da Direcção. Foi uma equipa que nasceu pós-25 de Abril e por causa dele.
Havia uma “Fábrica de Mosaicos” que estava abandonava há muitos anos. Em 1975 um “grupo de malta”, onde me encontrava incluido, impulsionados pelos “ventos de revolução”, que andavam no ar, resolveu ocupar a dita. A intenção seria fazer daquelas instalações uma “creche” para as crianças e um centro de convívio para os habitantes dali e dos arredores. Não havia perto nenhuma sociedade que tivesse aqueles atributos.
Apesar de ter sido chamado o “COPCON” para nos desalojar tal não serviu os interesses de quem nos havia denunciado. Acabámos por continuar a ocupar o espaço e ali organizar festas com intuito de angariarmos dinheiro para os propósitos que tinhamos definido. Muitas foram as noites que eu e outros lá passámos em vigilia. No entanto acabaríamos por ser desalojados e sobraria só a euipa de futebol de 11 que entretanto se formara. Ainda se alugou uma cave no Bairro dos Bons-Dias onde o meu pai e outros lá andaram a trabalhar. Mas entretanto por razões que não interessam agora acabou a “União” e alguns dos que se tinham juntado mais tarde fundaram o “Grupo Desportivo dos Bons-Dias” que se mantém até aos dias de hoje.


Foto Pessoal