segunda-feira, 29 de novembro de 2010

largo principal - Largo Dr. M. Arriaga

Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Caneças - "aldeia" saloia.



Foto retirada de: Arquivo Fotográfico Distrital de Lisboa

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cheias Novembro de 1967



(Fotos do Arquivo Fotográfico Distrital Lisboa)
Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1967, em pouco mais de 12 horas, a região de Lisboa era atingida por fortes chuvas, que viriam a originar uma das maiores calamidades que se abateram sobre esta área.
A subida das águas foi de tal maneira forte e rápida, que ribeiras e esgotos ficaram sem qualquer capacidade para as escoar.
A chuva atingiu entre as 19h00 e a meia-noite do dia 25 de Novembro as zonas baixas dos quatro concelhos da Grande Lisboa (Lisboa, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira e Alenquer), mas só na manhã seguinte é que os portugueses se depararam com a verdadeira dimensão da tragédia.
As cheias arrastaram carros, árvores, animais e destruíram pontes, casas e estradas. Prédios destruídos, condutas rebentadas, avenidas transformadas em rios foram algumas das consequências das cheias que fizeram com que a região da Grande Lisboa ficasse irreconhecível. As comunicações foram interrompidas e os transportes públicos ficaram paralisados.
Urmeira, Póvoa de Santo Adrião, Frielas - povoações da bacia do rio Trancão -, e a Quinta dos Silvados, em Odivelas, foram os aglomerados urbanos mais atingidos. As casas eram de madeira e centenas de moradores foram engolidos pelas águas.
No dia seguinte, os meios de socorro revelaram-se incapazes de prestar o apoio às populações atingidas. Testemunhos da época apontam a falta de eficácia do socorro aos sobreviventes e a tentativa do regime de Salazar de impedir que a opinião pública se apercebesse da dimensão real da tragédia.
Os dados oficiais controlados pela censura apontaram para 250 vítimas mortais. Só após a Revolução de Abril é que os especialistas procuraram repor a verdade dos números. O rigor nunca será alcançado, mas estima-se que mais de 700 pessoas tenham morrido durante as inundações e cerca de 1100 tenham ficado desalojados em Lisboa, Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira e Alenquer.
As cheias denunciaram a pobreza em que as populações da Grande Lisboa viviam: a maioria das vítimas habitava em barracas construídas nos leitos de cheias.
Perceber que o regime escondia a gravidade da situação, para além de não conseguir auxiliar devidamente os sobreviventes, conduziu a que muitos estudantes das associações académicas a colocarem-se em campo, ajudando as vítimas.
Foi o despertar político de muitos estudantes. Como recorda Mariano Gago "(... ) com as cheias de 1967 e com a participação na movimentação dos estudantes de Lisboa no apoio às populações (morreram centenas de pessoas na área de Lisboa e isso era proibido dizer-se). Só as Associações de Estudantes e a Juventude Universitária Católica é que estavam no terreno a ajudar as pessoas a tirar a lama, a salvar-lhes os pertences, juntamente com alguns raros corpos de bombeiros e militares. Talvez isso, tenha sido um dos primeiros momentos de mobilização política da minha geração."
Durante os dias a seguir às inundações, as redacções dos jornais receberam telegramas e telefonemas com orientações sobre o que se deveria escrever: qualquer referência ao movimento de solidariedade dos estudantes universitários de Lisboa seria, por exemplo, riscado pelo lápis azul da censura.
O regime salazarista tentou minimizar os impactos das chuvas, mas as suas repercussões atravessaram fronteiras e desencadearam um movimento de solidariedade internacional. Chegaram donativos dos governos britânico e italiano, do Principado do Mónaco e até o chefe do Estado francês, o general De Gaulle, contribuiu com uma "dádiva pessoal" de 30 mil francos (900 euros, no câmbio da época). O apoio em meios sanitários veio de França, Suíça e sobretudo de Espanha, que ofereceu mil doses de vacina contra a febre tifóide.
Retirado de: http://pt-pt.facebook.com/note.php?note_id=125628876192

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Quinta da Memória

(Quinta da Memória - actual Paços do Concelho Odivelas)
A Quinta da Memória, também conhecida por Casa do Arcebispo, é um dos monumentos arquitectónicos cujo estado e função actuais definem toda a linha orientadora do executivo para a requalificação/reabilitação e dotação de qualidade de vida para o concelho de Odivelas.
Esta quinta, cujas referências históricas permitem-nos viajar até aos séculos XVII e XVIII está intimamente ligada a um homem, D. Rodrigo de Moura Teles, figura notável da Igreja Católica neste período e que desempenhou vários cargos, dos quais se destacam ter sido membro do Conselho de Estado dos reis D. Pedro II e D. João V, tal como foi Arcebispo de Braga. A sua presença ainda é bem visível neste edifício, quer seja no brasão que encima o portão da entrada principal, representativo das armas que o identificavam e que resistiu aos tempos até aos dias de hoje, quer seja pela traça da construção representada nas janelas setecentistas que ainda hoje são uma evidência da Quinta da Memória.
Hoje em dia a Quinta da Memória que deve o seu nome à proximidade física do Memorial de Odivelas recuperou a sua dignidade, após muitos anos de abandono. Aliás os registos históricos pouco revelam sobre quem ocupou esta construção da arquitectura solarenga do proto-barroco português e a propriedade que em tempos se estendia por Odivelas, está hoje reduzida devido à pressão urbanística que caracterizou este território no século XX.
Com a instalação dos Paços do Concelho neste edifício, a Câmara de Odivelas reabilitou um espaço degradado e dotou-o de novas funções, devolvendo a Quinta da Memória a todos os habitantes do Concelho. Hoje em dia é um espaço público - o primeiro de um projecto de reabilitação global do núcleo histórico de Odivelas - e é nele que está instalado o Gabinete da Presidência, tal como a Assembleia Municipal, o Salão Nobre, um auditório, sala de exposições e é aqui que se faz, de igual modo, o atendimento de Relações Públicas.


(Quinta da Memória - antes das obras)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quinta de Nª Sra. do Monte do Carmo.

(foto do Arquivo (Fotográfico) Distrital de Lisboa)

Situada no núcleo histórico da cidade de Odivelas, próxima do Convento de São Dinis – actual Instituto de Odivelas –, foi adquirida, no último quartel do século XIX, por um beirão, José Rodrigues Mendes.
A neta do proprietário, Luísa Vilarinho, (d)escreve como era Uma Casa de Férias em Finais do Séc. XIX(SPB Editores e Livreiros, Lda., 1998), através de uma “viagem” pelo interior da casa: desde a capela em honra de Nossa Senhora do Monte do Carmo, passando pelas salas de estar (a sala rosa, onde a proprietária despachava a correspondência; a sala do piano; a sala azul, que acolhia as visitas; a sala Bordallo, pela colecção ali existente), até à copa e à cozinha.
Por toda a extensão da quinta surgiam as nascentes, os pomares, o jardim que fazia ligação às capoeiras, o mirante do lago, onde as crianças da quinta brincavam. Os tempos mudaram e os lugares também – hoje o local é ocupado por uma pista de desportos radicais e pela Piscina Municipal.
Após um incêndio em 1992, o edifício é recuperado pela Câmara Municipal de Loures, com o intuito de o transformar num espaço público de cultura e educação. Assim, a 22 de Novembro de 1997, é inaugurada a Biblioteca.
A partir de Setembro de 1999, passa a fazer parte do património cultural do Município de Odivelas.
Situa-se no núcleo histórico da Cidade de Odivelas, próxima do Mosteiro de S. Dinis - actual Instituto de Odivelas.
Integra desde Fevereiro de 2000, a Rede de Leitura Pública.
Tem uma área útil de 1620 m2, e conta com vários espaços, cada um com uma funcionalidade específica dirigida a públicos distintos.
Os utilizadores desta Biblioteca encontram aqui um lugar agradável e calmo, onde podem visitar exposições, usufruir das salas de leitura e dos programas de animação cultural de promoção do livro, realizados diariamente pelo grupo de animação residente.
Esta jovem e moderna Biblioteca defende os seguintes objectivos:
- Promover e desenvolver hábitos de leitura apoiados em projectos de animação cultural diversificados, tendo em consideração o perfil dos utilizadores;
- Satisfazer as necessidades e expectativas dos utilizadores tendo em vista a optimização dos recursos de informação e comunicação;
- Proporcionar o acesso ao conhecimento e à informação através de colecções diversificadas e actualizadas.


(foto retirada de: http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=8291c9f2-fdff-4518-a2cf-bd1911f381ca)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Paragem da Camioneta


Estrada Olival Basto- Loures (anos 60)

imagem retirada do Arquivo Distrital (fotográfico) de Lisboa

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Estreitinho - anos 60

(foto: Arquivo Distrital Lisboa)

Reparem nos "trajes" de então... na Odivelas dos "saloios"...