terça-feira, 7 de junho de 2011

Acabou o Odivelas Futebol Clube.



Em 1939, eclodia na Europa a Segunda Guerra Mundial. Os jornais noticiavam o avanço de Hitler. Despreocupados, alheios ao conflito que não atingia directamente o nosso país, um grupo de rapazes de Odivelas decidia fundar o "Odivelas Foot-ball OS GATINHOS", clube precursor do ODIVELAS FUTEBOL CLUBE. Arrendando em casinha na Rua do Neto, nº1, entretinham-se a jogar uns com os outros, muitas vezes sem local determinado. Entre os sócios fundadores de "OS GATINHOS", salientam-se o Celestino, o Adão e o Ilhéu. Em 1945, a Guerra terminava. Por coincidência "OS GATINHOS", puseram fim à sua actividade nesse ano. Nessa altura Odivelas ainda era um conjunto de quintas, em que todos se conheciam. Apenas havia um projecto e mal se sabia, então que o sonho ir-se-ia tornar realidade. Asdrúbal Abel dos Santos, António Neves (Tonica), Victor Manuel dos Santos e José Fernando Reis de Carvalho foram os quatro sócios fundadores do clube, que em Julho de 1945 decidiram retomar o "ODIVELAS FUTEBOL CLUBE".


No velho campo Diogo José Gomes

A SEDE: Sede, já havia, por vinte cinco escudos. Mas onde arranjar dinheiro para pagar essa fortuna? No principio, os quatro avançavam com parte dos salários, mas a eles juntaram-se mais doze sócios e a imaginação resultou: obtiveram duas mesas de matraquilhos, no Parque Mayer, que foram instaladas no jardim, junto ao largo do Instituto. Cada jogo custava uma preciosa moeda de dois tostões e ao fim do dia os fundadores do clube vinham recolher as moedas. E para que as mesas não desaparecessem, faziam turnos em cada noite, dormindo junto a elas. Quando estava muito frio, em pleno Inverno, juntavam esforços e transportavam-nas, para a sede. António Neves (Tonica) teve outra ideia; passou a comprar garrafões de ginjinha, no Largo de São Domingos, na casa que ainda hoje existe e servia "eduardinhos" na sede. Para estimular o consumo, organizavam-se jogos de cartas, em que o vencedor bebia "eduardinhos", à custa do vencido, em garrafões que tinham rápido consumo. Quem hoje passa pela actual sede, na Alberto Monteiro, e se escandaliza com as cartas e o amor Baco revelado por muitos dos frequentadores, ignora que já de há muito existia essa realidade, a exemplo de numerosas outras colectividades. Com o dinheiro dos matraquilhos e as receitas dos "eduardinhos", o clube alugou botas, joelheiras e caneleiras no Arco do Cego. O Neves apanhava a camioneta da Arboricultura, junto ao cruzeiro; pagava vinte cinco tostões. Depois, regressava, carregado, logo que o jogo terminava, apressava-se a entregar o material, pois quanto mais tempo demorasse mais teria de pagar.
Equipamento, O Sonho de Possuir Material Próprio: Ao fim de algum tempo, estava reunido o dinheiro necessário. A Casa Sena na baixa junto ao Tribunal da Boa Hora, forneceu por encomenda os artigos já com as cores do clube, o preto e o encarnado. A aquisição do equipamento encheu de orgulho os sócios do Clube, que pediram a Eduardo Pereira Veríssimo, o proprietário de um restaurante à entrada do Largo D. Dinis (o prédio já foi demolido) que colocasse na montra as camisolas e os calções, para a população admirar e se entusiasmar com o Clube. Mas acabaria por ser o próprio Veríssimo quem mais se deixou contagiar pelo dinamismo do Clube. Ele viria a ser o principal dirigente e o grande obreiro do ODIVELAS FUTEBOL CLUBE, o homem que simbolizou a passagem do Clube à fase de crescimento. A primeira equipa a envergar o novo equipamento, em 1947, era constituída pelos seguintes jogadores: Asdrubal Abel dos Santos, João Patrocínio, Manuel Patrocínio, Francisco Martins, Júlio Pedrosa, Carlos Rato (Bobi), José da Graça, Orlando Silva Santos, Victor Manuel Santos (Negos), Manuel (Manelito) e Mário Luís. Os sócios pagavam de quotização vinte cinco tostões, que na altura era muito. Mas a população aderiu e em pouco tempo fizeram-se muitos sócios, não havia, no principio, uma verdadeira direcção, mas um conjunto de pessoas que estavam à frente do clube e que faziam tudo.
Apoios: Era então normal os adeptos apoiarem a equipa, deslocando-se em excursões às localidades da região: Bucelas, Santa Iria, Tojal, Loures - o Clube e particulares, como a Maria Rosa, Tia Alexandrina. e outros alugavam camionetas à Arboricultura e vendiam bilhetes. As camionetas partiam a seguir ao almoço, embandeiradas, em fila indiana. A concentração era no cruzeiro ou no largo Dom Dinis; muitos não iam por causa do preço, entre os apoiantes e dirigentes, destacou-se o Dr. Simões Coelho, médico do Clube, que nunca recebeu um centavo e não faltava aos jogos, como o médico da equipa, os jogadores também lutavam por amor á camisola. Eram outros tempos.
Não havia jogos em Odivelas e o campo mais próximo situava-se na Póvoa. Em 1952, Eduardo Veríssimo e António Neves (Tonica) tomaram uma decisão, arranjar um campo de futebol. Depois do jantar, no dia 7 de Fevereiro de 1952, ambos foram ter com D. Carolina proprietária do terreno, que na altura estava arrendado, desde do campo actual até à ponte, ao Sr. José Augusto das Neves. O António Neves (Tonica) ficou no cruzeiro, pois era mais tímido, enquanto o Veríssimo, que tinha maior desenvoltura, entrou na casa da D. Carolina. O Veríssimo regressou cerca da meia noite. Vinha feliz e comunicou ao Neves (Tonica), que continuava no cruzeiro paciente a espera :"Está resolvido. Vamos pagar 150 escudos por mês, mas já temos campo". Logo no dia seguinte, o Neves (Tonica) deu inicio às obras. Eram 6.30h da manhã, quando a sua picareta entrou em acção, deitando abaixo parte de um pombal em pedra preta, com grandes buracos, e que era particularmente estimado pela proprietária, que havia advertido :"Não deitem abaixo o pombal". Mas para construir o campo era indispensável que o pombal "fosse abaixo", pelo que o Neves (Tonica) não hesitou em dar inicio à obra, que teve de ser concluída pelos militares da Pontinha, com dinamite e tractores. A proprietária fingiu ignorar a tropelia, pois também ela se considerava já do Odivelas. Durante oito meses, o Neves (Tonica) esteve continuamente a construir um campo, dando parte de doente no seu emprego. Fazia um pouco de tudo: carregava tijolos, dava serventia, e até dormia nas obras muitas vezes, para guardar. Mas muitos outros ajudaram gratuitamente. As bolas que estão à entrada, junto ao portão, foram feitas pelo Asdrúbal Abel dos Santos. Mas o grande dinamizador foi, sem duvida, o Eduardo Veríssimo, pois graças a ele conseguiu-se o terreno e a colaboração dos militares da Pontinha, que cederam as máquinas (tractores, escavadeiras, máquinas de brocar) e pessoal (os militares tomavam as refeições no seu restaurante). Os materiais foram adquiridos na estância, ao Sr. Chico, que adiantava os fornecimentos, pagos à medida das possibilidades. Fazia-se recolha de fundos; uns davam dinheiro, outros materiais outros o seu trabalho. Em 1952, foi concluído o campo. Sobre ele escrevia o "Diário da Manhã" de 10/11/52: com notório exagero no que respeita à capacidade, "o novo campo terá a capacidade para 20.000 espectadores, custará cerca de cem contos e será inaugurado no dia 23 do corrente".

A expansão: A equipa de futebol conseguiu bons resultados e rapidamente subiu ao regional. Um dos jogos mais marcantes teve lugar em Frielas, em 21/10/51. Ao intervalo, o Odivelas perdia por 3-0; no final, ganhou por 4-3. Entre os jogadores, destacaram-se o Francisco Martins (Chico Preto), Mário Popa, João Patrocínio, Asdrubal, Victor Manuel, Victor Manuel dos Santos (Maneguito). Em Agosto de 1955, a equipa deslocou-se à Ericeira e desta vez houve barulho fora de campo. O Desportivo da Ericeira e os seus adeptos, com a derrota 2-1, provocavam os Odivelenses e mandaram as mulheres "cozer meias", deram uns empurrões e atiraram pedras á camioneta. Nessa altura, o guarda-redes, chamava-se "Tarzan". Quando o clube perdia, chorava copiosamente durante muito tempo agarrado às redes. Mas outros bons jogadores também se destacaram: Valadares, Ramos (Preto da Urmeira), Asdrubal, Júlio, Veiga, Zé Calças. Outro episódio interessante: a fuga do árbitro até o Senhor Roubado num jogo, o árbitro estava a prejudicar o Odivelas, pelo que os populares perseguiram-no pelos caniços; o Victor pegou na sua viatura e conduziu o trio de arbitragem a Lisboa. Entretanto o Clube crescia... Em 1955 surgia a sede administrativa, na Rua Alberto Monteiro, e que foi durante muitos anos um Centro de Cultura. Em 1957 o Odivelas teve uma boa carreira no Distrital da terceira Divisão. O "Mundo Desportivo" de 29/5/57 escrevia: "no Domingo verificou-se mais uma jornada da segunda Divisão. O Odivelas depois de ter ganho ao Carcavelos, e beneficiando da derrota do Via Longa viu aumentar a sua vantagem de um para três pontos, o que a 3 jornadas do fim da prova, parece indicar que o título já deve ter dono". A uma jornada do final da prova, o "Record" de 16/6/57 referia: "o virtual vencedor já está apurado. Trata-se do Odivelas que ao longo da prova se cotou como a melhor equipa. No entanto a sua tarefa revestiu-se de muitas dificuldades, devido a replica valorosa dos adversários". No ultimo jogo, disputado em Odivelas, o Clube defrontou o velho rival. Eis a pitoresca descrição do Diário de Noticias de 17/6/57: "Desde manhã cedo que o Odivelas teve em festa porque o Odivelas Futebol Clube era já o campeão distrital da 3ª Divisão. Quando os jogadores locais aparecem em campo, foram aclamados entusiasticamente, tendo recebido ramos de flores por graciosas meninas. E, por seu turno também ofereceram lembranças aos seus adversários". A cerca de 15 minutos do final, o Odivelas perdia por 1-3. Mas a passagem da meia hora, um bom remate de Rodrigues reduziu a diferença para 2-3, os campeões reagiram e a 5 minutos do final, Rafael estabeleceu o empate. O Odivelas acabaria por ascender à 2ª Divisão Distrital. Um dos seus adeptos e espectadores foi o grande actor Vasco Santana, alvo da curiosidade geral. Em 21 de Setembro de 1959, realizou a festa de homenagem ao jogador mais antigo do Clube, Asdrúbal Belo dos Santos, com o jogo entre o Odivelas e a velha guarda do Sporting. Ernesto M. Costa, Presidente da Direcção, descreveu-o: "É tão ardoroso na luta pela bola e tão vibrante a sua maneira de arrancar para a disputa da dita, que presentemente é difícil ver um jogador assim".





O Futuro: 2003 O Ano da Viragem: O ano de 2003 foi deveras marcante para a vida do clube não só porque terminou a sua passagem pelo velhinho Diogo José Gomes como se procedeu à inauguração do novo complexo Lúdico / Desportivo junto ao Estádio Arnaldo Dias dando-lhe uma imagem diferente como clube, com a inauguração de dois novos campos, um relvado com bancada com capacidade para oitocentos lugares sentados e um de piso sintético, bem como infra-estruturas de apoio, assim como balneários amplos e modernos. Nesta viragem a direcção do clube optou por implementar uma estrutura empresarial, de forma a dotar o clube de meios económicos e financeiros a poder solver os compromissos assumidos e a projectar o clube para voos mais altos. Assim foi criado um grupo de trabalho dentro da direcção, que começou a dar os primeiros passos na criação da estrutura empresarial do clube, que se irá desenvolver nas seguintes áreas: Criação da Escola de Futebol “OFC”, de forma a possibilitar a iniciação da prática desportiva e de serviços complementares, “OTL’S” ocupação de tempos livres, férias desportivas e serviços de transportes porta a porta. OFC Comércio e Serviços – Comercialização dos produto da marca ”OFC”, seu merchandising e outras marcas, aproveitando o espaço de “Loja” existente no novo Complexo Desportivo. OdivelMed – Higiene, Segurança e Medicina no Trabalho – Prestação de serviços nestas áreas a todos os sócios, simpatizantes e tecido empresarial. Desenvolvimento da carteira de clientes de forma a podermos em parceria com o centro de fisioterapia (Clinica), poder servir em simultâneo os objectivos comuns. Clínica (Serviços de Fisioterapia/Psicologia) – Prestação de serviços nesta área a todas as entidades desportivas necessitadas, bem como parcerias com outras entidades. Serviços de Lavandaria – Prestação de serviços nesta área a sócios, empresários, hotelaria e entidades desportivas. Bomba de Gasolina/Estação de Lavagens – Parceria com entidade especializada nesta área de forma a podermos nos terrenos do clube implementar estação de lavagem e bombas de fornecimento em local estratégico a encontrar. Creche Infantário ATL – Prestação de serviços nesta área de actividade de forma a dar satisfação às necessidades da população residente em volta do complexo. Health Club – Separação de fracção autónoma de forma a podermos dar início ao projecto, no topo sul do actual estádio Arnaldo Dias e procura de parceiros estratégicos para a sua realização. Assim, será o futuro do “Odivelas Futebol Clube” servindo como referência e escola de virtudes na periferia de Lisboa, de forma a poder ombrear com os grandes clubes da capital, aliando a qualidade com o bem estar.


Certidão de óbito:

Foi hoje decretada, 22 de Março de 2011, oficialmente, a “morte” do Odivelas Futebol Clube (OFC).
A última assembleia de credores que decorreu hoje no Tribunal de Loures, decidiu votar contra a continuidade deste clube, não aceitando a proposta de pagamento apresentada pelo Administrador de Insolvência.
Assim, não coube outra decisão à Meretíssima Juiza senão decretar que se proceda à liquidação do OFC.
História retirada do site: http://www.odivelasfc.com/

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Encontros com o Teatro - Caneças


Do meu amigo Joaquim Guerreiro recebi o convite para assistir:
Este fim-de-semana nos Encontros com o Teatro vamos ter marionetas.

Sábado ás 21.30h

Alheado

pelo Projecto Magnólia.

Seguido de música pelos

Platinum.

Domingo ás 17.00h

Vida de Marioneta

pelo Valdevinos.

tudo com entrada livre.


O Grupo "Artecanes" merece o apoio de todos pelo trabalho meritório que tem feito ao longo dos anos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fonte do Ouro


A Fonte do Ouro localiza-se em Vale de Nogueira, no limite do concelho de Odivelas.
Facilmente acessível, está situada à beira da estrada que liga Vale de Nogueira a A-dos-Calvos.
Na fonte está inscrita a data de 1858 e “Câmara dos Olivaes”, o que leva a crer que a fonte pertencia a este antigo concelho, que terminava aqui, e que se extinguiu no século XIX, vindo depois a ser substituído pelo concelho de Loures, e recentemente, pelo de Odivelas.
A Fonte do Ouro tem uma planta de formato rectangular. É constituída por duas divisões, separadas por uma grade azul. Para lá da grade encontra-se um alçapão, por debaixo do qual passa a água que vem da nascente e que vai dar à bica.
O espaço aberto ao público é em forma de “u”. Nas laterais, de cada lado, existe um bando corrido, inserido na fonte. Existem degraus para o acesso ao interior da fonte no lado direito.
No centro, ao lado dos degraus, encontra-se a bica da frente. Por detrás desta, encontra-se a grade.
Por cima da bica está um painel composto por 6 azulejos com a imagem de Santo António.
Na parte superior da fonte, no eixo central vertical, está a identificação da fonte em azulejo, ladeada por uma cercadura e por cima desta está uma espécie de platibanda onde está inscrita a data de 1858 e “Câmara dos Olivaes”.
Nas paredes estão 22 azulejos com motivos geométricos e outros que se dispõem da seguinte forma: na fila horizontal superior, estão colocados 10 azulejos horizontalmente e todos os outros, que se encontram abaixo destes, estão colocados na diagonal. No centro da parede frontal está um painel de 4 azulejos com motivos geométricos simples.
No largo desta fonte há um bebedouro para animais e um lavadouro público, que ainda é frequentado por lavadeiras, de vez em quando. Aliás, esta fonte foi concebida a pensar nisso mesmo, ser funcional para o público, os animais e as lavadeiras.
A água desse tanque provém da fonte e ao lado do mesmo passa uma ribeira afluente do rio de Loures.

Retirado de: http://www.esec-canecas.rcts.pt/pagnetsobfontes/schedule.htm

domingo, 3 de abril de 2011

Casa com simbolos "maçons" em Odivelas




 (Fotos pessoais)
Muitas pessoas passam por lá diariamente, quer a pé quer de transportes, frente a esta casa. Está situada na Rua Guilherme Gomes Fernandes quase ao pé da Farmácia Leitão, passe a publicidade, e "paredes meias" com o símbolo de Odivelas - o Cruzeiro.
Tem também como "vizinha" a velha "Tendinha" e quase ao lado um pequeno altar com uma santinha (o qual também desconheço a razão da sua existência).
Conheço-a desde miúdo e sempre me despertou a curiosidade. Hoje apresenta um aspecto, infelizmentre, bastante degradado. Não faço ideia quantos anos terá mas aparenta ser bastante antiga.
Não sei se por descuido, desleixo ou falta de dinheiro ela mantém-se de pé... vamos lá ver até quando.
Nunca me lembro de lá ter visto alguém a habitar. Ou então seriam pessoas muito discretas. De qualquer forma merecia da parte da edilidade de Odivelas "algum interesse" (digo eu). Quanto mais não fosse porque casa com semelhantes símbolos não conheço no concelho inteiro.
Fica aqui o reparo!...

quinta-feira, 10 de março de 2011

À entrada de Odivelas.


Rotunda de Odivelas - entrada para a Rua D. Diniz (1961)
Foto retirada do Arquivo Municipal de Lisboa

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Av. Abreu Lopes - 1968


Alguém ainda se lembra desta Avenida assim?
(Foto do Arquivo Municipal de Lisboa)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

TEATRO DA MALAPOSTA


Às portas de Lisboa, a menos de 1 Km de Odivelas e da Póvoa de Santo Adrião, fica a Freguesia de Olival Basto.
O Teatro Malaposta, é desde 2 de Dezembro de 1989, um belo e notável Teatro, cujo Património pertenceu ao Município de Loures tendo como sede da AMASCULTURA.
Associação dos Municípios da Amadora, Loures, Vila Franca de Xira e Sobral de Monte Agraço, constituído para actividades comuns na área sócio cultural.
Presentemente o Teatro da Malaposta pertence ao Concelho de Odivelas, localiza-se na Rua de Angola, ao longo da qual se estendem as vilas que vieram a ser construídas e foram das primeiras habitações desta Freguesia, (Olival Basto). Lugar de regresso, de estar e de partir para novos rumos, no plano da descentralização cultural e artística, o Teatro da Malaposta está, ao serviço das populações das Freguesias do Concelho de Odivelas. Com efeito, o edifício cumpriu, inicialmente, as funções de Malaposta de Loures (estação da Malaposta de casal-dos-correios) e posteriormente, depois de alterada sua imagem arquitectónica, passou a Matadouro Municipal, até à data do seu encerramento. Recuperado o seu espaço disponível, mas mantendo a austeridade da traça do conjunto edificado, surge o Teatro da Malaposta, no qual se estreou em 20 de Dezembro de 1989 a peça de José Cardoso Pires "O Render dos Heróis".

retirado do site: http://www.jf-olivalbasto.pt/Default.aspx?Module=ArtigoForm&ID=22