segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quinta do Barruncho



É digna de constar da monumental obra Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa, de Anne de Stoop (Porto: Livraria Civilização, 1985)
Trata-se da Quinta do Barruncho que fica, algo dissimulada pelo arvoredo do seu frondoso parque, na Póvoa de Santo Adrião.
Revela-nos essa autora que "a quinta hoje conhecida pelo nome de Quinta do Barruncho chamava-se, noutros tempos, Quinta da Granja (da Paradela) ou Quinta da Nossa Senhora do Rosário, a quem tinha sido dedicada a capela. (...) A casa, construída por volta de 1700, teria sido uma comendadoria da Ordem de Malta, o que explicaria o tamanho imponente da capela. (...) A fachada da construção principal, que evoca um pouco o barroco dos países do Norte, é duma grande originalidade. Tendo por centro a capela, é sobrepujada por uma larga empena trabalhada, no cimo da qual fica uma cruz com um campanário de cada lado. No interior, a capela guarda ainda o famoso Senhor do Bom Princípio, magnífico crucifixo contemporâneo da construção do edifício. A arquitectura deste templo majestoso, um pouco austera, foi enriquecida mais tarde, por volta de 1740, com uma decoração de azulejos azuis e brancos de muito boa qualidade. (...) À direita, é ilustrada a célebre batalha de Lepanto onde, em 1571, as forças cristãs, comandadas por D. João de Áustria, esmagaram a frota otomana, ajudadas, entre outros, pelos cavaleiros da Ordem de Malta. (...) A evocação dum acontecimento histórico preciso é relativamente rara nas pinturas sobre azulejo (...)"
Retirado de: http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/quinta-do-barruncho.html

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Capela antiga ao abandono... em Caneças.

Não sei de quem é a culpa (porque a mesma morre sempre só) mas... algo deveria ser feito para recuperar o património. Tanto mais que não existem assim tantos (monumentos) no Concelho de Odivelas.

retirado da página do facebook-Caneças

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

D. Dinis - O Rei Civilizador




D. Dinis foi rei da primeira dinastia e o 6º rei de Portugal. Nasceu em Lisboa a 09-10-1261 e morreu em Santarém a 07-01-1325. Está sepultado em Odivelas no Mosteiro de Odivelas. Era filho do rei D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela. Desde os 16 anos de idade possuía casa própria, revelando grande autonomia e qualidades de soberano demonstradas ainda durante o reinado de seu pai que sofreu de doença prolongada. Subiu ao trono com 18 anos. Casou com Isabel de Aragão.
Naquela época Aragão era uma potência internacional com muita força no Mediterrâneo. O casamento realizou-se depois de longas negociações entre os embaixadores que circularam para cá e para lá durante bastante tempo. A princesa Isabel tinha 12 anos. Antes de sair de Barcelona casou por procuração. Depois atravessou montes e vales com a sua comitiva vindo a encontrar-se com D. Dinis em Trancoso, onde se realizaram cerimónias para festejar a boda. O povo entregou o coração à nova rainha sem quaisquer reservas. A Rainha Santa Isabel, apesar da sua natural discrição, foi uma presença forte e constante no país, tendo contribuído para pacificar lutas internas.
D. Dinis teve como descendentes legítimos D. Constança e D. Afonso (futuro D. Afonso IV). Teve como descendentes ilegítimos D. Afonso Sanches, D. Pedro Afonso conde de Barcelos, D. João Afonso, D. Fernão Sanches e D. Maria Afonso. O seu reinado durou 46 anos e foi cimentado com fortaleza para o que contribuiu também as práticas de centralização do poder real em vigor na Europa. Administrador severo, exigente e autoritário, suscitou um dito popular elucidativo: "D. Dinis fez tudo quanto quis". Assim lutou contra privilégios instalados nos domínios do exercício da justiça, de usurpações de terras por parte do clero e nobreza, levando-o a realizar acordos com a Santa Sé – Concordata. Regularizou a amortização da propriedade, proibindo às Ordens e aos clérigos a aquisição de bens de raiz. Teve o cuidado de nomear funcionários para irem pelo país fora com a incumbência de investigarem quais os limites das terras dos nobres e, a serem legítimos, quais os impostos que cobravam dos camponeses (Inquirições). Com base nos resultados dessas Inquirições mandou fazer um cadastro geral, ou seja, um registo escrito, para evitar que os ambiciosos se apoderassem de terrenos e direitos que não lhes pertenciam.
Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Sant’Iago, ao separarem-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários, dando-lhe, sob outro nome, nova existência: Ordem de Cristo, à qual entregou os seus bens.
Em guerra com Castela, veio a selar a paz em troca das vilas de Moura e Serpa, com as suas terras e castelos, de territórios além Guadiana e da reforma das fronteiras de Ribacoa, o que ficou firmado através do Tratado de Alcanizes.
O seu reinado conheceu lutas civis. O seu irmão, D. Afonso disputou-lhe o trono; nos últimos anos do seu governo o príncipe herdeiro exigiu o poder, receoso de ser espoliado dos seus direitos por Afonso Sanches.
A sua política de protecção a todos os meios de riqueza nacional estendeu-se a aspectos até então quase ignorados: por conta do Estado foram lavradas minas de prata, estanho e enxofre; autorizou a extracção do ferro, com a condição de lhe ser entregue um quinto do minério e um décimo do ferro puro; em 1293 confirmou o regulamento comercial de auxílio financeiro que os mercadores do reino haviam feito; desenvolveu as feiras, dando a várias povoações privilégios e isenções (feiras francas); protegeu a exportação para os portos da Flandres, Inglaterra e França, de produtos agrícolas, sal e peixe salgado, em troca de minerais e tecidos; fez com o rei de Inglaterra, em 1308, um tratado de comércio; instituiu definitivamente a nossa marinha criando uma frota de navios destinada a proteger a costa dos ataques dos piratas. O genovês Manuel Pessanha foi o segundo almirante desta frota que também se encarregou de organizar a construção naval e de ensinar aos marinheiros técnicas de navegação e tácticas de luta no mar. Ainda para desenvolver o comércio externo, criou a Bolsa de Mercadores Portugueses, que era uma espécie de companhia de seguros. Para desenvolver a pesca, D. Dinis criou Povoas Marítimas e Povoas Fluviais, ou seja, deu benefícios aos homens do povo que quisessem viver junto do mar ou de rios e dedicar-se à pesca.
Foi contudo a agricultura que mais o preocupou. Adoptou, segundo as regiões do país diversos sistemas de solução. Ao Alentejo, pouco povoado, dedicou particular atenção, facilitando aí a distribuição das terras, aumentando assim a população dos pequenos proprietários e trabalhadores rurais; fundou aldeias repartidas em courelas; vedou aos grandes o coutarem extensos tractos ermos; distribuiu os ermos coutados em pastos comuns aos vizinhos, entregando as terras incultas a quem as quisesse cultivar. Entre Douro e Minho dividiu as terras em casais que deram origem mais tarde a povoações. Em Trás-os – Montes adoptou um regime colectivista: as terras sobre as quais eram lançados impostos globais eram concedidas a um grupo, que entre si repartia os encargos, e eram lotadas em foros de pão ou de moeda. Eram comuns o forno de pão, o moinho, a guarda dos rebanhos e frutos, o serviço dos caminhos e fortes e a própria cultura. Mandou secar pântanos, contendo as torrentes que até aí alagavam os terrenos com a plantação de arvoredos; a essa medida se deve a substituição de pinheiros mansos por bravos na zona de Leiria.
Pelo que escreveu e pela sua protecção à instrução, deu D. Dinis grande impulso à cultura nacional. Ordenou o uso exclusivo da língua portuguesa nos documentos oficiais. Em 1286 instituiu o ensino da Teologia em Lisboa, onde, em 1290, fundou um Estudo Geral, no qual se leram desde logo as Artes e, das disciplinas maiores, o Direito Civil e Canónico e a Medicina. Pela Magna Charta Privilegiorum, primeiro estatuto da Universidade, concedeu aos estudantes vários privilégios, criando um verdadeiro bairro escolar. Mandou traduzir obras importantes de história e direito. Nacionalizou a cultura de ficção; a sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península. Chamou mestres-de-obras e imaginários de nomeada, adoptando-se no seu tempo o estilo gótico.
Se ficou conhecido por o Lavrador foi porque prestou muita atenção ao desenvolvimento da agricultura. Mas também lhe chamaram o rei Poeta porque amava a música e a poesia e ele próprio compunha poemas.
Retirado de: http://comendadoriarainhasantaisabel.blogs.sapo.pt/7476.html


Mosteiro S. Dinis em Odivelas (onde se encontra sepultado)

sábado, 22 de outubro de 2011

Clube Atlético das Patameiras



O Clube Atlético das Patameiras, foi fundado no dia 25 de Maio de 1978, sendo os seus fundadores os senhores: Henrique Faustino, Manuel Morais e Rui Frias, tendo nesse mesmo dia organizado uma prova de Atletismo com cerca de 2000 participantes, sendo esta, uma das primeiras provas a realizar-se em Odivelas depois do dia 25 de Abril de 74.
Desde logo o Atletismo foi a modalidade desportiva que o Clube apadrinhou e acarinhou até aos dias de hoje, chegando a ter mais de oitenta atletas distribuídos pelos vários escalões desde Benjamins a Veteranos, só mais tarde iniciou outras modalidades assim como, futebol de cinco e pesca desportiva.
A primeira Sede Social que o Clube teve, foi numa casa já muito antiga sem condições mínimas, junto ao Bairro das Patameiras, que se encontrava defronte ao estaleiro de materiais de construção até 1985, quando o Clube alugou uma cave sendo esta a actual sede do Clube.
Os primeiros Corpos Sociais eleitos foram os seguintes associados: Manuel Vieira, Henrique Faustino, Vitor Silva, António Pacheco, Eugénio Duarte, Manuel Morais, Rui Frias, José Alexandre e Armando Benardo.
Em 1980 foram aprovados os Estatutos e o Regulamento Interno, e em 16 de Janeiro de 1985 foi feita a escritura do Clube.

Artigo retirado de: retirado de: http://www.omeuclube.org/capatameiras/

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Rota da Água


Associação dos Amigos de Caneças vai iniciar este mês visitas ao Aqueduto das Águas Livres em parceria com a Junta de Freguesia de Caneças, neste mês de Outubro que terão por tema: Rota da Água.

As visitas a realizar são as seguintes:

Dia 15 de Outubro

Visita aos Aquedutos em Caneças

Percurso: Caneças – Caneças

Horários:

Partida – 09h00- Largo Vieira Caldas – Caneças

Chegada – 13h00 – Largo Vieira Caldas – Caneças

Preço – visita guiada: 5 bilhas (não inclui almoço);

Se pretender participar no almoço de convívio (não inclui a visita guiada), num Restaurante da Freguesia, o custo é de 16 bilhas (adulto) e 8 bilhas (crianças entre 6- 9 anos).

Dia 29 de Outubro

Visita ao Aqueduto das Águas Livres Caneças/Lisboa

Percurso: Caneças – Lisboa e Lisboa – Caneças

Horários:

Partida – 09h00- Largo Vieira Caldas – Caneças

Chegada – 13h00 – Largo Vieira Caldas – Caneças

Preço – visita guiada: 7 bilhas (não inclui almoço)

Se pretender participar no almoço de convívio (não inclui a visita guiada), num Restaurante da Freguesia, o custo é de 16 bilhas (adulto) e 8 bilhas (crianças entre 6- 9 anos).

A Associação aconselha a levar sapatos práticos, lanterna e boa disposição para desfrutar momentos de cultura, em cada visita!

Grau de Dificuldade para a realização dos percursos: Média

Contactos:

Associação Amigos de Caneças

Telemóveis: 934 985 053; 914 858 677

Junta de Freguesia de Caneças

Telefone: 219 800 880

Fonte: Associação Amigos de Caneças

domingo, 2 de outubro de 2011

750º aniversário do Rei D. Dinis - Odivelas


O Grupo Pensar Odivelas vai promover no próximo mês de Outubro uma série de iniciativas para comemorar o 750º aniversário do Rei D. Dinis, o qual, como todos sabem teve uma importância impar na História de Portugal e cujo a sua vida esteve tão intimamente ligada à nossa Terra que inclusivamente a escolheu para o seu eterno descanso.

Assim destacamos as seguintes iniciativas, para o qual está desde já convidado:

- 7/10 às 21.00h. (ISCE)
Conferência
D.Dinis o Lavrador - O Seu Reinado e o Seu Legado.
Oradores: D. Duarte, Assunção Cristas, Rosado Fernandes, Maria Máxima Vaz e Carlos Coelho .

- 15/10 às 14.30h.
Tertúlia
D. Dinis e Stª Isabel
Av. Amália Rodrigues 17-A

- 22/10 às 14.30h.
Visita Guiada ao Monumentos Históricos
Guia: Maria Máxima Vaz.
Local de Encontro: Sr. Roubado
Pré-Inscrição
Valor: 5.00

- 28/10. às 20.30h
Jantar/Concerto no Forno da Cidade - Pré-inscrição - Valor: a divulgar
Agredecemos que nos contacte por email para: pensarodivelas@gmail.com