quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Famões - zona saloia


O presente desta Freguesia já nada tem a ver com o passado referido antes. Era um pequeno aglomerado de casais de agricultores "saloios" dedicados às culturas hortícolas e à pecuária com que ajudaram a alimentar Lisboa. Com o tempo, instalaram-se aqui várias quintas de veraneio para a nobreza e familiares, e também para famílias burguesas endinheiradas da cidade.

Mas as quintas dos nobres e da burguesia eram espaços reservados e fechados. À sua volta persistiu, durante séculos, uma população profundamente enraizada numa cultura rural, com conotações muçulmânicas, a que se juntaram posteriormente algumas famílias alentejanas e outras do Ribatejo e Beiras, igualmente ligadas à terra e que vieram atraídas pelos empregos em Lisboa.

Mesmo assim, olhando para a primeira carta aérea da região, feita pelo Instituto Geográfico Cadastral em 1944, verifica-se o carácter totalmente rural de Famões nessa época.
O panorama alterou-se profundamente das décadas de 60-70 do século passado para a actualidade. A proximidade com a grande cidade e, ao mesmo tempo, a abundância de espaço a preços na altura convidativos facilitaram a implantação de construção urbana ilegal, hoje em total recuperação e legalização. Surgiram empresas familiares e unidades de pequena e média indústria, actualmente em parques empresariais. O comércio também tem sido alvo de investimento, com a criação de armazéns grossistas e de supermercados das grandes marcas que operam em Portugal.

A construção habitacional é na sua esmagadora maioria do tipo vivenda familiar de dois andares, havendo apenas um bairro onde é permitida a construção de outra tipologia.
Actualmente a agricultura é uma actividade sem expressão e os investimentos nesta área são nulos, pelo que o fim do sector primário é certo. Em seu lugar, é ao comércio, à indústria e aos serviços que a população residente vai buscar os rendimentos gerados na área da Freguesia.




retirado de: http://www.juntafreguesiafamoes.pt/default.aspx?id=2

domingo, 18 de dezembro de 2011

Quinta do Alvito - Famões


O edifício principal da Quinta do Alvito, construído em 1938, situa-se à entrada da vila, do lado de Odivelas.
Propriedade na altura da Família Bengala, esta quinta configurava já uma unidade económica agro-industrial de alguma envergadura, quer pela extensão quer pela nobreza e requinte de alguns elementos arquitectónicos patentes no edifício que, actualmente, não fora a intervenção da Junta de Freguesia em reparações de manutenção mais urgentes, estaria já em fase de derrocada.
Além do edifício principal, a quinta possuía vários outros, para habitação do pessoal, estábulos e arrumos, sendo, no seu auge, um importante pólo de produção leiteira. Digno de registo era também o seu sistema de rega, com nascentes próprias em minas no outeiro dos Alvitos, sendo as águas encaminhadas pela força da gravidade por canalizações e canais que percorriam todo o terreno, alimentando tanques, fontes e a própria habitação.
A Quinta do Alvito, que António Rodrigues, Presidente da Junta de Freguesia de Famões deseja que possa vir a ser património municipal, engalanou-se para receber as cerca de duas centenas e meia de pessoas que aceitaram o convite da autarquia tendo a oportunidade de passar uma noite memorável. Entre os presentes encontravam-se o Presidente da Junta e vários membros do seu executivo, representantes da Assembleia de Freguesia e de várias instituições e associações de Famões, bem como Mário Máximo, Presidente da Municipália.
António Rodrigues explicou-nos que «Este era um velho sonho da Junta de Freguesia de ainda não se tinha concretizado pelos elevados custos que comporta mas hoje foi possível e valeu a pena».
Com Direcção Musical e arranjos e Abel Chaves e Direcção artística e encenação de Sofia Castro o espectáculo foi produzido por Meios & Soluções e apresentou obras de Mozart, Biset, Verdi e Puccini e Donizett. A Apresentação esteve a cargo de Paula Barreira e António José.


retirado de: http://www.novaodivelas.pt/cultura-e-lazer/56-cultura-e-lazer/544-famoes-in-opera

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Assim não dá!...

Liguei há pouco, para a Biblioteca D. Dinis, a fim de saber o preço da publicação: "Odivelas em Banda Desenhada". Fui muito bem atendido por uma funcionária que me informou que essa obra custa a "módica" quantia de € 20,27. Quase que fiquei de "cara à banda". Perguntei-lhe a razão desse preço tão elevado já que tinha visto no "site" da Livraria Bulhosa, a mesma obra, com o preço de € 6.06. Informou-me que efectivamente esse já fora o preço mas... alguém superiormente decidira aumentá-lo.
Pergunto eu:
A quem interessa isto? Não é missão de uma Biblioteca Municipal envidar todos os esforços para colocar a cultura a preços mais acessíveis? Ou não há interesse em que a história do nosso municipio seja conhecida pelos seus habitantes?
Assim não dá... mesmo!...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

António Neves - Águias da Ramada.

O "Neves", como era mais conhecido, com o equipamento dos "Águias da Ramada" (em cima).




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Odivelas em Banda Desenhada

Autores: Maria Máxima Vaz, Paulo Rijo


Eu já encomendei!...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Capela da Biblioteca D. Dinis



A capela é hoje a recepção da biblioteca D. Dinis em Odivelas. Este altar foi restaurado e colocado onde esteve sempre. Também ali está a lápide tumular de D. Gil Vaz Lobo. Eu tenho a foto dessa lápide e, se ficar bem visível, vou colocá-la. Hoje, o meu objectivo era assinalar o 1.º de Dezembro, e referir um conjurado ligado à terra onde vivo há vários anos.
Este altar era da capela de N.ª S.ª do Monte do Carmo em Odivelas. Foi construída para nela ser sepultado o seu proprietário - D. Gil Vaz Lobo.

D. Gil Vaz Lobo era filho de um nobre chamado Gomes Freire de Andrade, que também foi um dos conjurados. Gil era ainda jovem e veio depois a ter muitos cargos militares. O último foi ser Governador de Armas da Beira.
Faleceu em Castelo Branco em 1678 e deixou uma importância em dinheiro à irmã sua herdeira, para construir a capela e trasladar os seus restos mortais de Castelo Branco para Odivelas, o que só se verificou 17 anos depois. A meu ver, é uma honra para Odivelas estar aqui sepultado um dos 40 conjurados, mas parece que ninguém sabe. Não deram ainda por isso.



Foto retirada da página da Câmara Municipal de Odivelas

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quinta do Barruncho



É digna de constar da monumental obra Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa, de Anne de Stoop (Porto: Livraria Civilização, 1985)
Trata-se da Quinta do Barruncho que fica, algo dissimulada pelo arvoredo do seu frondoso parque, na Póvoa de Santo Adrião.
Revela-nos essa autora que "a quinta hoje conhecida pelo nome de Quinta do Barruncho chamava-se, noutros tempos, Quinta da Granja (da Paradela) ou Quinta da Nossa Senhora do Rosário, a quem tinha sido dedicada a capela. (...) A casa, construída por volta de 1700, teria sido uma comendadoria da Ordem de Malta, o que explicaria o tamanho imponente da capela. (...) A fachada da construção principal, que evoca um pouco o barroco dos países do Norte, é duma grande originalidade. Tendo por centro a capela, é sobrepujada por uma larga empena trabalhada, no cimo da qual fica uma cruz com um campanário de cada lado. No interior, a capela guarda ainda o famoso Senhor do Bom Princípio, magnífico crucifixo contemporâneo da construção do edifício. A arquitectura deste templo majestoso, um pouco austera, foi enriquecida mais tarde, por volta de 1740, com uma decoração de azulejos azuis e brancos de muito boa qualidade. (...) À direita, é ilustrada a célebre batalha de Lepanto onde, em 1571, as forças cristãs, comandadas por D. João de Áustria, esmagaram a frota otomana, ajudadas, entre outros, pelos cavaleiros da Ordem de Malta. (...) A evocação dum acontecimento histórico preciso é relativamente rara nas pinturas sobre azulejo (...)"
Retirado de: http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/quinta-do-barruncho.html