domingo, 18 de novembro de 2012

Famões na história.



O povoamento da área que hoje é a Freguesia de Famões remonta a épocas pré-históricas, havendo vestígios de ocupação humana pelo menos em datas que se podem situar no 5.º milénio antes de Cristo.
Cerca de 1912, o investigador Vergílio Correia dava conta da existência de duas estações arqueológicas em Famões, uma delas em terrenos dos Alvitos, de que hoje não se conhecem vestígios.

Na década de 1920, Francisco Ribeiro, um amador de Arqueologia, fotografou e escavou quatro dólmens que descobriu na zona dos Trigaches. E foi já na década de 1960 que estes monumentos foram mais profundamente estudados e catalogados pelos especialistas Octávio da Veiga Ferreira e Vera Leisner, que encontraram inúmeros vestígios megalíticos na área que denominaram Necrópole dos Trigaches.
Infelizmente, por incúria ou outras razões, destes monumentos pré-históricos resta apenas o espólio recolhido pelos investigadores, que actualmente faz parte do Museu dos Serviços Geológicos, em Lisboa.
Em períodos anteriores ao séc. XVIII, Famões deveria ser um pequeno casal agrícola (igual a tantos outros existentes na mesma região), tal como aparece mencionado na confirmação de um aforamento feito pela Chancelaria de D. Afonso V, em 1457. Nessa época, o casal de Famãees - assim era denominado este "casal de pão" - pertencia à Gafaria de Almada (um hospital que acomodava os gafos ou leprosos) e andava aforado ao tanoeiro Lopo Fernandes que o doou a Beatriz Lourenço, os dois moradores em Lisboa (Chancelaria de D. Afonso V, Livro 7 - Estremadura, fl. 56 v. e 57 f.). Esta é a primeira notícia que até hoje foi possível encontrar relativa ao sítio de Famões. A partir do séc. XVIII, o nome de Famões começa a ser mais comummente fixado em numerosos documentos. Na Chorographia do Padre António de Carvalho (1712), Famões aparece como um lugar, a par dos Pombais, entendendo-se um lugar como um aglomerado de alguns (poucos) casais agrícolas. Nas Memórias Paroquiais de 1758, o pároco refere que no lugar de Famões habitavam 44 pessoas. 
Pelos registos da Décima da Cidade (um documento fiscal do período pombalino), sabemos que o casal de Famões propriamente dito andava na posse de um Manuel Francisco Camello, que ainda nessa altura tinha obrigações fiscais com a Misericórdia de Almada, instituição onde os bens da Gafaria deverão ter sido incorporados. Sobre a origem etimológica do nome de Famões pouco hoje se poderá dizer. A sua originalidade é quase única, existindo apenas uma outra localidade homónima no concelho do Bombarral.
Apesar de serem hoje mais excêntricos e, por esse mesmo motivo, terem perdido a relativa importância que antes tinham, mantêm-se desde os finais da Idade Média vários sítios ou lugares na toponímia actual. Estão neste caso o sítio dos Alvitos (hoje Quinta do Alvito), um lugar alto, de atalaia sobre o vale circundante; o Trigache, um lugar que poderá ter adquirido o nome a partir de um certo tipo de trigo, produção abundante na região; o sítio dos Queimados (hoje Casal das Queimadas), provavelmente um topónimo que poderá ter estado ligado à existência de gente de tez escura, ou mesmo negra; sítios que adquiriram o nome da paisagem, como muito provavelmente aconteceu com os Campos, os Carrascos, o Outeiro, a Silveira, o Saramagal, ou da orografia, como se nota na Barroca, no Cabeço do Bispo; por fim, lugares que obtiveram o seu nome da gente famosa que os deu em arrendamento, como o sítio das Comendadeiras, a Quinta do Abadesso ou a Quinta das Pretas d’El Rei.




retirado de: http://www.juntafreguesiafamoes.pt/default.aspx?id=2

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Fontainhas.



A Fonte das Fontaínhas é de caráter público municipal, e desde sempre abasteceu a população de Caneças.
As referências datadas de 1888, permitem considerar esta fonte como a mais antiga de Caneças.
Tem como nascente a Ribeira das Águas Livres, e após a construção do aqueduto das Águas Livres - que se inicia neste local, perde a sua força e é transformada em lavadouro público.
O aspeto atual desta fonte, decorre das obras realizadas em 1910 e 1932; no entanto, a exploração e venda das suas águas não é autorizada pela antiga Direção Geral de Minas e Serviços Geológicos, após pedido efetuado em 1938.
Em 1989, foram efetuadas obras de limpeza e restauro, tendo sido construídas algumas infraestruturas de apoio aos visitantes, nomeadamente parque de merendas, parque infantil, instalações sanitárias e estacionamento.

retirado de:
http://www.cm-odivelas.pt/Concelho/LocaisInteresse/FntFontainhas/index.htm

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Água de Caneças.


Enchimento das bilhas - Anos 60
Foi retirada do Arquivo Municipal de Lisboa

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

São Martinho... na SMO.




São Martinho é festejado a 11 de Novembro, dia em que por tradição se prova o vinho novo, pois São Martinho é pretexto para molhar a goela. Reza a tradição que em 383, São Martinho de Tours, solicitou ao imperador Máximo ajuda material para a construção de um convento. Foi bem recebido pelo imperador e participou num banquete com os membros da corte. No banquete bebeu-se em demasia e foram tantas as bebedeiras que o banquete foi desde logo, classificado como martinhada. Segundo consta, esta terá sido a origem de São Martinho ser o patrono dos bêbados, embora nada permita afirmar que tenha sido daqueles que se excederam na bebida.

Nos meus tempos de juventude a ida a Montemor provar a água-pé, por altura do São Martinho, era quase como que uma obrigatoriedade. O pessoal juntava-se e íamos até à tasca de Montemor que a foto em baixo representa.

 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Picota.


Nos anos 60, do século passado, esta picota fazia parte da paisagem de Odivelas. Servia para regar as hortas nos terrenos contíguos à estrada de Odivelas - Senhor Roubado. Hoje não passa de uma foto e de uma memória que ficou...

Foi retirada do Arquivo Municipal de Lisboa


“Picota - shadoof, shaduf, dhenkli, picottah or counterpoise-lift[ é uma palavra árabe (شادوف, šādūf); também antigamente chamada pelo nome grego (κήλων ou κηλώνειον, kēlōn or kēlōneion) que designa uma ferramenta de irrigação. A tradução mais comum para o inglês é swap.
Caracterização
É constituída por dois pedaços longos e articulados de madeira, um deles na posição vertical e firmemente preso ao terreno. O outro, perpendicular ao primeiro, tem numa extremidade um peso e no outro um recipiente para a água. Baixa-se o recipiente ao poço e o peso na outra extremidade ajuda a içar o recipiente.
História
Foi originalmente desenvolvida na antiga Mesopotâmia, e aparece em um selo de Sargão de Akkad de 2000 AC. Ainda é usado em muitas áreas da África e Ásia, e até mesmo em várias quintas em Portugal.”
Retirado da Wikipédia.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Oliaval Basto - Anos 60


A foto é de 1961. O Mercado ainda era ao ar livre.
Foi retirada do Arquivo Municipal de Lisboa

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de "Pão por Deus".


"Antigamente todas as pessoas, tradicionalmente, iam pedir o Pão-por-Deus   porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida), e quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa.
Hoje, em muitas aldeias, só pedem as crianças para que se mantenha  a Tradição.
Depois, almoça-se e vai-se ao cemitério pôr flores nas Campas dos Familiares já falecidos.
 Na Tradição Portuguesa o Pão-por-Deus era guardado num saquinho de pano, que tempos antes,  as mães ou as avós preparavam com todo o cuidado com uma sobra de chita de algum trabalho de costura.

Havia até mulheres simpáticas que confeccionavam para oferecer nesta época, uns bolos, as Ferraduras, que ainda hoje se cozem, com um agradável sabor a Erva-Doce, assim como Broas, para comerem e dar às  crianças que lhes batiam à porta."
retirado de: 



Também eu fui criança e também andei ao "pão por Deus". Não por necessidade (felizmente) mas por que era tradição. Apesar dos meus pais serem pobres nunca passei fome... nem andei descalço. Comi muita vez "açorda" é certo e não tinha quase brinquedos mas... tinha amigos com quem jogava à bola, ao berlinde, ao pião e tantos outras "coisas". E era com eles que ia também ao "pão por Deus". E era engraçado...