quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Campo Futebol do OFC virou Jardim da Música...



Foi retirada do facebook da página: "Odivelas de Outros Tempos"


domingo, 2 de dezembro de 2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Odivelas - vila

Desconheço a data da foto mas, não haja dúvida, será do inicio do sec. XX. Reconhece-se a igreja, a casa onde hoje está a "Patelaria Faruk"e o largo do Mosteiro ainda em terra. Este foi o núcleo a partir do qual Odivelas nasceu.

Foto retirada do facebook página:  "Odivelas de Outros Tempos".

domingo, 25 de novembro de 2012

Marmelada branca de Odivelas.



A marmelada é um doce confeccionado em todo o país.
A marmelada branca é um doce exclusivo de Odivelas, tendo sido confeccionado no mosteiro das Bernardas, que sempre guardaram o segredo que lhes permitia obter um doce de cor muito clara, próximo do branco, mas não exactamente branca.
A marmelada branca era oferecida aos convidados e visitadores desta comunidade nos dias festivos, sobretudo nos outeiros organizados pelas freiras e aos quais acorriam os cortesãos e poetas.
Nestas ocasiões a marmelada oferecida tinha a forma de quadradinhos e pegava-se nela à mão como qualquer bolo seco.
O segredo só foi desvendado depois da morte da última freira, em finais do século XIX, quando faleceu a última freira, porque ela deixou um caderno de receitas escrito pela sua mão a uma sua afilhada, onde além de muitos outros doces deste mosteiro estava escrita a receita da marmelada branca.
É um documento que garante a autenticidade da marmelada branca. Todas as variantes, mesmo com poucas alterações, são aproximações… Apareceram algumas pessoas que afirmam fazerem esta marmelada e estão sinceramente convencidas disso, mas se cotejarmos as receitas verificamos que há diferenças, às vezes ligeiras, mas que são suficientes para serem apenas imitações, embora seja também de boa qualidade e até muito parecida.
Que é um doce com origem no mosteiro de Odivelas e que apenas esta marmelada era famosa, basta citarmos alguns autores que referindo-se aos doces de vários conventos, só mencionam a marmelada quando falam das bernardas de Odivelas.
Em abono do que afirmo, aconselho a consulta das seguintes obras, de que vou fazer transcrições:
1 . – As minhas queridas freirinhas de Odivelas; autor – Manuel Bernardes Branco (pags 15 a 21); “E era então que as freiras mostravam até à evidência…..quão peritas eram na arte de fazer doces, na qual não tinham rivais na composição dos famosíssimos e dulcíssimos:
Manjar real, manjar branco, suspiros, marmelada, esquecidos, bolo podre.”   
2 . – O Mosteiro de Odivelas, casos de Reis e memórias de Freiras; autor – A. C. Borges de Figueiredo (pags 45): “Nesta cozinha, ampla e bem disposta, variadas doçarias se manipulavam: a famosa marmelada, os apreciados fartens, os saborosos esquecidos….os elevados penhascos, o celebrado tabefe…..”
3 . – Depois do Terramoto, subsídios para a História dos Bairros ocidentais de Lisboa, volume III, (pags 425 a 427): “Mas a todas levavam as lampas as bernardas ricas de Odivelas. As galantes e aristocráticas freirinhas….foram inatingidas no fabrico da marmelada – a sua coroa de glória…..”
4 . – O livro das receitas da última Freira de Odivelas, com actualização e notas de Maria Isabel de Vasconcelos Cabral (receita n.º 14).
Este livro é a transposição para português actual, das receitas manuscritas pela freira.
Vou transcrever a receita, tal como está manuscrita pela última freira, no seu caderno: “Marmelada branca
Vão-se esbrugando os marmelos e deitando-os em água fria. Põe-se a ferver em lume brando, estando bem cozidos se passam por peneira. Para 1kg de massa 2kg de açúcar em ponto alto de sorte que deitando uma pinga n´agua coalhe; tira-se o tacho do lume e se lhe deita a massa muito bem desfeita com a colher, torna ao lume até levantar empolas. Tira-se para fora e se bate até esfriar, para se pôr em pratos a secar.”
Esta é que é a receita das freiras.
Chamo à atenção para não ser totalmente exacta a transcrição que vem no livro editado pela Verbo.
Enquanto que a freira diz que era deitada em pratos, a pessoa que transcreveu diz que se deita em taças, mas não é a palavra taças que vem na receita.
Este pormenor revela um certo desconhecimento em relação à forma que a marmelada ia ter para ser oferecida aos convidados. O prato permitia que depois de seca fosse partida em quadrados que seguidamente se iam virando para secar em todas as faces de forma a ser pegada à mão como os bolos. Se fosse deitada em taças isso não seria fácil.
A marmelada branca não era para barrar pão, mas para se comer como um bolo.
O segredo é este – escolhiam-se marmelos ainda com a cor verde, descascavam-se e iam-se logo metendo em água fria para não escurecerem.
O peso do açúcar era o dobro do peso da massa de marmelo. (ver a receita manuscrita).
Só assim a marmelada ficava com uma cor muito clara.
Duas razões para a marmelada branca ser exclusiva de Odivelas:
1.º a receita manuscrita pela freira é prova mais que suficiente;
2.º ser referida pelos escritores (que falam de doces conventuais), apenas em Odivelas.
Lamento decepcionar aqueles que fazem reportar a marmelada aos tempos do rei D. Dinis. Nesse tempo ainda não se fazia marmelada, nem sobremesas doces.
 O açúcar era um produto muito caro e raro, considerado uma iguaria e até medicamento, sendo o seu uso muito restrito. Figurava em testamentos de reis e de altos dignitários, como dádiva de valor.
Pensa-se que a cana de açúcar seja originária da Índia e até ao século XIII foi pouco divulgada na Europa. A difusão deste produto exótico deve-se aos árabes. Na Idade Média, o preço e a quantidade em circulação, fizeram dele um privilégio de ricos. Foram os portugueses que “democratizaram” o seu uso, quando se passou a produzir em grandes quantidades no Brasil, de 1530 a 1640, aumentando sempre a produção daí em diante. O cultivo que antes se tinha feito no Algarve, Madeira e Açores, não foi suficiente para se tornar um produto de consumo corrente, acessível a todas as bolsas. Só os engenhos brasileiros produziram “para todos”.
Sendo a marmelada um produto “popular”, só pode aparecer depois de o açúcar também ser popular.
Admito que as freiras terão iniciado um processo de aperfeiçoamento que chegou a distingui-la da vulgar marmelada. Elevaram-na à categoria de ser digna de ir à mesa de reis e nobres, mas D. Dinis nunca comeu marmelada, nem mesmo a “marmelada branca”.

Dra.Maria Máxima Vaz

retirado de: http://odivelas.com/2010/03/21/marmelada-branca-de-odivelas/

Receita manuscrita da marmelada de Odivelas


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Antiga Casa da Marmelada de Odivelas.

Hoje é... Uma Agência Funerária!... Ironias do destino...


Imagem retirada do facebook. Página "Odivelas de outros tempos".

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Encontro de Jogos de Tabuleiros na SMO.




Vai realizar-se no próximo dia 24 de Novembro, sábado, das 17,30 2s 24h, na Sede da SMO e vamos explicar-lhe ja, ja o que e!
0 que e o Encontro de Jogos de Tabuleiro?
E um encontro com o objetivo de conviver enquanto se jogam jogos de tabuleiro. 0 ambiente e de descontração.
A quem se destina?
0 encontro e de caráter publico, pelo que qualquer pessoa e sempre bem-vinda. Saber as regras dos jogos não é um requisito! Haverá sempre alguém disponível para as explicar rapidamente.
Tenho de me inscrever? Paga-se alguma coisa?
Não é necessário realizar nenhum tipo de inscrição nem pagamento, e só mesmo aparecer.
Que jogos se jogam?
Existem sempre jogos de todos os géneros: de tabuleiro, só de cartas, uns mais simples, outros mais complexos, todos eles com os mais variados temas. Uma coisa e certa, a diversão é garantida pois não será difícil encontrar jogos adaptados aos seus gostos, sendo cada encontro uma oportunidade de conhecer jogos novos.
Mas os jogos são de quem?
0s jogos disponíveis são trazidos voluntariamente por alguns dos participantes. Também você pode trazer jogos que queira jogar no encontro.
Relembrem-me lá entre que horas é o encontro?
Neste primeiro encontro o horário será das 17,30h às 24,00h. Dentro desse horário pode aparecer quando quiseres e ficar quanto tempo quiser.