Arquivo Fotográfico da CM Lisboa
sábado, 15 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Igreja do Olival Basto.
A igreja
de Olival Basto nasceu, como certamente a generalidade das que existem no nosso
país, do sonho transformado em realidade, de um grupo de pessoas, neste caso
congregado por um cristão empenhado, de seu nome F. Gumersindo Moralles.
Com efeito, este senhor, não obstante ser residente em Olival Basto então
pertencente à freguesia da Póvoa de Santo Adrião, frequentava a Igreja de
Odivelas, cujo pároco era o senhor padre João de Sousa, a quem manifestou
interesse em que existisse nesta localidade um templo católico, que servisse a
emergente comunidade, e para isso solicitou a possível colaboração daquele
eclesiástico que de pronto se disponibilizou.
Assim
se realizaram as primeiras reuniões presididas pelo senhor padre João, onde se
procurou constituir um grupo de trabalho que dinamizasse os primeiros passos.
Concomitantemente foi acontecendo Igreja, com recitação do terço e celebração
da palavra, num residência devoluta, situada no rés-do-chão do edifício da
esquina das ruas São Tomé e Príncipe e Damão, cedida pelo seu proprietário.
Uma
vez a ideia cimentada, era altura de pô-la em prática e assim havia que saber
onde seria erigida. Terreno disponível havia pois o bairro habitacional
limitava-se a três ou quatro ruas existentes entre a rua Angola e a São Tomé e
Príncipe que acabava onde hoje existe a rua Açores. Tudo o mais eram terrenos
ainda não urbanizados onde outrora existiram hortas, as famosas hortas fora de
portas de que se ouve falar.
Contactado
o proprietário e apresentada a ideia, de imediato foi dito que fizessem a
igreja onde achassem mais conveniente, pois o terreno seria ofertado.
Era
tempo de pôr mãos à obra, embora os fundos necessários não passassem de poucos
milhares de escudos provindos da quotização dos então ainda poucos aderentes.
Mas foi o suficiente para pagar aos operários especializados os primeiros
salários, porque quanto aos serventes, cada um foi colaborando como podia e
sabia. Já no que respeitava aos materiais, aproveitando os muitos contactos que
possuía com empreiteiros, dado o facto de ser fiscal camarário, o senhor
Moralles foi obtendo graciosamente o produto de demolições, tais como tijolos,
portas, janelas, madeiramento para o telhado e as próprias telhas. Mas porque
eram fruto de demolições, havia que recuperá-los como por exemplo limpar os
tijolos da argamassa que os envolvia, trabalho penoso muitas vezes executado
pela sua própria esposa, já quase invisual, mas que possibilitou que as paredes
se fossem erguendo.
Porque
os recursos financeiros depressa se esgotaram, organizaram-se alguns
espectáculos dentro do que já existia da obra, onde colaboraram graciosamente
alguns artistas convidados, entre os quais a fadista Maria Teresa de Noronha, o
que possibilitou a angariação de mais alguns fundos para o prosseguimento da
construção da única nave do corpo da igreja e dos anexos destinados à
residência do futuro pároco.
E
assim, com muitas vicissitudes embora, mas com a ajuda de Deus, a obra surgiu,
eram decorridos os primeiros anos da década de sessenta do século XX, para ser
dedicada, por sua eminência o senhor cardeal patriarca D. Manuel Gonçalves
Cerejeira, a Nossa Senhora de Fátima, conforme desejo do povo do Olival Basto.
Para
se ter noção de quão espartanas eram as instalações, pode-se destacar das
palavras então proferidas por sua eminência, que este era o templo mais simples
e pobre de quantos tinha até então dedicado, mas que essa pobreza iria
certamente ser colmatada pela riqueza da fé dos fiéis que tinham tornado
possível a existência de mais uma casa de Deus.
Foi
o senhor padre Manuel Rodrigues, então pároco da Póvoa de Santo Adrião, o
primeiro e único sacerdote a residir nos anexos da igreja mas, dada a manifesta
insalubridade dos mesmos, relacionada com a precariedade da construção, residir
em tais circunstancias tornou-se praticamente impossível, o que levou a que as
ditas instalações deixassem de ser utilizadas como residência, para passarem a
servir de casa mortuária e salas para catequese.
Precariedade
foi sempre uma palavra associada a este templo, de tal modo que, pela razão
simples e espontânea como foi doado o terreno onde se encontra edificado,
ninguém se lembrou de obter a competente escritura e consequente registo, o que
motivou que, durante muitos anos, fosse considerado clandestino, só se tendo
noção desta situação aquando das obras de beneficiação e restauro.
Não
é uma obra de arte, mas sim uma obra de fé e de querer que, edificada com
carácter provisório, se manteve inalterada até ao ano de 2002, data em que a
degradação e o risco de colapso levaram à necessidade de chamar, mais uma vez,
o povo do Olival Basto, agora em colaboração com as entidades oficiais, sob o
patrocínio do actual pároco, senhor padre Luís Ferreira, a dizer presente na
recuperação deste templo que, cremos, se irá manter por muitos mais anos.
(1961)
retirado de: http://www.paroquiapsadriao.com/igrejaOlival.html
terça-feira, 4 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Um pouco da história da Escola Secundária de Odivelas.
A
Escola Secundária de Odivelas foi criada no ano de 1977, dando resposta aos
anseios da população local, uma vez que à data apenas existiam como escola
pública, a Escola Preparatória Avelar Brotero (Esc. Básica 2.3), e o instituto
militar feminino (o Instituto de Odivelas).
O
corpo docente era constituído por 91 professores, leccionando os sétimo, oitavo
(diurno e nocturno) e nono anos de escolaridade (apenas diurno). No ano lectivo
de 1978/79, o número de turmas existente na Escola distribuía-se do seguinte
modo: 14 turmas de 7º ano, 22 turmas do 8º ano, 9 turmas do 9º ano e 5 do curso
nocturno. No mesmo ano, foi aberto o quadro a 43 professores efectivos e foram
requisitados 27.
Dez
anos depois (1988/89) a escola tinha 3000 alunos, 220 professores e 51 elementos
entre técnicos auxiliares de educação e pessoal administrativo.
Em
1999/2000 a escola sofre um decréscimo do número de alunos (que passa para
2010), possuindo 206 professores e 60 funcionários (administrativos e
auxiliares de educação).
Comparativamente
com os dados de 88/89, a diminuição do número de alunos na Escola apenas se
verifica nos cursos nocturnos, nos quais passa a vigorar o Sistema de Unidades
Capitalizáveis (S.U.C.), mantendo-se, aproximadamente, o mesmo número de alunos
dos cursos diurnos.
Retirado
de: http://www.es-odivelas.pt/escola.aspx
(Odivelas 1974 - Espaço onde viria a ser constrida a Escola Secundária de Odivelas)
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Igreja da Sagrada Família da Pontinha.
As
circunscrições eclesiásticas nem sempre coincidem com as circunscrições civis.
Foi precisamente isso que aconteceu na Pontinha. Enquanto a freguesia foi
criada em 1984, a paróquia da Sagrada Família da Pontinha foi decretada em 28
de junho de 1971 pelo Cardeal Cerejeira, antes de ser substituído no
Patriarcado por D. António Ribeiro. Desde 1960 que os bairros da Pontinha,
Santa Maria (Urmeira), Paiã e Passa Fome se encontravam subordinados à paróquia
de S. Lourenço de Carnide, cuja freguesia havia sido integrada no concelho de
Lisboa em 1885. Com a criação do concelho de Loures no ano seguinte, a parte do
território da freguesia de Carnide que pertence à atual freguesia da Pontinha
passaria para esse concelho, tal como a freguesia de Odivelas. Embora a Igreja
da Sagrada Família da Pontinha tenha sido inaugurada em 1954, só em 1971 esta
zona seria destacada da paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas,
criando-se então a paróquia da Pontinha.
Data
precisamente de 1954 o conjunto de doze vitrais encomendados ao pintor Júlio
Pomar, que valorizam e personalizam patrimonialmente a Igreja da Sagrada
Família, distribuídos pelo templo do seguinte modo: um vitral circular na
fachada principal, representando a Sagrada Família, dois arcanjos (S. Miguel e
S. Rafael) na capela-mor e os restantes nove, representando santos, no corpo da
Igreja (S. João de Deus, Santo António, Santa Rita, Santa Filomena, Santa
Cecília, Santa Isabel, S. José, S. Pedro e S. João Batista).
Este
magnifico conjunto de vitrais de Pomar, mereceram a seguinte apreciação de Sara
Cristina Silva:
“Estas representações artísticas destacam-se
por um realismo matizado de lirismo. Está patente, nestes vitrais, um humanismo
geométrico, intrínseco ao vitral, pela preocupação na delimitação dos contornos
das figuras com o auxílio dos filetes metálicos, elementos estruturantes destas
composições. Estas configurações personificam o espírito”. (http://jf-pontinhafamoes.pt/pontinha/locais-de-interesse/)
Em
1954, Júlio Pomar, recebe a encomenda de um conjunto de doze vitrais, que
personalizam a Igreja da Sagrada Família (Pontinha) distribuídos pelo
templo do seguinte modo: um vitral circular na fachada principal, representando
a Sagrada Família, dois arcanjos (S. Miguel e S. Rafael) na capela-mor e os
restantes nove, representando santos, no corpo da Igreja (S. João de Deus,
Santo António, Santa Rita, Santa Filomena, Santa Cecília, Santa Isabel, S.
José, S. Pedro e S. João Baptista). (http://comjeitoearte.blogspot.pt/2011/09/julio-pomar.html)
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
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