terça-feira, 22 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
O Ferrador de Odivelas.
Nos
tempos em que Odivelas e os seus arredores eram quase, e só, campo haviam
muitas carroças em “circulação”. Umas que transportavam hortaliças para Lisboa,
outras as célebres “bilhas de barro” com a água de Caneças e ainda as que
traziam e levavam as roupas que “a freguesa dava ao rol”.
A
carroça era um meio de transporte privilegiado. As mesmas eram puxadas pelas “alimárias”
de várias estirpes. Cavalos, pilecas, machos, mulas e burros. Todos eles faziam
parte da paisagem do quotidiano do concelho.
Em
Odivelas havia um ferrador que se situava bem perto do “Cruzeiro”. Nesses
tempos não haviam “mãos a medir” para tal mester. Ainda me lembro de o ver
aberto. Dizia-se em jeito de brincadeira quando alguém comprava uns sapatos ou
umas botas novas: “Então hoje foste ao ferrador?”. Ditos de outros tempos que
acabaram quando as portas do ferrador se fecharam...
quarta-feira, 16 de abril de 2014
O "Luizinho" de Odivelas.
Retirei
esta foto do facebook “Odivelas - A sua história é feita por si".
Conheço algumas daquelas caras que durante muitos anos ali trabalharam. O “Luizinho”
não era nada do que hoje vemos. Era um “restaurante um pouco atascado” (não
levem a mal esta minha designação porque não contem em si valor pejorativo) que fica na Rua do Neto.
Era
onde aos fins de semana se comiam uns bons frangos assados “regados” do tinto,
ou branco, do “casco” (barril) e, à tarde, se petiscavam uns caracóis divinais.
Havia
até quem, com os efeitos do “néctar dos deuses” – vulgo “tintol”, se atrevia a
cantar o fado debaixo da grande parreira que ali existia há época.
Foram-se
esses tempos mas ficou a recordação de quem lá esteve algumas vezes. Para os
que se reconhecerem na foto... Com certeza irão recordar episódios que
vivenciaram no tempo em que lá trabalharam. O Luizinho, esse que deu nome ao
restaurante, já há muitos anos que partiu...
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Drogarias.
Nas drogarias havia de tudo um pouco. Desde produtos para higiene da casa e pessoal, passando pelo petróleo, carvão, pregos, tintas enfim... um sem fim de coisas. Algumas tinham até alguns brinquedos e medicamentos. Em Odivelas dei conta, há pouco tempo, que fechou uma das mais "tipicas" que se situava na Rua Guilherme Gomes Fernandes... quase em frente da "Pastelaria Faruk". Lembro-me de um gato que, em horas mais solarengas, ficava por ali a deliciar-se com o "quentinho" que atravessava os vidros.
O tempo não perdoa e a pouco e pouco fecham as lojas de bairro. Os super(hiper)mercados vão dando conta dessas pequenas lojecas e dos seus pequenos comerciantes. Hoje fica a "nostalgia" de outros tempos em que conhecíamos os vizinhos e os comerciantes pelo nome próprio. Esta nostalgia não tem a ver com "o antes é que era bom". Nada disso! Tem a ver com as recordações da minha (nossa) infância que também já lá vai...
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
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