domingo, 10 de agosto de 2014

Amolador.


Figura característica que ia de terra em terra. Por aqui passavam alguns que se faziam anunciar com o som que, diziam "os antigos" era anunciador de chuva. 
Fazem parte do imaginário dos mais velhos. As nossas mães mandavam arranjar os fundos das panelas ou afiar as facas e as tesouras. Passavam de quando em vez porque o dinheiro era escasso na maioria das famílias.


Hoje são já figuras muito raras que passam como "uma lenda"...
A minha singela homenagem a esses homens "da gaita de beiços" e vida errante de sacrifícios...

sábado, 5 de julho de 2014

Fonte nos Pombais.


(Inauguração (?) de Fonte que existia ao pé dos "lavadouros" - pelas roupas parece ser uma foto dos anos 50)
Reparem no pormenor: "Povo dos Pombais agradece"

Foi retirada do facebook "Odivelas - A sua história é feita por si"

quarta-feira, 2 de julho de 2014

sábado, 28 de junho de 2014

Olival Basto - Anos 60.


(Muralha de começo de Lisboa)




(Andar à nora)



(Tanque de água - Quinta Várzea)

Nota: Fotos retiradas do arquivo Fotográfico do Município de Lisboa




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Tintas Robbialac.


(No Sr. Roubado - inicio da Calçada de Carriche - anos 60)




domingo, 15 de junho de 2014

Fontes e matas.


Em domingos como este, muito quente, há muitos anos (mesmo há muitos) era ver autênticas romarias de pessoas, de Caneças e arredores, irem fazer piqueniques nas matas que existiam junto às fontes.
Levavam-se algumas "mantas de trapo" e debaixo das árvores frondosas e centenárias faziam-se os piqueniques de família. Eu pude vivenciar com os meus pais e tios estas "refeições a ar livre" e boa água. Para os homens, evidentemente, havia um pequeno "palhinhas" que refrescava com água da fonte.
Os miúdos, como eu, brincávamos ali à volta montados em "cavalos imaginários" e vestindo alguma das personagens da banda desenhada. Eram "Bufalos Bills", "Kit Carsons", "Buck Jones" ou outros quaisquer. Interessava era a brincadeira "partilhada". Um pequeno galho de árvore servia perfeitamente de pistola ou carabina para "caça aos índios" que se escondiam por detrás de cada árvore (coitados dos índios...).   
Os pais falavam, em conversas de adultos, de tempos recentes ou passados que a eles só diziam respeito. 
Depois havia o farnel que vinha em alcofas e embrulhado em papel de jornal para manterem o "quente" e saberem a acabado de fazer. Almoço acabado e deitávamo-nos nas mantas que se levavam e que nos protegiam da caruma dos pinheiros ou das folhas e bagas dos eucaliptos. Por ali "batíamos grandes sornas" ao som do vento e das árvores.
Regressávamos ao fim do dia... na camioneta (da Arboricultora) que nos deixava à beira de casa.
Terminava um domingo que hoje ainda recordo...
Banalidades dos tempos de hoje que eram ocasiões especiais naqueles tempos...